O que tiver de ser será!

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Centro de Donegal. Foto: Andréa Milhomem

Gosto de planejar tudo com antecedência e minimizar os riscos de que algo saia mal. Como não podia ser diferente, nas minhas viagens essa característica aparece bastante.

Exemplificando. Há tempos que eu queria conhecer Donegal, uma região no noroeste da Irlanda. Eu ainda não havia ido porque sempre me diziam que é um desses lugares que só vale a pena ir de carro. Como nunca me senti segura para dirigir na mão inglesa, fui adiando.

Em novembro passado, decidi pesquisar na Internet a opção de passeios guiados. Encontrei um que oferecia quatro circuitos diferentes. Como o tempo estava frio, mas, pelo menos, sem riscos de chuva, pensei: é agora!

Comprei a passagem de ônibus e reservei o hotel (sem opção de reembolso caso decidisse cancelar). Optei por dois passeios: um para o sábado e o outro para o domingo. Quando fui reservá-los, percebi que aquelas datas não estavam disponíveis. Mandei mensagem para a operadora, poderia ser um erro… Não me responderam. No dia seguinte, telefonei. Eles me informaram de que os passeios só são feitos no verão! Perguntei se havia outra empresa que prestasse o serviço e disseram que não, mas que eu tentasse me informar melhor no escritório de turismo.

Diante disso, a grande interrogação era o que faria dois dias inteiros numa cidade pequena. Para visitar, só havia um castelo…

Como um dos lugares mais turísticos e interessantes do condado era Slieve League, as mais altas falésias costeiras da Europa, tentei encontrar algum ônibus que me levasse até lá. Infelizmente, não havia nenhum ônibus direto que chegasse minimamente perto para ir andando.

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Slieve League, Condado de Donegal. Foto: Andréa Milhomem

Resolvi relaxar. Do fundo da alma, pensei: se tiver que dar certo, dará. Caso contrário, eu aproveitaria o final de semana para descansar, ler.

Dormi tranquila e curti preguiça na cama ao acordar. Quando saí do quarto, por volta das 10h30, para tomar café da manhã, encontrei a dona. Bridie, uma senhora muito simpática e atenciosa, me perguntou o que eu tinha planejado fazer. Contei sobre minha frustração por não poder fazer os passeios. Ela, mais do que depressa, me disse que conhecia uma empresa que poderia estar disponível. Acrescentou que, provavelmente, eu já não conseguiria para aquele dia, sábado, porque a excursão saía sempre às 10h, mas ela tentaria para o dia seguinte… Ela pegou o telefone e ligou. John, o guia, disse que não faria o passeio no domingo, mas que naquele sábado o tour sairia, excepcionalmente, às 12 horas! Perfeito!

Tive tempo para tomar um excelente café da manhã, conheci o castelo e fui ao passeio, acompanhada apenas de duas francesas.

John nos levou a vários lugares interessantes, nos contou diversas histórias, tanto sobre a região quanto sobre a Irlanda, os irlandeses, a cultura, a língua. Deu dicas de restaurantes e bares para que pudéssemos aproveitar a noite.

O dia foi perfeito. E me serviu de lição. É bom, de vez em quando, deixar que as coisas tomem seu rumo. As surpresas podem ser bem agradáveis.

Sobre Donegal

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Praia de Malinbeg, Condado de Donegal. Foto: Andréa Milhomem

A origem do nome vem do gaélico Dún na nGall, que significa “forte dos estrangeiros”. Designa  tanto o condado quanto a cidade principal. O termo Gall era empregado para designar os invasores nórdicos, os quais, possivelmente, foram os fundadores de Donegal.

A cidade de Donegal fica a 230km de Dublin, de onde se pode ir de carro, pela rodovia N3, ou de ônibus, com a companhia Bus Éireann, em aproximadamente quatro horas.

Informações sobre minha viagem

Visitei o Castelo de Donegal. Às margens do rio Eske, o castelo foi construído por Red Hugh O´Donnell em 1474. Foi de propriedade dos O´Donnells até 1607, quando foi tomado pelos ingleses. Vale a pena a visita.

Eu me hospedei no Diamond Lodgings. Desde antes de chegar, eu já estava satisfeita com o serviço. Como é um alojamento simples, a recepção fica aberta só até às 20 horas. Eu chegaria quase à meia noite. Enviei mensagem via Booking e a dona, Bridie, me respondeu rapidamente que não haveria problema. Passou o número celular dela e me pediu, apenas, que avisasse ao chegar para que  o marido abrisse a porta para mim. Bridie é simpática, solícita, dá dicas para tudo. Eu me senti em casa! O quarto é grande, limpo e a cama é bastante confortável.

A dica da Bridie para meu café da manhã foi  a casa de chá The Blueberry. Adorei! Ambiente aconchegante, opções variadas – e fartas – de comida. Pedi iogurte com mel e frutas vermelhas, scone (pão doce típico) e café americano. Infelizmente não abrem as domingos.

Jantei no Olde Castle Bar, sugestão do John. Excelente! Ótimo atendimento, bom ambiente e comida deliciosa. Comi o peixe assado do dia, com verduras. O acompanhamento era batata gratinada. Tomei uma pint de cerveja Coors Light.

A excursão que contratei foi a Donegal Wild Atlantic Tour. Graças a Bridie, como relatei anteriormente. Passamos por Killybegs, o maior porto pesqueiro da Irlanda; Malinbeg, uma das praias mais bonitas do país; Slieve League, as falésias costeiras mais altas da Europa; e vários outros lugares interessantes. O caminho em si já é espetacular. John vai contando histórias durante todo o percurso. Vale muito a pena. Contato: info@walkingireland.ie; www.johnsireland.com & www.walkingireland.ie.

espanhaLo que ha de ser, será

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Slieve League, Condado de Donegal. Foto: Andréa Milhomem

A mi me gusta planear todo con antelación y minimizar los riesgos de que algo salga mal. Y, por supuesto,  en mis viajes es cuando esta característica más aparece.

Hacía tiempo que quería conocer Donegal, una región al noroeste de Irlanda. Tardé en visitarla porque siempre me decían que es uno de esos lugares que sólo vale la pena ir en coche. Como nunca me he sentido segura para conducir por la izquierda, lo fui aplazando.

El Noviembre pasado, decidí, por fin, buscar en Internet visitas guiadas. Encontré una que ofrecía cuatro circuitos diferentes. Me pareció una gran idea. Como el tiempo estaba frío, pero, al menos, sin riesgos de lluvia, pensé: ¡este es el momento ideal!

Compré el billete de autobús y reservé el hotel. Opté por dos paseos: uno para el sábado y otro para el domingo. Pero, cuando fui a reservarlos, me di cuenta de que las fechas elegidas no estaban disponibles. Envié un mensaje a la agencia de viajes, a lo mejor podría ser un error … No me contestaron. Al día siguiente, llamé a la oficina. ¡Me informaron que los paseos sólo se hacían en verano! Les pregunté si había otra empresa que hiciera el servicio y dijeron que no, pero que lo mejor sería que me informara en la oficina de turismo.

Si no pudiera hacer esas excursiones, el gran interrogante, entonces, seria lo que haría dos días enteros en una ciudad tan pequeña. Que yo supiera, sólo había un castillo para visitar…

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Playa de Malinbeg, Condado de Donegal. Foto: Andréa Milhomem

Me puse a buscar opciones de autobús para uno de los lugares más turísticos e interesantes del condado, Slieve League, los acantilados costeros más altos de Europa. Desgraciadamente, no había ningún autobús directo que llegase mínimamente cerca para ir caminando.

Así que decidí relajarme. Desde el fondo del alma pensé: lo que tenga que ser, será. Si no puedo hacer las excursiones, aprovecharé el fin de semana para descansar y leer.

Dormí tranquila y al despertarme, me quedé en la cama, sin prisas. Cuando salí de la habitación, alrededor de las 10.30, para tomar el desayuno, encontré a la dueña. Bridie, una señora muy simpática que me preguntó qué había planeado hacer. Le conté que había tenido mala suerte en relación con las excursiones. Ella enseguida me dijo que conocía una agencia que hacía ese tipo de salida. Probablemente, yo ya no conseguiría sitio para ese día, sábado, porque la excursión salía siempre a las 10h, pero tal vez para el día siguiente… Ella llamó a John, el guía, que dijo que no haría ninguna salida aquél domingo, pero que el del sábado sería, excepcionalmente, a las 12 de la mañana. ¡Perfecto!

Con eso, aún tuve tiempo para tomar un excelente desayuno, conocer el castillo y unirme a la excursion. En el tour estaba acompañada solamente de dos chicas francesas.

John nos llevó a varios lugares interesantes, nos contó varias anécdotas, tanto sobre la región como sobre Irlanda, los irlandeses, la cultura, la lengua. Además, sugirió restaurantes y bares para que pudiéramos disfrutar de la noche.

El día fue perfecto. Y me sirvió de lección. Es bueno, de vez en cuando, dejar que las cosas tomen su propio rumbo, improvisar sobre la marcha. Las sorpresas pueden ser bastante agradables.

Sobre Donegal

El origen del nombre viene del gaélico Dún na nGall, que significa “fuerte de los extranjeros” Designa tanto el condado como la ciudad principal. El término Gall era empleado para designar a los invasores nórdicos, los cuales, posiblemente, fueron los fundadores de Donegal.

La ciudad de Donegal está situada a 230 km de Dublín, desde donde se puede ir en coche, por la autopista N3, o en autobús, con la compañía Bus Éireann, en aproximadamente cuatro horas.

Información sobre mi viaje

Visité el Castillo de Donegal. A las orillas del río Eske, el castillo fue construido por Red Hugh O’Donnell en 1474. Fue propiedad de los O’Donnells hasta 1607, cuando fue tomado por los ingleses. Vale la pena la visita.

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Castillo de Donegal. Foto: Andréa Milhomem

Me alojé en el Diamond Lodgings. Desde antes de llegar, ya estaba contenta con el servicio. Como es un alojamiento sencillo, la recepción cierra a las 20:00. Yo llegaría casi a las 12 de la noche. Envié un mensaje de texto a la dueña, a través de Booking, y Bridie me contestó rápidamente que no había problema. Me pasó su móvil y me pidió que avisara al llegar para que el marido me abriera la puerta. Bridie es simpática, solícita, da consejos para todo. ¡Me sentí en casa! La habitación es grande, limpia y la cama es bastante cómoda.

Bridie me sugirió que desayunara en la casa de té The Blueberry. ¡Me encantó! El ambiente es acogedor y hay opciones variadas de desayuno. Pedí yogurt con miel y frutos rojos, scone (pan dulce típico) y café americano. Lamentablemente no abren los domingos.

Cené en el Olde Castle Bar, una sugerencia de John. ¡Estupendo! Los camareros son simpáticos, buen ambiente y la comida es riquísima. Elegí el pescado asado del día con verduras y patata gratinada. Tomé una pinta de cerveza Coors Light.

La excursión que contraté, gracias a Bridie, como dije anteriormente, fue Donegal Wild Atlantic Tour. Pasamos por Killybegs, el mayor puerto pesquero de Irlanda; Malinbeg, una de las playas más bonitas del país; Slieve League, los acantilados costeros más altos de Europa; y varios otros lugares interesantes. El trayecto es espectacular. John va contando historias durante todo el recorrido. Merece la pena. Contacto: info@walkingireland.ie; www.johnsireland.com y www.walkingireland.ie.

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Restaurante Olde Castle Bar y la casa de té The Blueberry. Foto: Andréa Milhomem

bandeirasWhat will be will be

I’m the kind of person that likes to plan everything in advance to minimize the risks of something going wrong. That’s my peculiarity as a traveller as well.

I’ve long wanted to get to know Donegal, a county northwest of Ireland. I was postponing it because people used to say it is one of those places that it is better to go by car. Since I have never felt safe to drive on the left side of the road, I was putting it off.

Last november, I decided to search on the Internet for guided tours. I found one that offered four different routes. As the weather was cold, but at least without chance of rain, I thought it was the right moment!

I bought the bus ticket and booked the hotel. I chose two tours: one for Saturday and other  for Sunday. When I tried to book them, however, I noticed those dates were not available. I texted them. It could be a mistake…  As the travel agency did not reply, I called them the next day. They informed me the tours were only in the summer! I asked if there was another travel agency that could provide the service and they said no. They suggested me to call the tourist office.

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A cottage along The Wild Atlantic Way. Photo: Andréa Milhomem

I asked myself how could I spend two whole days in a small town, if I couldn’t go on the tours. The castle was the only place I knew that was worth a visit…

In the county, the most touristic and interesting place to go is Slieve League, the highest coastal cliffs in Europe. So I tried to find a bus that could take me there, even if I had to walk a little bit. Unfortunately, there were no direct buses.

I decided to relax. From the bottom of my heart, I thought: if it’s meant to happen, it will. There was no need to rush. I could enjoy the weekend resting or reading…

I slept well and spent some time in bed in the morning. When I left the room around 10:30am for breakfast, I met the owner, Bridie, a very nice lady. She asked me what I had planned to do. I told her about my difficulty finding the tours. She said she knew a guy that used to take tourists to that route. I probably would not be able to get the tour that day, Saturday, because it always leaves at 10am, but maybe for the next day… She called him. John, the guide, said he would not do the tour on Sunday, but that day it would be at 12! Just perfect!

I had time to have an excellent breakfast, I visited the castle and went on the tour with two French girls.

John took us to several interesting places, told us a lot of stories about Ireland, the Irish, the culture, the language and about Donegal County. He suggested restaurants and pubs in town so we could enjoy the evening.

The day was perfect. And I’ve learned my lesson. It is good let life flow naturally. Once in a while it is good to enjoy the unplanned, the unexpected.

About Donegal

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Donegal Castle. Photo: Andréa Milhomem

The name Donegal comes from the Irish Dún na nGall, meaning “fort of the foreigners” and is the name of both the county and its principal town. The term Gall was usually applied to Norse invaders who possibly may well have founded Donegal.

Donegal County is situated in the northwest of Ireland. Donegal town is around 230km from Dublin. By car, you can take via N3 or you can go by bus, with the company Bus Éireann.

About my trip

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Muckros Head, Donegal County. Photo: Andréa Milhomem

I visited Donegal Castle. On the banks of the River Eske, the castle was built by Red Hugh O’Donnell in 1474. It was owned by the O’Donnells until 1607, when it was taken by the English. It’s worth a visit.

I stayed at Diamond Lodgings. Before arriving, I was already satisfied with their service. As it is a simple accommodation, the reception is opened only until 8pm. I would arrive almost at midnight. I sent them message via Booking. Bridie, the owner, replied quickly that it wouldn’t be a problem. She gave me her cell phone number and asked me to let her know when I’d arrive so her husband would open the door for me. Bridie is friendly, helpful, gives tips for everything. I felt at home! The room is large, clean and the bed is quite comfortable.

Bridie suggested I should have breakfast at the Blueberry Tearoom. I loved it! Cozy atmosphere and many food options. I ordered yoghurt, honey and red fruits, scone and American coffee. Unfortunately they do not open on Sundays.

I followed John’s suggestion and I had dinner at Olde Castle Bar. Excellent! Great service, good atmosphere and delicious food. I ate a roasted fish with vegetables and potato gratin. I had a pint of Coors Light.

The tour I hired was the Donegal Wild Atlantic Way. Thanks to Bridie, as I said before. We passed by Killybegs, the largest fishing port in Ireland; Malinbeg, one of the most beautiful beaches in the country; Slieve League, the highest coastal cliffs in Europe; and several other interesting places. The route is spectacular. John tells stories all the way. It’s a worthwhile expenditure of time. Contact: info@walkingireland.ie Information: www.johnsireland.com & www.walkingireland.ie.

 

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Indo de viagem ao exterior? Dicas para que tudo saia bem.

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Coleção de imãs. Foto: Andréa Milhomem

Para o filósofo chinês Lao-Tsé, “uma viagem de mil milhas começa com um simples passo”. Minha ideia com este artigo é, a partir da minha experiência, ajudar você a dar não só o primeiro passo para sua sonhada viagem internacional, mas os seguintes também.

Primeiro passo: escolher o destino. Em geral, a forma mais econômica para se viajar é não ter um destino em mente e ser flexível com data e horário. Se está disposto a ir para qualquer lugar, é possível encontrar boas ofertas, principalmente se puder viajar no meio da semana. Mas, como nem sempre o ideal coincide com nossa realidade, pense com carinho no que realmente deseja fazer nos seus dias de férias: relaxar numa praia ensolarada, curtir friozinho numa montanha, fazer um safári? Verifique se o período que tem disponível é a melhor época para se viajar àquele destino, não só em termos de temperatura, mas também de segurança. Lembre-se de que, em alguns lugares, há monção, tufão, temporadas de chuvas fortes, calor excessivo, terrorismo etc.

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Atenas, Sevilha, Muralha da China e Puerto del Carmen.  Fotos: Andréa Milhomem

Segundo passo: preparar a documentação necessária.

  • O documento básico para se viajar ao exterior é o passaporte. Excepcionalmente, pode-se viajar a alguns países com o RG. Se não é esse o seu caso, antes de comprar a passagem, é necessário requerer o passaporte ou verificar a validade do seu. Alguns países exigem que esse documento tenha no mínimo seis meses de validade. Como sou precavida, solicito novo passaporte sete meses antes do atual expirar.
  • Além disso, é importante averiguar se há a necessidade de visto de turista, se precisa tomar alguma vacina e/ou a documentação necessária para seu animal doméstico. Todas as informações relativas aos requisitos para entrar num determinado país deverão ser obtidas junto ao consulado ou setor consular da embaixada do país para o qual pretenda viajar. Muitas vezes, basta uma leitura atenta da página web da repartição diplomática de interesse para obter respostas às dúvidas.
  • Alguns países exigem a apresentação de um seguro-saúde. Independentemente da obrigatoriedade de apresentá-lo, aconselho enfaticamente que providencie um seguro médico internacional. Estamos todos sujeitos a situações imprevistas.
  • Se pretende alugar carro, lembre-se de que nem todos os países aceitam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) brasileira. Nesses casos, antes de viajar, será necessário solicitar, no Detran do seu estado, a Permissão Internacional para Dirigir (PID). Além disso, será necessário contratar seguro de acidentes.
  • Outras orientações gerais podem ser obtidas no Portal Consular do Ministério das Relações Exteriores .

Terceiro passo: reservar voos e hospedagem. Para obter melhores preços, há de se comprar a passagem e reservar o hotel  com antecedência. Entre um e quatro meses é um prazo razoável. Sempre que possível, compro as passagens nos sites das companhias aéreas. Fica mais simples cancelar ou modificar um voo, solicitar comida especial etc. Eu me cadastro nas companhias com as quais viajo frequentemente, assim fico sabendo, em primeira mão, sempre que há promoções. Pesquiso em páginas como Decolar, Kayak, Skyscanner, Expedia para obter o melhor preço. Só compro dessas agências virtuais quando, realmente, oferecem as melhores ofertas.

Com relação à hospedagem, se estiver com dificuldade para decidir, leve em consideração a segurança, tanto do estabelecimento quanto da redondeza, e se há ruído. Para isso, leia as opiniões de quem já se hospedou naquele lugar. No mais, é gosto pessoal. Eu, por exemplo, prefiro me hospedar no centro da cidade, ou o mais próximo possível, embora eu saiba que custará mais caro. A locomoção fica mais fácil.  Quem está familiarizado com meus artigos sabe que gosto de fazer tudo a pé. A exceção é quando meu destino é praia. Nesse caso, quanto mais perto da areia, melhor! Mas se você for do tipo de pessoa que não se importa de se locomover em transporte público ou prefira alugar carro, certamente vai poder usufruir de melhores preços. Onde quer que decida se hospedar, tenha à mão máscara de dormir e protetor de ouvido, pois pode vir a precisar…

Para busca de hotéis, sou leal ao Booking. Prestam um serviço muito eficiente. As fotos e as informações disponíveis são bastante fiéis à acomodação escolhida. Como não consigo dormir com barulho, peço sempre quarto silencioso. Além disso, já me vi diante de situações em que tive de cancelar a reserva por motivos alheios a minha vontade. Consegui fazê-lo sem passar por nenhum tipo de constrangimento e sem estresse desnecessário. Mas existem outros, como Trivago, HotelsCombined, etc.

Já me hospedei em apartamentos do Airbnb. Gostei da experiência. Mas ainda prefiro hotel, B&B ou guest house. Quando viajo, quero realmente me desconectar de tudo o que me lembre da rotina diária. Por isso, prefiro ter alguém para arrumar minha cama e limpar o quarto. Se o café da manhã estiver incluído, ótimo. Caso contrário, começar o dia em uma cafeteria agradável também é uma excelente opção, principalmente se se está na França, podendo amanhecer o dia comendo croissant…

Quarto passo: informar-se sobre o local. Sou do tipo que começa a viajar dias (às vezes, meses!) antes da data de partida. Sempre que possível, procuro informações sobre o local, sua história, cultura e, claro, suas principais atrações. Antes de ir ao Egito, por exemplo, comprei vários livros a fim de escolher o melhor roteiro de viagem. Durante três meses, mergulhei em narrativas sobre essa antiga civilização. O resultado foi fascinante! Viajei pelo país que o historiador grego Heródoto chamou de “dádiva do Nilo” compreendendo sua sociedade, seus costumes, sua economia, sua religião e percorri os templos reconhecendo cada um de seus deuses.  

Antes de ir à Grécia,  li “Corazón de Ulises”, do espanhol Javier Reverte, autor que gosto muito e recomendo. A leitura me ajudou a decidir o que ver e, estando lá, a apreciar melhor os locais que visitei.

Guias especializados também são bastante úteis. Meu preferido é o Lonely Planet. Dependendo do destino, pesquisas na Internet são suficientes. Há blogs interessantes com informações gerais sobre o local e sugestões de itinerários de acordo com o prazo da viagem. Geralmente dou uma olhada também no TripAdvisor para saber as atrações mais bem avaliadas.

Quinto passo: programar-se. Eu gosto de preparar um roteiro com base no que li, sem que isso me limite. O objetivo é me familiarizar com a cidade, ter em mente os locais que pretendo visitar (horário de funcionamento e preço da entrada), verificar se há alguma exposição interessante, uma peça de teatro ou espetáculo de dança que gostaria de ver. Suponhamos que você resolva ir a Roma no feriado de 1º de Maio para conhecer o Coliseu. Voltará para casa frustrado. Nessa data, ele está fechado. Estabelecer um plano mínimo é importante também para quando há a necessidade de reservar com antecedência uma atração turística. Às vezes, sem reserva prévia, não existe a possibilidade de se visitar o local. Outras vezes, simplesmente você perderá menos tempo em filas. Por exemplo, visitar a Capela Sistina fica muito mais simples desde que se tenha feito a reserva online. Será muito mais agradável aproveitar o tempo livre em uma típica cantina italiana, comendo uma maravilhosa pasta…

Últimos cuidados:

  • Faça fotocópia, se possível autenticada, do seu passaporte e leve com você outro documento brasileiro de identificação com foto. Além de poder apresentar a cópia na maioria dos estabelecimentos, caso tenha seu passaporte furtado, roubado ou extraviado, essa precaução facilitará a obtenção de um novo documento de viagem junto à embaixada ou consulado brasileiro.
  • Imprima o endereço e os telefones de contato da embaixada brasileira.
  • Verifique, com antecedência, pelo Google Maps, a melhor forma de se deslocar do aeroporto até seu destino. Se se sentir minimamente inseguro (a), e o preço não for proibitivo, pegue um táxi. Há lugares, principalmente cidades de praia, que a reserva prévia de shuttle é aconselhável.
  • Se for viajar para países de moedas “exóticas”, não leve Real, mas Euro ou Dólar, mais fáceis para trocar. Ao comprar dólares ou euros, peça notas de valores baixos. Nunca transporte todo o seu dinheiro num só lugar. Leve uma parte em uma pochete específica para tal, a chamada “doleira”, outra parte na carteira, outra parte no bolso… Ao chegar no destino, troque pequenas quantias no aeroporto para despesas de táxi, gorjetas. Depois de instalado, procure casas de câmbio que ofereçam taxas melhores. Verifique se o país destino aceita cartão de crédito e qual é o mais usado. Em caso positivo, leve um ou mais.  Tenha em mente, entretanto, que quem faz compras com cartão internacional paga o Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros (IOF). Nos cartões de crédito, a alíquota para despesas internacionais é de 6,38%, para cada operação. No cartão de débito, o IOF cai para 0,38% e só incide no momento de carregamento do valor monetário. Outra opção prática e segura é o cartão pré-pago de viagem, como o MoneyCard (Visa), o Cash Passport (Mastercard) ou o American Express Global Travel Card. Baixe o aplicativo GlobeConvert ou o XE Currency no seu smartphone, assim você saberá se está sendo explorado na taxa de câmbio…
  • Avise o seu banco sobre o(s) país(es) que irá visitar. Assim, não correrá o risco de ter seu cartão bloqueado quando mais precisa dele.
  • Caso esteja se tratando com medicamentos que exigem prescrição, para evitar problemas com autoridades alfandegárias de outros países, compre-os no Brasil e leve-os nas embalagens originais, com as etiquetas visíveis, acompanhados da receita médica em inglês, na qual conste nome e dados de contato do médico, a informação sobre sua situação médica e tratamento, os detalhes sobre a medicação (incluídos os nomes genéricos dos medicamentos), bem como a dose prescrita.
  • Alguns países consideram droga algumas substâncias de uso legal no Brasil, incluídos álcool e determinados medicamentos, portanto o porte e o consumo são considerados crime. Consulte as recomendações elaboradas pelos Consulados ou Embaixadas  do(s) país(es) que vai visitar.
  • Confira a voltagem do país de destino e, se for diferente da do seu, leve adaptadores de aparelhos elétricos.
  • Verifique junto à companhia aérea a quantidade de malas a que você tem direito, bem como peso e tamanho.
  • Leve na mala de mão algumas peças de roupa. Quando fui à Índia, a Air France perdeu minha bagagem. Como eu tinha de trabalhar no dia seguinte, amanheci o dia na porta de uma loja para comprar roupa…
  • Reconfirme o vôo de ida ou volta pelo menos 24 horas antes.
  • Chegue ao aeroporto no mínimo duas (2) horas antes do embarque.
  • Tenha em mão, além do passaporte, documentos que possam vir a ser solicitados pelas autoridades migratórias estrangeiras, tais quais: a carta-convite com o endereço completo e os telefones de contato de parentes ou amigos onde vá se hospedar ou comprovante da reserva de hotel, bem como comprovante de renda e a passagem de ida e volta.

Mesmo tomando precauções para que tudo saia bem na viagem, concordo com a opinião do escritor norte-americano John Steinbeck, quando diz que “uma viagem é como o matrimônio. A maneira certa de estar errado é pensar que temos o controle”. Imprevistos acontecem. Voos, barcos, ferries, ônibus podem sofrer atrasos ou ser cancelados. Quando fui ao Japão, o voo de Frankfurt para Tóquio foi adiado para o dia seguinte. Deixei de visitar Nara, cidade japonesa na qual eu havia planejado passar um dia. Quando estive em Mikonos, queria ter ido de lá para Santorini de barco. Por causa de fortes chuvas, as embarcações não podiam zarpar. Passei mais tempo em Mikonos do que eu pretendia e acabei tendo de retornar para Atenas. Se fiquei frustrada?! Um pouquinho, sim, mas, nas duas ocasiões, pensei: já tenho uma razão para voltar aqui! Aconteça o que acontecer, tente manter a calma. Tudo passa. Tudo acaba, infelizmente inclusive as férias!

espanha ¿Te vas de viaje al extranjero? Algunos consejos para que todo salga bien.

El filósofo chino Lao-Tsé dijo que “un viaje de mil millas comienza con un simple paso”. Mi idea con este artículo es, a partir de mi experiencia, ayudarte a dar no sólo el primer paso para tu soñado viaje al extranjero, pero los siguientes también.

Primer paso: elegir el destino. En general, la forma más económica para viajar es no tener un destino en mente y ser flexible con la fecha y la hora. Si estás dispuesto(a) a ir a cualquier lugar, es posible encontrar buenas ofertas, sobre todo si puedes viajar a mitad de semana. Pero no es siempre que el mundo ideal coincide con el mundo real, ¿verdad? Así que piensa con cariño en lo que realmente quieres hacer en tus días de vacaciones: ¿relajarte en una playa soleada, disfrutar del frío en una montaña, hacer un safari? Asegúrate de que el período que tienes disponible es la mejor época para viajar a ese destino, no sólo en términos de temperatura, pero también de seguridad. Recuerda que en algunos lugares hay monzón, tifón, temporadas de lluvias fuertes, calor excesivo, terrorismo, etc.

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Isla de Lantau, Bergen, Kioto y Marruecos. Fotos: Andréa Milhomem

Segundo paso: preparar la documentación necesaria.

  • El documento básico de viaje es el pasaporte. Excepcionalmente, se puede viajar a algunos países con el DNI. Si no es ese tu caso, antes de comprar el billete, es necesario solicitar el pasaporte o comprobar la validez del tuyo. Algunos países exigen que el pasaporte tenga al menos seis meses de validez. Como soy precavida, solicito nuevo pasaporte siete meses antes de que caduque el actual.
  • Además, es importante averiguar si hay necesidad de visado de turista, si necesitas tomar alguna vacuna y/o la documentación necesaria para tu animal doméstico. Toda la información relativa a los requisitos para entrar en un país determinado se obtiene ante el Consulado o la Sección Consular del país al que se va a viajar. A menudo, basta con una lectura atenta a la página web para obtener las respuestas a nuestras dudas.
  • Algunos países exigen que tengas seguro médico. Independientemente de la obligación de presentarlo, aconsejo enfáticamente que obtengas un seguro médico internacional. Todos podemos llegar a enfrentarnos con situaciones imprevistas.
  • Si vas a conducir por el extranjero, acuérdate de que necesitarás documentación y seguros específicos.

Tercero paso: reservar vuelos y hospedaje. Para conseguir mejores precios, hay que comprar el billete y reservar el alojamiento con antelación. Entre uno y cuatro meses es un plazo razonable. Siempre que posible, compra los billetes a través de los sitios web de las compañías aéreas. Si surgen problemas – cancelar o modificar un vuelo, solicitar comida especial, etc -, es más fácil solucionarlos. Me inscribo en las compañías con las que viajo a menudo para estar siempre informada de las ofertas. Uso páginas como Kayak, Skyscanner, Expedia, solamente para tener una idea de los precios. Compro de ellos cuando, realmente, ofrecen precios más bajos.

Con respecto al hospedaje, lo que hay que tener en cuenta es la seguridad, tanto del establecimiento como del vecindario, y si hay ruido. Para saberlo, lea las opiniones de quienes se han hospedado allí. Por lo demás, es gusto personal. Por ejemplo, prefiero alojarme en el centro de la ciudad, o lo más cerca posible, aunque sé que me costará más caro. Quien está familiarizado con mis artículos, sabe que me gusta hacer todo a pie… La excepción es si mi destino es la playa. En ese caso, cuanto más cerca de la arena, ¡mejor! Pero si no te importa moverte en transporte público o vas a alquilar coche, seguramente podrás disfrutar de mejores precios. Dondequiera que decidas hospedarte, tenga en la maleta un antifaz para dormir y tapones protectores de oído.

Para búsqueda de hoteles, soy leal a Booking. En mi opinión prestan un servicio muy eficiente. Las fotos y la información disponible son bastante fieles al alojamiento elegido. Como no consigo dormir con ruido, les pido siempre una habitación silenciosa. Además, ya me he visto ante situaciones que tuve que cancelar la reserva por motivos ajenos a mi voluntad. He logrado hacerlo sin complicaciones y sin estresarme. Pero hay otros, como Trivago, HotelsCombined, etc.

Ya me he alojado en apartamentos de Airbnb. Me gustó la experiencia. Pero todavía prefiero hotel, B&B o hostal. Cuando viajo, realmente quiero desconectarme de todo lo que me recuerde la rutina diaria. Por eso prefiero tener a alguien para arreglar mi cama y limpiar la habitación. Si el desayuno está incluido, bien, de lo contrario empezar el día en una cafetería agradable también es una excelente opción, sobre todo si se estás en Francia, comiendo croissant…

Cuarto paso: informarse sobre el lugar. Soy del tipo de persona que empieza a viajar días (a veces, meses!) antes de la fecha de partida. Siempre que posible, busco información sobre el lugar: su historia, cultura, y, por supuesto, sus principales atracciones. Antes de ir a Egipto, por ejemplo, compré varios libros para poder elegir el mejor itinerario de viaje. Durante tres meses me sumergí en narrativas sobre esa antigua civilización. ¡El resultado fue fascinante! Viajé por el país que el historiador griego Heródoto llamó “don del Nilo” comprendiendo su sociedad, sus costumbres, su economía, su religión, y recorrí los templos entendiendo cada uno de sus dioses.

Antes de ir a Grecia, leí “Corazón de Ulises”, del español Javier Reverte, autor que me gusta mucho y lo recomiendo. La lectura me ayudó a decidir qué ver y, estando allí, a apreciar mejor los lugares que visité.

Las guías especializadas también son muy útiles. Mi preferida es Lonely Planet. Pero, a veces, las búsquedas en Internet son suficientes. Hay blogs interesantes con información general sobre el lugar y sugerencias de itinerarios de acuerdo con el plazo del viaje. Además me gusta echar un vistazo a TripAdvisor para saber cuáles son las mejores atracciones de la ciudad.

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Foto: Andréa Milhomem

Quinto paso: programarse. Me gusta preparar una ruta basada en lo que he leído, sin que eso me limite. El objetivo es familiarizarme con la ciudad, tener en mente los lugares que pretendo visitar (horario de funcionamiento y el precio de la entrada), comprobar si hay alguna exposición interesante, una obra de teatro o espectáculo de danza que me gustaría ver. Supongamos que decidas ir a Roma en el 1 de Mayo para conocer el Coliseo. Volverás frustrado. En esa fecha no abre. Establecer un plan mínimo es importante incluso para cuando hay que reservar con antelación una atracción turística. A veces, sin reserva previa no hay cómo visitar el lugar. Otras veces, perderás menos tiempo en las colas. Por ejemplo, es más sencillo visitar la Capilla Sixtina si haces la reserva online. Y podrás disfrutar del tiempo libre en una típica cantina italiana, saboreando una riquísima pasta…

Quinto paso: últimos cuidados

  • Haga fotocopia del pasaporte y lleva en la cartera un documento de identificación más. Si tienes el pasaporte robado o extraviado, esta precaución facilitará la obtención de nuevo documento de viaje junto a tu Embajada o Consulado.
  • Imprime la dirección y los teféfonos de contacto de tu Embajada.
  • Comprueba con antelación la mejor forma de desplazarte desde el aeropuerto a tu destino. Para ello, utiliza Google Maps. Si te sientes mínimamente inseguro (a), y si el precio no es prohibitivo, coge un taxi. Hay lugares, principalmente ciudades de playa, que la reserva previa de transporte es aconsejable.
  • Si vas a viajar a países de monedas exóticas, lleva Euro o Dólar, monedas más fáciles para cambiar. Al comprar dólares o euros, pida billetes de valores bajos. Nunca transporte todo el dinero en un solo lugar. Lleva parte en una riñonera, otra parte en la cartera, otra parte en el bolsillo… Al llegar al destino, cambia pequeñas cantidades en el aeropuerto para gastos con taxi, propinas. Después de instalarte, busca casas de cambio que ofrezcan mejores tasas. Comprueba si en el pais de destino es posible utilizar tarjetas de crédito y cúales son las más usadas. Lleva una o más, pero hay que tener en cuenta las comisiones. Otra opción práctica y segura, si está disponible en tu pais, es la tarjeta de viaje prepago.
  • Si estás usando medicamentos que requieren prescripción, para evitar problemas con las autoridades aduaneras de otros países, cómpralos en tu pais y llévalos dentro de sus envases originales con las etiquetas visibles, acompañados de la prescripción en inglés, donde conste el nombre y datos de contacto de tu médico, la información sobre tu situación médica y tratamiento, los detalles sobre la medicación (incluidos los nombres genéricos de los medicamentos), así como las dosis prescritas.
  • Avisa a tu banco que te vas de viaje para que no cojas el riesgo de que tengas la tarjeta bloqueada.
  • En algunos países se consideran drogas algunas sustancias consideradas de uso legal en tu país, incluidos el alcohol y determinados medicamentos y por lo tanto se pena su consumo, tenencia y tráfico. Consulta las recomendaciones elaboradas por los consulados o embajadas del país o de los países que vas a visitar.
  • Comprueba el voltaje del país y, si es diferente del tuyo, lleva adaptadores de aparatos eléctricos.
  • Comprueba junto a la compañía aérea la cantidad de maletas que puedes llevar, así como el peso y el tamaño.
  • Lleva en la maleta de mano algunas prendas de ropa. Cuando fuí a la India, tuve el equipaje extraviado. Como tenía que irme al trabajo al día siguiente, en la primera hora de la mañana estava delante de una tienda de ropa…
  • Reconfirma los vuelos de ida y vuelta al menos 24 horas antes.
  • Llega al aeropuerto al menos dos (2) horas antes del embarque.
  • Ten en mano, además del pasaporte, documentos que puedan ser solicitados por las autoridades migratorias extranjeras, tales como: la carta de invitación con la dirección completa y los teléfonos de contacto de parientes o amigos donde te vayas a hospedar o el comprobante de la reserva de hotel, así como acreditación de medios económicos y el billete de ida y vuelta.

Aunque tome las precauciones para que todo salga bien en el viaje, hay que tener en cuenta lo que dijo el escritor norteamericano John Steinbeck “un viaje es como el matrimonio. La manera correcta de estar equivocados es pensar que tenemos el control”. Imprevistos ocurren. Vuelos, barcos, ferries, autobuses pueden sufrir retrasos o ser cancelados. Cuando fui a Japón, el vuelo de Frankfurt a Tokio se retrasó al día siguiente. Dejé de visitar a Nara, ciudad japonesa en la que había planeado pasar un día. Cuando estuve en Mikonos, quería haber ido  hacia Santorini en barco. A causa de fuertes lluvias, los barcos no podían zarpar. Pasé más tiempo en Mikonos de lo que pretendía y al final tuve de regresar a Atenas. ¿Si eso me frustró? Un poquito, sí, pero, en las dos ocasiones, pensé: ¡ya tengo una razón para volver aquí! Pase lo que pase, intenta mantener la calma. Todo es temporal. Todo acaba, ¡desgraciadamente incluso las vacaciones!

bandeirasGoing abroad? Tips for a successful trip

The Chinese philosopher Lao-Tzu once said, “a journey of a thousand miles begins with a simple step.” My idea with this article is, by sharing my own experience, to help you give not only the first step to the international trip of your dreams, but also the next ones, as follows.

First step: choose the destination. Obvious? Not necessarily. In general, the most economical way to travel is when you don’t have a destination in mind and can be flexible with dates and time. If you are willing to go anywhere, you can find good deals, especially if you can travel in the middle of the week. But, as there’s a huge distinction between the ideal world and reality, think carefully about what you really want to do in your holidays: relaxing on a sunny beach, enjoying the cold weather on a mountain, going on safari? Make sure that the days, weeks or months you have available are the best ones to travel to specific destinations, not only in terms of temperature, but also safety. Remember that in some places there are monsoon, typhoon, seasons of heavy rains, excessive heat, terrorism etc.

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Carcassone, Gozo, Moscow and Aveiro. Photos: Andrea Milhomem

Step 2: Prepare the necessary documentation.

  • As you certainly know, the basic document for traveling abroad is the passport. Exceptionally, one can travel to some countries with the ID card. If this is not your case, before buying the ticket, you must apply for a passport or make sure yours is not about to expire (or maybe it has already expired.) Many countries, including most European nations, won’t let you in if your passport expires within three to six months of your departure and return dates. I usually renew my passport about seven months prior to the expiration date.
  • In addition to this, it is important to find out in advance if you must request a tourist visa, if you need any vaccine and/or documentation for your pet. You should get this information at the consulate or consular sector of the embassy of the country you wish to visit. Oftentimes, a careful reading of their web page is enough.
  • Some countries require the presentation of health insurance. Regardless of the obligation to submit it, I strongly advise you to provide international medical insurance. We are all subject to unforeseen circumstances.
  • If you want to rent a car, please be aware you may need to request the International Driver’s Permit and a car insurance.  
  • Visit the website of the Foreign Office of your government to get more travel advice by country.

Third step: booking flights and lodging. The easiest way to save a few bucks is to book the flight and the accommodation in advance. Between one and four months is a reasonable time. Whenever possible, I buy tickets through the airlines websites, because it’s easier to cancel or modify a flight, request special food etc. I register for airlines accounts with which I travel the most, so I know firsthand whenever there are offers. I have a look at Expedia, Kayak, Skyscanner just to have an idea of the best fares. I only buy from these virtual companies when they really offer the best deals.

When it comes to lodging, take into account the security of the establishment and its surroundings, and if it may be noisy. You can get this information by reading the reviews about the place. Aside from that, it’s personal taste. I prefer to stay in the city centre or as close as possible to it, although it’s usually more expensive. Getting around is easier when you’re in downtown. Those who are familiar with my articles know that I enjoy doing everything on foot. The exception is when the beach is my destination. In this case, the closer to the sand, the better! But if you are the type of person who does not mind getting around by public transport or prefer to rent a car, you will certainly get better prices. Wherever you decide to stay, carry an eye mask and earplugs in your bag because you never know what your hotel room is going to be like…

For hotel search websites, I am loyal to Booking. They provide an efficient service. The photos and information are usually very accurate. Since I just can’t sleep in a noisy place, I always ask for a quiet room. Moreover, I have faced situations in which I had to cancel the reservation for reasons beyond my control. I was able to do it without going through any kind of embarrassment and unnecessary stress. But there are others such as Trivago, HotelsCombined etc.

I have stayed in Airbnb apartments. I enjoyed the experience. But I still prefer hotel, B&B or guest houses. When I travel, I really want to disconnect from everything that reminds me of the daily routine. So I’d rather have someone to make my bed and clean up the room. If breakfast is included, great. Otherwise, starting the day in a nice coffee shop is also a great option, especially if you are in France, eating a croissant…

Step Four: getting information about the place. I’m the type of person who starts traveling days (sometimes, months!) before the date of departure. Whenever possible, I look for information about the place, its history, culture and, of course, its main attractions. Before going to Egypt, for example, I bought several books in order to choose the best travel itinerary. For three months, I immersed myself in narratives about this ancient civilization. The result was fascinating! I traveled through the country that the Greek historian Herodotus called the “gift of the Nile”, understanding its society, its customs, its economy, its religion, and I visited the temples recognizing each one of its gods.

Before going to Greece, I read “Corazón de Ulises”, by the Spanish Javier Reverte, an author I really like and recommend. It helped me decide what to see and, being there, to better enjoy the places I visited.

Travel guide books are also quite useful. My favorite is Lonely Planet. Depending on the destination, Internet is a good tool for finding information. There are interesting blogs with comments about the location and itinerary suggestions according to the time you have. I also take a look on TripAdvisor to find out the best attractions.

Step Five: making a trip schedule. I like to prepare a route based on what I read, without limiting myself. The goal is to be familiarized with the city, to keep in mind the places I want to visit (opening hours and entrance fees), to check if there is any interesting exhibition, a play or dance show that I would like to see. Imagine you decide to go to Rome on the May Day holiday to visit the Colosseum. You will be back frustrated. On that date, it is closed. A plan, even a basic one, is also important when you need to book a tourist attraction in advance. Sometimes, without reservation, you just can’t visit the place. By booking in advance, you can also save time in queues. For example, visiting the Sistine Chapel is easier when you book online. Make time to what really matters, such as eating a delicious pasta in a typical Italian restaurant…

Some extra precautious:

  • Have copies of your travel documents (passport, visa, driving license, bookings). You can use them as unofficial ID. Besides, if you have your passport stolen or lost, it will help you to obtain a new travel document at your embassy or consulate.
  • Print out the address and contact information of your embassy.
  • Check in advance on Google Maps how’s the best way to get from the airport to your destination. If you feel minimally unsafe, and the price is not prohibitive, take a taxi. There are places, mainly beach towns, that prior reservation of an airport transfer is advisable. Fuerteventura, in the Canarian Islands, is an example.
  • If you are carrying cash with you, take some in a money belt, some in your wallet, some in the pocket… Never carry all your money in the same place. At the destination, if you need, exchange small amounts at the airport for taxi fares and tips, for instance. Remember that airport bureaus tend to offer the worst rates, and fees are numerous and high. Your bank’s or a partner ATM network is the best option. You may be able to withdraw cash with low fees. Make sure credit cards are accepted and which is the most used. Keep in mind, however, you may pay fees. Another practical and safe option is the prepaid travel card. To check out whether you are getting a good deal on exchanging currency, download a free app such as  XE Currency to your smartphone before you embark on your journey.
  • Notify your credit card company’s fraud department of what countries you will be visiting and on what dates. This way, they won’t think your card is stolen and shut it off just when you need it the most.
  • If you are carrying medicines for your own personal use, you’d better buy enough medication to last the whole trip and pack your medication in your carry-on bag. Bring a copy of your original prescription and, if possible, keep the medication in its original packaging. Ensure that it is clearly labelled with your full passport name, doctor’s name, generic and brand name, and exact dosage.
  • Be aware that some countries have strict regulations about drugs. People can be imprisoned and prosecuted for being found in possession of medicines that are freely available in their country of origin, alcohol included. Consult the recommendations made by the consulates or embassies of the country (ies) you are going to visit.
  • Check if you need a power plug adapter or voltage converter for the power sockets (outlets) used in the country you’ll be visiting.
  • Confirm luggage weights and sizes with your airline. Take a look at the airport baggage restrictions for a guide to what is permitted.
  • Pack an extra set of clothes in your carry-on bag. When I went to India, Air France lost my luggage. As I had to work the next day, I was buying new clothes first thing in the morning…
  • Reconfirm the return flight at least 24 hours in advance.
  • Arrive at the airport at least two (2) hours before boarding.
  • As supporting documents that may be requested by border authorities, you should have in hand: return ticket, proof of income, accommodation and/or sponsorship. Proof of sponsorship is a form signed by the person inviting you, in which this person takes responsibility for you, providing accommodation and covering the other expenses. It’s handy to have the complete address and the contact numbers of relatives, friends or the hotel where you will stay. Keep your documents safe and protected.

Even if you do everything right, please remember that quote by John Steinbeck: “A journey is like a marriage. The certain way to be wrong is to think you control it”. Unforeseen circumstances happen. Flights, boats, ferries, buses may be delayed and trips can be canceled. When I went to Japan, the flight from Frankfurt to Tokyo was canceled and I was rebooked for the next day. For this reason, I couldn’t visit Nara, a Japanese city I had planned to spend a day. When I was in Mykonos, I wanted to go from there to Santorini by boat. Due to heavy rains, the boat was unable to sail. I spent more time in Mykonos than I intended and ended up having to return to Athens. Was I frustrated ? Just a little bit, but on both occasions I thought: now I have a reason to come back here! Whatever happens, try to stay calm. Everything ends. Unfortunately, holidays too!

 

Madri: paixão à primeira vista. Perambulando pela Madri dos Bourbon & outras dicas

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Vista da praça Cibeles, Banco de Espanha e rua Alcalá. Foto: Restaurante Palacio Cibeles

No artigo anterior, relatei minhas impressões sobre Madri e sugeri um roteiro de visita à Madrid de los Austrias. Desta vez, o passeio é pela Madrid de los Borbones. Recordando, a Casa Real de Bourbon é de origem francesa. O reinado, na Espanha, começou com Felipe V, em 1700. Entre os reis dessa dinastia cabe destacar Carlos III, que, no século XVIII, operou melhorias no saneamento, construiu fontes, praças e jardins. Devido a essas obras, foi alcunhado de “O Melhor Prefeito de Madri”. Felipe VI, da Casa de Bourbon, é o atual rei da Espanha. Com essas informações em mente, vamos  adiante com nossa jornada.

Está no roteiro de qualquer turista uma caminhada pela chamada Madrid de los Borbones. O ideal é percorrê-la em, pelo menos, três dias. Nela, estão as avenidas: Paseo de la Castellana, Paseo de Recoletos e Paseo del Prado. É onde ficam as lindíssimas praças Cibeles e Neptuno e os principais museus do Paseo del Arte (Prado, Thyssen e Rainha Sofia). Os museus são grandes e, para que se possa apreciar as obras, sem se afobar, é melhor dedicar um dia para cada um deles. Ao fim do Paseo del Prado, na direção sul, está a estação de trem de Atocha.   

Entre o Passeio do Prado e a rua Alcalá, encontra-se a Praça Cibeles, um dos lugares mais representativos de Madri, não só pela beleza de sua fonte, mas também pelos edifícios que a rodeiam: Palácio de Cibeles, Palácio de Buenavista, Banco de Espanha e Palácio de Linares (atual Casa de América). Para os fãs de futebol, é nela que os torcedores do Real Madri comemoram a vitória do time.

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Fonte e Palácio Cibeles. Foto: Madrid Destino

Inaugurado em 1909, o majestoso Palácio de Cibeles, antigo Palácio de Comunicações e sede dos Correios, desde 2007 abriga escritórios da Prefeitura de Madri. Do mirante ou do terraço do Restaurante Palacio Cibeles, a vista da cidade é esplêndida. Uma das imagens mais fascinantes – e fotografadas – de Madri é a do Edifício Metrópolis, na bifurcação da rua Alcalá com a Gran Via, que é a rua mais conhecida da capital, uma espécie de Broadway espanhola.

Seguindo pelo Passeio do Prado, você chegará ao Museu Thyssen-Bornemisza, localizado no Palácio de Villahermosa, edifício de fins do século XVIII. A coleção permanente percorre a história da pintura europeia desde a Idade Média até ao fim do século XX. O acervo conta com mais de 1000 obras, portanto é aconselhável começar pela coleção que lhe despertar mais interesse. O neoclássico – ou Trecento – italiano (séc. XIV), o renascimento alemão, a pintura americana do século XIX, o impressionismo, o expressionismo alemão e o construtivismo russo são as escolas e os movimentos mais amplamente representados no museu.

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Fachada do Museu Thyssen-Bornemisza. Foto: Madrid Destino

Passada a neoclássica Fonte de Neptuno, onde os torcedores do Atlético de Madri celebram suas vitórias, você chegará ao Museu do Prado, cuja visita é imprescindível. Inaugurado em 1819, é o mais importante museu da Espanha e um dos mais importantes do mundo. Você poderá apreciar obras-primas das escolas espanhola, italiana e flamenga, como as dos renomados: Bosch ou El Bosco (1450-1516), Tiziano (1490-1546); El Greco (1541-1614), Rubens (1577-1640), Velázquez (1599-1660), Murillo (1617-1682) e Goya (1746-1828). Caso não disponha de muito tempo, certifique-se de que viu, pelo menos, as principais obras. De El Greco, por exemplo, são indispensáveis, na sala 8B: “Uma fábula” e “O cavaleiro da mão no peito”; na sala 10B: “Adoração dos Pastores”. Deleite-se junto à célebre pintura “As meninas”, de Velázquez, na sala 12. Na sala 25, não lhe passará despercebida a obra “Adão e Eva”, de Tiziano. Na sala 29, detenha-se diante de “As três graças”, de Rubens. Examine atentamente o “Tríptico do jardim das delícias”, de El Bosco (sala 56A). De Goya, não deixe de ver, na sala 64: “O três de maio em Madri ou Os fuzilamentos”, “O dois de maio em Madri ou A luta com os mamelucos” e “O colosso”; na sala 67, “Saturno”.  

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As Meninas, 1656. Velázquez, Diego Rodríguez de Silva y. Banco de imágens Museu do Prado.

O centro cultural Caixa Forum, cujas portas se abriram no ano de 2007, também merece uma visita, nem que seja para fotografar o jardim vertical externo.

Outra parada mandatória para os amantes da arte contemporânea é o Museu Rainha Sofia. A coleção se divide em três: A irrupção do século XX: utopias e conflitos (1900-1945); A guerra terminou? Arte em um mundo dividido (1945-1968); e Da revolta à pós-modernidade (1962-1982). Embora o carro-chefe do museu seja o quadro Guernica, de Picasso, pode-se apreciar várias outras obras de prestígio, como as dos pintores Juan Gris, Juan Miró ou Salvador Dalí.

Pela proximidade, vale a pena ir até a Estação de Atocha. Em seu interior,  encontra-se um jardim tropical formado por mais de 7000 plantas de 260 espécies diferentes.

Para os que têm mais tempo na cidade, abaixo indico outras atrações turísticas interessantes:

Praça de Espanha. Uma das maiores praças do país, bem como uma das mais frequentadas tanto por turistas como locais. Está localizada entre a Gran Vía e a Calle Princesa. Como lembrança, não deixe de tirar uma foto no Monumento a Miguel de Cervantes, junto a seus célebres personagens Dom Quixote e Sancho Pança. Um projeto de reabilitação da praça começará no final deste ano (2017).

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Praça de Espanha. Foto: Martin Kapoun

Templo de Debod. Construído no século II a.C, foi um presente do governo egípcio à Espanha,  um dos países que mais contribuiu econômica e cientificamente no projeto de salvação dos templos de Núbia, evitando que fossem submergidos ao se construir a barragem de Assuã.  Além da contribuição econômica para salvar os templos de Abu Simbel e de Filas, a missão arqueológica espanhola trabalhou entre 1960 e 1965 escavando vários sítios arqueológicos em ambos lados da segunda catarata do Nilo. O templo é precioso, principalmente iluminado. É possível visitar gratuitamente seu interior. Há informação sobre a mitologia, a sociedade egípcia e explicações sobre os hieróglifos. No segundo andar, em uma maquete, estão representados todos os templos que havia em Núbia. Como o templo está rodeado de jardins, há quem aproveite para fazer piquenique, ler ou ver o pôr-do-sol. De lá, tem-se uma vista linda do Palácio Real.

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Templo de Debot. Foto: Andréa Milhomem

Monasterio de las Descalzas Reales. Fundado por Joana de Áustria (1535-1573), irmã de Felipe II e princesa de Portugal em 1559. Embora seja um monastério de clausura, graças a uma permissão especial do Vaticano, datada de 1960, é possível fazer visitas guiadas. As monjas franciscanas que o habitam se retiram a uma parte do recinto. O convento conta com uma impressionante coleção de arte e relíquias, como uma série de esculturas de mármore e obras de Tiziano, Sánchez Coello e Luini. Outras coleções importantes são os tapetes tecidos em Bruxelas (baseados em desenhos de Rubens), que representam a Apoteose da Eucaristia.

Jardins de Sabatini e o Campo del Moro. Os Jardins de Sabatini foram criados nos anos 30 em estilo clássico. Estão situados em frente à fachada norte do Palácio Real. Os terrenos do Campo del Moro, localizados entre o Palácio Real e o Rio Manzanares, antes utilizados para caça, justas e torneios, foram ajardinados, em estilo inglês, no século XIX, por decisão da rainha Maria Cristina. O Campo del Moro é bonito, bem cuidado e tranquilo.

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Campo del Moro. Foto:Martin Kapoun

Madrid Río. Às margens do Rio Manzanares, é uma grande área recreativa e cultural, construída entre 2006 e 2011, onde se pode correr, caminhar, andar de bicicleta ou simplesmente passar o tempo. Há quem percorre os seis quilômetros, mas, se não quer demorar-se, vale a pena conhecer pelo menos o trecho que vai desde a ponte de Toledo, de estilo barroco, até o Matadero Madrid, antigo matadouro, que, hoje em dia, abriga um conjunto de pavilhões de estilo neomudéjar, construído no início do século XX, dedicado à cultura.

El Rastro. Desde 1740, aos domingos e feriados, das 9h às 15h, ganha vida, no centro histórico, no bairro La Latina, esse alegre e popular mercado ao ar livre. Encontra-se de tudo, desde objetos de segunda mão até elegantes lojas de decoração, como bem descreve o músico Joaquín Sabina (1949 –  ), na canção Con la Frente Marchita: “Ia todos os domingos a teu posto do Rastro para comprar bonecos de migalhas de pão, cavalinhos de lata” (tradução minha) .

Museu Arqueológico Nacional. Fundado em 1897 por Isabel II,  seu numeroso acervo  arqueológico e artístico conta, em sua maioria, de objetos encontrados na Península Ibéria ao largo da história  (da pré-história ao século XIX). Sua coleção possui também objetos da Grécia, Antigo Oriente Próximo, Egito e Núbia.

Museu Sorolla.  Está localizado onde, a partir de 1911, foi a residência de Joaquín Sorolla e de sua família. As coleções estão distribuídas pelas áreas visitáveis ​​da casa, que tem conservado quase intacta a decoração de quando ainda ali residia o pintor valenciano. A coleção de pintura convive, portanto, com o mobiliário e os objetos originais da casa. O museu foi criado por desejo de sua viúva, Clotilde García del Castillo, e concentra a maioria dos objetos que Sorolla reuniu em vida.

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Sala III Museu Sorolla. Foto: © Ministerio de Educación, Cultura y Deporte – Gobierno de España

Museu Lázaro Galdiano. Localizado no palacete de Parque Florido, na elegante Calle Serrano, no bairro de Salamanca, o museu exibe, desde 1951, obras de Goya, Murillo, Velázquez, El Greco, El Bosco, Zurbarán, entre outros, além de variados objetos artísticos de extraordinário valor, que o colecionista e editor da revista literária La España Moderna  Lázaro Galdiano reuniu durante mais de sessenta anos.

Casa Museu Lope de Vega. Situada no centro histórico de Madri, serve não só de homenagem ao ilustre escritor e de estímulo ao conhecimento de sua pessoa e de sua obra, mas também para chamar a atenção para o Século de Ouro espanhol e para a Madri do século XVII, suas casas, sua sociedade, sua história, religião e cultura. Entre 1610 e 1635 foi ali onde viveu, escreveu alguns de seus textos mais notáveis e onde sofreu algumas de suas maiores perdas. 

El Retiro (Parque del Buen Retiro). Você escolhe se quer quietude e recolhimento, cultura, lazer, praticar esporte ou até fazer tudo ao mesmo tempo. Esse maravilhoso parque no centro da cidade oferece opções para todos os gostos e idades. Independentemente do que decida fazer, dê atenção especial aos seguintes lugares: o lago, onde se pode praticar remo, andar de barco ou, simplesmente, tirar fotos com o Monumento a Alfonso XII ao fundo; as salas de exposição do Palácio de Velázquez e as do Palácio de Cristal; o jardim de rosas (Rosaleda); e a estátua do Anjo Caído, a única escultura no mundo que representa o Diabo. Bateu fome? Há restaurantes espalhados pelo parque, como o Florida Retiro, que apresenta diferentes propostas para todos os públicos: o a la carte Pabellón; o bar de tapas Galería; quiosques; e a terraza, termo muito comum na Espanha que significa área ao ar livre onde se pode consumir bebidas e comidas. As terrazas são muito concorridas em dias ensolarados.

Casa de Campo. Com uma extensão de 1.722 hectares de pura área verde, é muito comum ver, nos finais de semana, famílias fazendo piquenique. Há um parque de diversões, zoológico, teleférico e um grande lago.

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Casa de Campo. Foto: Martin Kapoun

Parque El Capricho. Está longe do centro, portanto só vale a pena ir se tiver muitos dias livres. Eu estive uma vez e achei muito bonito. Está situado na Alameda de Osuna. Ainda é bastante desconhecido, embora tenha sido criado em 1784 pelos Duques de Osuna.

Não se pode ir à Espanha e não experimentar a paella. A paella, como a maioria sabe, nada mais é que arroz preparado em um recipiente apropriado no qual podem ser acrescentados diversos tipos de ingrediente. Portanto, haverá sempre alguma de seu agrado, até mesmo se for vegetariano (a). Pronuncia-se paelha ou paêia; paeja se diz na Argentina e em alguns países latino-americanos. A paella é originária da cidade espanhola de Valência, mas a iguaria pode ser saboreada por todo o país. Em Madri, os restaurantes que conheço e recomendo são: La Casa de Valencia ; Arrocería Mediterraneo; e Arrocería Daniela.

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Paella de Marisco. Foto: Arrocería Daniela

Ir de cañas. Se está na Espanha e gosta de cerveja, você não pode deixar de “ir de cañas”, ou seja, ir tomar umas cervejas. A “caña” especificamente é o que chamamos de chope. As cervejarias estão espalhadas por toda a cidade. Há várias em La Latina, bairro citado no artigo Perambulando pela Madrid de los Austrias. Outra boa opção são as cervejarias da Plaza de Santa Ana (onde está o Teatro Espanhol, as estátuas de Calderón de la Barca e Federico García Lorca, e bem próxima da agitadíssima Calle Huertas), como a Naturbier e a Cervecería Alemana.  Entretanto, a rua em que, hoje em dia, se encontra a maioria das cervejarias é a Calle Cardenal Cisneros, no bairro de Chamberrí.  Sugestões: Oldenburg, The Beer Garden, L’Europe, Madriz Hop Republic, Cervecería Kloster.  

Para ficar por dentro do que está acontecendo na cidade, dê uma olhada no site Guia del Ocio. A página oficial de Turismo de Madri é a: https://www.esmadrid.com/pt. Um site também interessante sobre a cidade é: http://www.descubremadrid.com/.

Segundo Ernest Hemingway: Madri transborda literatura, poesia e música por todas as partes, tanto que ela mesma é um personagem literário” (tradução minha). Portanto, aprecie, sem moderação, sua literatura, poesia, música, dança e culinária. Estou certa de que não se arrependerá. Até a próxima.

Este artigo contou com a valiosa colaboração de Elena Blanco, auxiliar administrativa na Embaixada do Brasil em Madri, e do jornalista Luciano Milhomem, autor de  “O Blog Menos Lido do Mundo“.

espanha Madrid y yo: un flechazo

Deambulando por el Madrid de los Borbones y otras sugerencias

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Paseo del Arte. Museo del Prado. Foto: © Madrid Destino

En el artículo anterior relaté mis impresiones sobre Madrid y sugerí un itinerario de visita por el Madrid de los Austrias. Ahora nos toca el Madrid de los Borbones. Recordando, la Casa de Borbón es la casa real de origen francés, cuyo reinado en España comenzó con Felipe V en 1700. Entre los Borbones cabe destacar la figura de Carlos III, que en el siglo XVIII emprendió obras de mejoras en saneamientos, fuentes, plazas y jardines. Por todas estas acciones, a este rey se le dio el sobrenombre de “Mejor Alcalde de Madrid”. Felipe VI, de la Casa de Borbón, es el actual rey de España. Con esta información en mente, seguimos adelante con nuestro tour.

En la ruta de cualquier turista hay que pasar por el llamado Madrid de los Borbones. Lo ideal es recorrerlo por lo menos en tres días. Pasarás por el paseo de la Castellana, el paseo de Recoletos y el paseo del Prado. Verás las hermosísimas plazas de Cibeles y Neptuno y los principales museos del “Paseo del Arte” (Prado, Thyssen y Reina Sofía). Los museos son grandes y, para que puedas apreciar las obras sin ahogarte, mejor que le dediques un día a cada uno de ellos. Al final del paseo del Prado, en dirección sur, está la estación de trenes de Atocha.

Entre el paseo del Prado y la calle Alcalá, se encuentra la plaza de Cibeles, uno de los lugares más representativos de Madrid, no sólo por la belleza de su fuente, sino también por los edificios que la rodean: Palacio de Cibeles, Palacio de Buenavista, Banco de España y Palacio de Linares (actual Casa de América). Para los aficionados al fútbol, en ella los seguidores del Real Madrid celebran la victoria de su equipo.

Inaugurado en 1909, el majestuoso Palacio de Cibeles, antiguo Palacio de Comunicaciones y sede de Correos, desde 2007 está ocupado por oficinas del Ayuntamiento de Madrid. Desde el mirador o de la terraza del restaurante, las vistas de la ciudad son espléndidas. Una de las imágenes más fascinantes -y fotografiadas- de Madrid es la del Edificio Metrópolis, en la bifurcación de la calle Alcalá con la Gran Vía, que es la calle más conocida de la capital, una especie de Broadway española.

Siguiendo por el paseo del Prado, llegarás al Museo Thyssen-Bornemisza, ubicado en el Palacio de Villahermosa, edificio de finales del siglo XVIII. La colección permanente recorre la historia de la pintura europea desde la Edad Media hasta el final del siglo XX. Su fondo cuenta con más 1000 obras, por lo que es aconsejable comenzar por la colección que te resulte de mayor interés. El neoclásico – o Trecento – italiano (siglo XIV), el renacimiento alemán, la pintura americana del siglo XIX, el impresionismo, el expresionismo alemán y el constructivismo ruso son las escuelas y los movimientos más ampliamente representados en el museo.

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Fuente de Neptuno. Foto: Martin Kapoun

Pasada la neoclásica Fuente de Neptuno, donde los aficionados del Atlético de Madrid celebran sus victorias, llegarás al Museo del Prado, cuya visita es imprescindible. Inaugurado en 1819, es el museo más importante de España y uno de los más importantes del mundo. Podrás apreciar obras maestras de las escuelas española, italiana y flamenca, como las de los renombrados: El Bosco (1450-1516), Tiziano (1490-1546); El Greco (1541-1614), Rubens (1577-1640), Velázquez (1599-1660), Murillo (1617-1682) y Goya (1746-1828). Si no dispones de mucho tiempo, asegúrate de ver al menos las principales obras. De El Greco, por ejemplo, son indispensables, en la sala 8B: “Una fábula” y “El caballero de la mano en el pecho”; En la sala 10B: “Adoración de los pastores”. Deléitate ante la célebre pintura “Las meninas”, de Velázquez, en la sala 12. En la sala 25, no dejes pasar por alto la obra “Adán y Eva”, de Tiziano. En la sala 29, detente delante de “Las tres gracias”, de Rubens. Examina atentamente el “Tríptico del jardín de las delicias”, de El Bosco (sala 56A). De Goya, no te pierdas, en la sala 64: “El tres de mayo en Madrid o Los fusilamientos”, “El dos de mayo en Madrid o La lucha con los mamelucos” y “El coloso”; en la sala 67, “Saturno”.

También merece una visita el centro cultural CaixaForum, cuyas puertas se abrieron en el año 2007, aunque sea para fotografiar el jardín vertical.

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CaixaForum. Foto: Madrid Destino

Otra parada obligada para los amantes del arte contemporáneo es el Museo Reina Sofía. La colección permanente se divide en tres: La irrupción del siglo XX: utopías y conflictos (1900-1945); ¿La guerra ha terminado? Arte en un mundo dividido (1945-1968); y De la revuelta a la posmodernidad (1962-1982). Aunque el plato fuerte del museo es el cuadro Guernica, de Picasso, se pueden apreciar varias otras obras de prestigio, como las de los pintores Juan Gris, Joan Miró o Salvador Dalí.

Por su proximidad, vale la pena acercarse a la estación de Atocha. En su interior se encuentra un jardín tropical formado por más de 7000 plantas de 260 especies diferentes.

Para los que tienen más tiempo libre en la ciudad, abajo indico otras atracciones turísticas interesantes:

Plaza de España. Una de las mayores y más frecuentadas plazas del país, tanto por turistas como por la gente del lugar. Está ubicada entre la Gran Vía y la calle Princesa. Como recuerdo, no dejes de hacerte una foto en el Monumento a Miguel de Cervantes, junto a sus célebres personajes Don Quijote y Sancho Panza. Un proyecto de rehabilitación de la plaza comenzará a finales de este año 2017.

Templo de Debod. Construido en el siglo II a. C., el templo fue donado a España por el gobierno egipcio, uno de los países que más contribuyó economica y científicamente al Plan de Salvación de los Templos de Nubia, evitando que se vieran sumergidos bajo las aguas al construirse la presa de Asuan. Además de la aportación económica de España para salvar los templos de Abu Simbel y Filé, la Misión Arqueológica Española trabajó entre 1960 y 1965 excavando varios sitios a ambos lados de la Segunda Catarata del Nilo. El Templo de Debod es precioso, principalmente iluminado. Es posible visitar gratuitamente su interior. Hay información sobre la mitología, la sociedad egipcia y explicaciones sobre los jeroglíficos. En el segundo piso, en una maqueta, están representados todos los templos que había en Nubia. Como está rodeado de jardines, se puede ver gente de picnic, leyendo o viendo la puesta de sol. Desde allí hay una hermosa vista del Palacio Real.

Monasterio de las Descalzas Reales. Fundado, en 1559, por Juana de Austria (1535-1573), hermana de Felipe II y princesa de Portugal. Aunque es un monasterio de clausura, gracias a un permiso especial del Vaticano de 1960, es posible hacer visitas guiadas. Las monjas franciscanas que lo habitan se retiran a una parte del recinto. El convento cuenta con una impresionante colección de arte y reliquias, como una serie de esculturas en mármol y obras de Tiziano, Sánchez Coello y Luini. Otra colección importante es la de tapices tejidos en Bruselas (basados en dibujos de Rubens), que representan la Apoteosis de la Eucaristía.

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Monasterio de las Descalzas Reales. Foto: Patrimonio Nacional

Jardines de Sabatini y el Campo del Moro. Los Jardines de Sabatini se crearon en los años 30 en estilo clásico. Están situados frente a la fachada norte del Palacio Real. Los terrenos del Campo del Moro, ubicados entre el Palacio Real y el Río Manzanares, antes utilizados para caza, justas y torneos, fueron ajardinados, en estilo inglés, en el siglo XIX, por decisión de la reina María Cristina. El Campo del Moro es hermoso, bien cuidado y tranquilo.

Madrid Río. A orillas del río Manzanares, es una gran área recreativa y cultural, construida entre 2006 y 2011, donde se puede correr, caminar, andar en bicicleta o simplemente pasar el tiempo. Si no quieres recorrer los seis kilómetros,  por lo menos merece la pena conocer el tramo que va desde el puente de Toledo, de estilo barroco, hasta el Matadero Madrid,  un conjunto de pabellones de estilo neomudéjar, construido a principios del siglo XX, dedicado a la cultura.

El Rastro. Desde 1740, los domingos, de las 9h a las 15h, cobra vida, en el barrio de La Latina, ese alegre y popular mercado al aire libre. En él se encuentran desde objetos de segunda mano hasta elegantes tiendas de decoración. Como bien describe el músico Joaquín Sabina (1949 –   ), en la canción “Con la Frente Marchita”: “Iba cada domingo a tu puesto del Rastro a comprarte monigotes de migas de pan, caballitos de lata”.

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El Rastro 1940. Foto: Madrid Antigo

Museo Arqueológico Nacional. Fundado en 1897 por Isabel II, en la colección encuentras más de 13.000 objetos arqueológicos y artísticos de la historia de España, desde la Prehistoria hasta el siglo XIX. Se completa con colección de objetos procedentes de Grecia, Oriente Próximo Antiguo, Egipto y Nubia.

Museo Sorolla. Está ubicado en la casa donde, desde 1911, fue vivienda del pintor Joaquín Sorolla (Valencia, 1863 – Cercedilla, 1923) y su familia. Las colecciones se distribuyen por todas las zonas visitables de la casa, que ha conservado casi intacta la decoración que tuvo en vida el pintor. La colección de pintura convive, por tanto, con el mobiliario y los objetos originales de la vivienda.  El museo fue creado por deseo de su viuda, Clotilde García del Castillo, y concentra la mayoría de los objetos que Sorolla reunió en vida.

Museo Lázaro Galdiano. Ubicado en el palacio de Parque Florido, en la elegante calle Serrano, en el barrio de Salamanca, el Museo exhibe desde 1951 obras de Goya, Murillo, Velázquez, El Greco, El Bosco, Zurbarán, y otros, así como variados objectos de notable valor artístico, que el coleccionista y editor de la revista literaria “La España Moderna” reunió durante más de sesenta años.

Casa Museo Lope de Vega.  Situada en el centro histórico de Madrid, sirve no solo de homenaje merecido al grandísimo escritor y de estímulo al conocimiento de su figura y de su obra, sino también como tentadora puerta de entrada al Siglo de Oro español y al interesante Madrid del XVII, a sus viviendas, su sociedad, su historia, religión y cultura. Entre 1610 y hasta su muerte en 1635, allí vivió, escribió algunos de sus textos más notables y sufrió algunas de sus mayores pérdidas.

Parque de El Retiro (Parque del Buen Retiro). Tú eliges si quieres quietud y recogimiento, cultura, ocio, practicar deporte o incluso todo a la vez. Este maravilloso parque en el centro de la ciudad ofrece opciones para todos los gustos y edades. Independientemente de lo que decidas hacer, llamo la atención sobre los siguientes lugares: el estanque, donde se puede pasear en barco, practicar remo o simplemente tomar fotos con el Monumento a Alfonso XII al fondo; las salas de exposición del Palacio de Velázquez y las del Palacio de Cristal; la Rosaleda; y la estatua del Ángel Caído, la única escultura en el mundo que representa al diablo. ¿Tienes hambre? Hay restaurantes repartidos por el parque, como el Florida Retiro, que presenta diferentes propuestas para todos los públicos: Pabellón, a la carta; el bar de tapas Galería; kioscos; y la terraza.

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Parque de El Retiro. Monumento a Alfonso II. Foto: Deborah Carvalho de Souza

Casa de Campo. Con una extensión de 1.722 hectáreas de área verde, es muy común ver, los fines de semana, familias haciendo picnic. Hay un parque de atracciones, zoológico, teleférico y un gran lago.

Jardín El Capricho. Está lejos del centro, así que sólo vale la pena ir si tiene muchos días libres. He estado una vez y me pareció muy bonito. Está situado en la Alameda de Osuna. Todavía es bastante desconocido, aunque fue creado en 1784 por los Duques de Osuna.

No se puede ir a España y no probar la paella, incluso si eres vegetariano (a). La paella es originaria de la ciudad española de Valencia, pero este manjar puede saborearse por todo el país. En Madrid, los restaurantes que conozco y recomiendo son: La Casa de Valencia; Arrocería Mediterraneo ; y Arrocería Daniela .

Ir de cañas. Si estás en España y te gusta la cerveza, hay que ir de cañas, o sea, ir a tomar unas cervezas. Las cervecerías se extienden por toda la ciudad. Hay varias en el barrio de La Latina. Otra buena opción son las cervecerías de la plaza de Santa Ana (donde está el Teatro Español, estatuas de Calderón de la Barca y Federico García Lorca, y muy cerca de la bulliciosa calle Huertas), como Naturbier y la Cervecería Alemana. Sin embargo, donde hoy en día se encuentra la mayoría de las cervecerías es en la calle Cardenal Cisneros, en Chamberí.  Algunas sugerencias: Oldenburg, The Beer Garden, L’Europe, Madriz Hop Republic, Cervecería Kloster.

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Foto: Cervecería Alemana

Para estar al día con lo que está pasando en la ciudad, echa un vistazo a la página web de la Guía del Ocio. La página oficial de Turismo de Madrid es: https://www.esmadrid.com/es. Un sitio también interesante sobre la ciudad es: http://www.descubremadrid.com/.

Para moverte por la ciudad, puedes utilizar el metro. En la página metromadrid.es encontrarás toda la información de que necesite.

Según Ernest Hemingway: “Madrid rebosa literatura, poesía y música por sus cuatro costados, tanto, que ella misma es un personaje literario”. Por lo tanto, aprecia sin moderación, su literatura, poesía, música, danza y gastronomía. Estoy segura de que no te arrepentirás. Hasta la próxima.

Este artículo contó con la preciosa colaboración de Elena Blanco, Auxiliar Administrativa en la Embajada de Brasil en Madrid, y del periodista Luciano Milhomem, autor de  “O Blog Menos Lido do Mundo“.

bandeiras Madrid: Passion at First Sight

Wandering through Madrid de los Borbones & other tips

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Gran Vía. Photo: Madrid Antiguo

In my previous article, I reported my impressions on the Spanish capital and suggested a visit to the Madrid de los Austrias. This time, I will walk you through the Madrid de los Borbones. Just a brief reminder: the House of Bourbon is the royal dynasty of French origin, whose reign in Spain began with Philip V, in 1700. Among its kings, it is noteworthy Carlos III, who, in the 18th century, operated improvements in sanitation, built fountains, squares and gardens. Due to these works, he was nicknamed “The Best Mayor of Madrid”. Felipe VI, of the House of Bourbon, is the present king of Spain. With this information in mind, let’s start our journey.

Walking by the so-called Madrid of the Bourbons is a must-do to any tourist. Ideally, you should cover it for at least three days. You will pass through the following avenues: Paseo de la Castellana, Paseo de Recoletos and Paseo del Prado. You will see the beautiful squares Cibeles and Neptuno and the main museums of the Golden Triangle of Art (Prado, Thyssen and Reina Sofia). These museums are huge. If you want to enjoy the art works without feeling anxious, you’d better reserve a day to each one of them. At the end of the Paseo del Prado, in the south direction, is the Atocha Railway Station.

Between Paseo del Prado and Alcalá Street, you will find Plaza Cibeles, one of the most representative places in Madrid, not only for the beauty of its fountain, but also for the buildings that surround it: Cibeles Palace, Buenavista Palace, Bank of Spain and Linares Palace (the current Casa de America). For football fans, it is worth mentioning that in this square the Real Madrid’s supporters celebrate the victories of their team.

Inaugurated in 1909, the majestic Cibeles Palace, former Communications Palace and headquarters of the Post Office, it has housed the offices of the Madrid City Council since 2007. The terrace of the Palacio Cibeles Restaurant give us a stunning panorama of one of the most fascinating – and photographed – images of Madrid: the Metropolis Building, at the fork of the Alcalá and Gran Via streets.

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Plaza Cibeles. Photo: Palacio de Cibeles Restaurant

Following the Paseo del Prado, you will get to the Thyssen-Bornemisza Museum,  in the Villahermosa Palace, a building from  the late 18th century. The permanent collection goes through the history of European painting from the Middle Ages until the end of the 20th century. The collection has more than 1000 works, so it is advisable to begin your visit by the collection that interests you most. The Italian Neoclassical – or Trecento – (14th century), German Renaissance, 19th century American painting, Impressionism, German Expressionism and Russian Constructivism are the most widely represented art schools and movements in the museum.

Later you will pass by the Neoclassical Fountain of Neptune, where the Atletico de Madrid fans celebrate when they win an important match. After that, you will get to the Prado Museum, a must-go. Opened in 1819, it is the most important museum in Spain and one of the most  relevant in the world. You will be able to enjoy masterpieces of the Spanish, Italian and Flemish art schools, such as the renowned artists Bosch (1450-1516), Titian (1490-1546); El Greco (1541-1614), Rubens (1577-1640), Velázquez (1599-1660), Murillo (1617-1682) and Goya (1746-1828). If you don’t have much time, make sure you see at least the highlights. From El Greco, for example, there are some must-see paintings in the room 8B, such as: “The fable” and “The gentleman with his hand on his breast”; in the room 10B: “The Adoration of the Shepherds”. Delight yourself with the painting “Las Meninas” or “The family of Philip IV” by Velázquez, in the room 12. In the room 25, do not miss the work “Adam and Eve”, by Titian. In the room 29, observe “The Three Graces”, by Rubens. Carefully examine “The Garden of the Early Delights”, by Bosch (Room 56A). By Goya, do not forget to see, in the room 64: “The 3rd of May 1808”, “The 2nd of May 1808” and “The colossus”; in the room 67, “Saturn” is also worth seeing.

The Caixa Forum Cultural Centre, whose doors opened in 2007, is also worth a visit, even if it is at least to take some pictures of the vertical garden.

Another mandatory stop for lovers of contemporary art is the Reina Sofia Museum. The collection is divided into three sections: The irruption of the 20th century: utopias and conflicts (1900-1945); Is the war over? Art in a divided world (1945-1968); and From revolt to postmodernity (1962-1982). Although the most known painting of the museum is Picasso’s Guernica, one can admire many more prestigious works, such as those of the painters Juan Gris, Juan Miró or Salvador Dali.

As Atocha Railway Station is near the Reina Sofía Museum, it is definitely worth a visit. Inside it, there is a tropical garden  which gathers more than 7000 plants of 260 different species.

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Atocha Railway Station. Photo: Madrid Destino

Those who can stay longer in Madrid, please find below some suggestions of other museums and tourist attractions that I find particularly interesting:

Plaza de España. One of the largest squares in the country, as well as one of the most visited both by tourists and locals, it is located at the intersection of Gran Vía and Princesa streets. As a souvenir, be sure to take a picture of the Cervantes Monument, with his famous characters Don Quijote and Sancho Panza. A square restoration project is supposed to begin late this year (2017).

Temple of Debod. Built in the 2nd century BC, this temple was a gift from the Egyptian government to Spain, one of the countries that contributed economically and scientifically in the project of salvation of the temples of Nubia from floods during the construction of the great Aswan Dam. In addition to the economic contribution to save the temples of Abu Simbel and Philae, the Spanish archaeological mission worked between 1960 and 1965 excavating several archaeological sites on both sides of the second cataract of the Nile. It is very beautiful, especially when illuminated. You can visit its interior free of charge. There is information on mythology, Egyptian society and explanations about the hieroglyphs; in addition to it, on the second floor, there is a model in which all the temples that were in Nubia are represented. As the temple is surrounded by gardens, there are those who enjoy picnicking, reading or watching the sunset. Not to mention the fact that you have a beautiful view of the Royal Palace from there.

Monastery of Las Descalzas Reales. It was founded in 1559 by Juana of Austria (1535-1573), sister of Philip II and princess of Portugal. Although it is a cloistered monastery, thanks to a special permission from the Vatican, back in1960, it is possible to take a guided tour. The Franciscan nuns who still  live there hide themselves inside the convent. The monastery boasts an impressive collection of art and relics. Amongst its attractions are an array of marble sculptures, and works by Titian, Sánchez Coello and Luini.  Other important collections are the tapestries woven in Brussels (inspired by Rubens’s drawings), which represent the Apotheosis of the Eucharist.

Sabatini Gardens and Campo del Moro Park. The Sabatini Gardens were created in the 1930’s in Classic-style. They are located in front of the north façade of the Royal Palace. The Campo del Moro is between the Royal Palace and the Manzanares River. It was previously used for hunting parties, jousts and tournaments. By decision of Queen Maria Cristina it was converted into a 19th century English-style garden. Campo del Moro is beautiful, well maintained and quiet.

Madrid Río. On the banks of the Manzanares River, it is a large recreational and cultural area, built between 2006 and 2011, where you can run, walk, bike or just spend some free time. If you don’t want to go on a 6 km walk, at least go from the Baroque-style Puente de Toledo bridge to the Matadero Madrid, the old Madrid slaughterhouse, a set of neo-Mudejar style pavilions, built in the early 20th century, devoted to culture.

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Madrid Río. Photo: Madrid Destino

El Rastro. Since 1740, on Sundays and holidays, from 9 am to 3 pm, this lively and popular flea market takes place in the area of La Latina, one of the oldest neighbourhoods in Madrid. A great variety of products (new and used) can be found at el Rastro, as described by the musician Joaquín Sabina (1949 –    ), in the song Con la Frente Marchita: “Every Sunday, I would stop by your kiosk at el Rastro to buy dolls made of bread crumbs   tin horses” (my translation).

National Archaeological Museum. The rich collection of this institution founded in 1897 by Isabel II has more than 13,000 archaeological and artistic objects mainly found in the Iberian Peninsula, from Prehistory to the 19th century. The collection includes objects from Egypt, Nubia, Ancient Near East and Greece.

Sorolla Museum. It is located in the house where the painter Joaquín Sorolla (Valencia, 1863 – Cercedilla, 1923) lived with his family from 1911. The collections are displayed in all areas of the place open to the public. The house has been preserved almost intact, with the decoration it had during the artist’s lifetime. The collection of paintings stands alongside the furniture and objects as they were originally displayed . The museum was created at the request of its widow, Clotilde García del Castillo, and exhibits most of the objects Sorolla gathered throughout his life.

Lázaro Galdiano Museum. Located in the palace of Parque Florido, in the Salamanca district, on the elegant Serrano street, the Museum has exhibited since 1951 works by Goya, Murillo, Velázquez, El Greco, Bosch, Zurbarán and others, as well as many objects of artistic value the collector and editor of the literary magazine La España Moderna gathered for over sixty years.

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Lázaro Galdiano Museum. Photo: Fundación Lázaro Galdiano

House-Museum Lope de Vega. Located in Madrid’s historical centre, this institution not only pays well-deserved tribute to the great writer and stimulates the knowledge of his figure and his work, but it is also a tempting entrance into the Golden Age of Spain and the interesting Madrid of the 17th century, its houses, its society, its history, religion and culture. Between 1610 and 1635, it was where Lope de Vega lived, wrote some of the most notable works and where he lost some members of his family.

El Retiro Park. You choose whether you want lethargy and peacefulness, culture, leisure, playing sports or even doing all this at the same time. This wonderful park in the city centre offers options that suits all tastes and ages. Regardless what you decide to do, pay special attention to the following places: the pond where you can enjoy a boat trip, canoeing, or simply take photos with the Monument to Alfonso XII in the background; the exhibition halls of the Velázquez and Glass palaces; the Rose Garden; and the statue of the Fallen Angel, the only sculpture in the world that represents the Devil. Hungry? There are many restaurants in the park, such as the Florida Retiro, which offers different options for all types of clients: the elegant restaurant Pabellón; or the tapas bar Galería; several kiosks; and the Terraza (outdoor area where you can also consume drinks and food).

Casa de Campo Park. With 1,722.60 hectares of natural space, there are many facilities inside the premises, such as the amusement park, the zoo, the cable car, many popular sports facilities, a lake and a great common area for family picnics.

Capricho Park. It is far from the city centre. It is worth going if you have time to burn. I have been there once and I found it very nice. It is located in the Alameda de Osuna. It’s quite unknown, although it was created in 1784 by the Dukes of Osuna.

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Capricho Park. Photo: Martin Kapoun

You cannot go to Spain and do not taste the famous paella.  This is a saffron-flavored dish containing rice, meat, seafood, or vegetables. This Valencian rice dish can be savored throughout the country. In Madrid, the restaurants I know and recommend are: La Casa de Valencia (Pintor Rosales Street, 58); Arrocería Mediterraneo (Paseo de la Habana, 33); and Arrocería Daniela (Calle Atocha, 12).

Ir de cañas. When you are in Spain, if you like beer, you should “ir de cañas”, that means, you should go out for some beer. Caña means a small draft beer. Breweries are scattered throughout Madrid. There are many in La Latina, the neighborhood I mentioned earlier. Other good options are the breweries of Plaza de Santa Ana (where you find the Spanish Theatre, the statues of Calderón de la Barca and Federico García Lorca, and it is very close to the busy Calle Huertas), like Naturbier and the Cervecería Alemana. However, nowadays the street that hosts most of the breweries is Calle Cardenal Cisneros, in the Chamberrí neighborhood Here are some suggestions: Oldenburg, The Beer Garden, L’Europe, Madriz Hop Republic, Cervecería Kloster.

Discover what’s on in Madrid on Guia del Ocio website. The official page of Tourism of Madrid is: https://www.esmadrid.com. An interesting website about the city is: http://www.descubremadrid.com.

According to Ernest Hemingway: Madrid abounds in literature, poetry and music everywhere, so much so that the city itself is a literary character” (my translation). Therefore, have a good time in the Spanish capital without moderation. Enjoy its literature, poetry, paintings, sculptures, music, dance, canãs and cuisine. I’m sure you will not regret it. Until next time!

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Photo: Cervecería Alemana

Elena Blanco, Administrative Assistant at the Embassy of Brazil in Madrid, and Luciano Milhomem, journalist and the author of the blog O Blog Menos Lido do Mundo, contributed to  this article. 

Madri: paixão à primeira vista. Perambulando pela charmosa Madri dos Áustrias

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Palácio Real e Catedral da Almudena. Foto: Andréa Milhomem

Dizia o escritor e jornalista Francisco Umbral (1932-2007) que “Madri é uma desculpa para contar histórias”. Eu nem preciso de desculpa. Falar de Madri é como falar da minha própria casa. Sinto um carinho enorme por essa cidade que tão bem me acolheu durante dez anos. Dela guardo recordações maravilhosas e mantenho amigos que, estou certa, serão para toda a vida.

Nos meus primeiros meses em Madri, como não conhecia muita gente, se me sentia meio pra baixo, saía para fazer uma caminhada. As ruas, os monumentos e o azul do céu, mesmo no auge do inverno, me faziam voltar para casa revigorada. Com o passar do tempo, mesmo tendo feito amigos, não abria mão das caminhadas. Essa era uma forma de me sentir como a cidade: viva. Faço minhas as palavras do romancista catalão Use Lahoz (1976 –  ): “Madri sentia uma queda por mim, e eu por ela”.

A melhor época para ir a Madri é no outono ou na primavera. O verão é muito quente, com temperaturas que podem superar os 40 graus, e não refresca nem durante a noite.

Conhecer os pontos turísticos é algo que se faz relativamente rápido. Os principais museus (Prado, Thyssen e Reina Sofía) é que tomam mais tempo. Pode-se pegar o ônibus de turismo. Entretanto, a melhor forma, em minha opinião, de percorrer a cidade é a pé. Ao mesmo tempo em que se caminha pelas várias ruelas, pode-se desfrutar das cafeterias, restaurantes, bares de tapas (pequenas porções de comidas variadas, da azeitona ao famoso presunto jamón serrano e queijo manchego) e casas de flamenco. Sempre haverá gente na rua. O agito na cidade é intenso. Por isso, cuidado com a carteira. Pequenos furtos são comuns.  

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Tapas. Foto: Martin Kapoun

Qualquer referência turística à cidade a dividirá essencialmente em duas: Madrid de los Austrias e Madrid de los Borbones. Assim também estará dividido este artigo. Este se restringirá às dicas de lugares interessantes para se visitar na chamada Madrid de los Austrias. O próximo tratará da Madrid de los Borbones, bem como apresentará outras atrações turísticas da cidade.

Recorrendo à história, a Casa de Áustria é como se conhece a dinastia Habsburgo reinante na Monarquia Hispânica (ou Monarquia Católica), desde 1516, quando Carlos I foi proclamado rei, até a morte sem sucessão direta de Carlos II, em 1700. 

Durante a dinastia dos Áustrias, em 1561, Felipe II resolveu transferir a corte de Toledo para Madri. Essa decisão fez com que a cidade quase quadruplicasse sua superfície em pouco tempo. Os bairros mais antigos foram objeto de profunda remodelação. As muralhas medievais foram derrubadas para a ampliação das ruas e do comércio.

Apesar das numerosas obras realizadas pelos monarcas da Casa de Áustria, a modernização de Madri aconteceria durante o reinado da Casa Real de Bourbon, dinastia monárquica de origem francesa a que pertence o atual rei espanhol D. Felipe de Borbón y Grecia, que reina com o nome de Felipe VI.

A melhor forma de conhecer a Madrid de los Austrias é caminhando. Para percorrê-la tranquilamente, melhor que se planeje para um dia inteiro.

Embora não faça parte da Madrid de los Austrias, sugiro que se comece a programação pela praça Puerta del Sol, um dos lugares mais conhecidos e concorridos da capital espanhola. O edifício mais antigo é a Casa de Correos, construída no final do século XVIII e que, hoje em dia, alberga o Conselho da Presidência da Prefeitura de Madri. De sua arquitetura, destaca-se o relógio da torre, do século XIX. Esse relógio é o grande protagonista da noite de 31 de dezembro. Uma multidão se aglomera na praça esperando suas doze badaladas para cumprir o ritual de comer as doze uvas que anunciam boa sorte na chegada do Ano Novo. Diante da Real Casa de Correos, encontra-se a placa do Km 0 das rodovias nacionais que partem de Madri. Outro monumento bastante famoso, e popular ponto de encontro, na Porta do Sol, é El Oso y el Madroño (o Urso e o Medronheiro). Não saia de lá sem a sua foto!

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Puerta del Sol. Foto: Andréa Milhomem

Para começar seu tour à Madrid de los Austrias, siga pela calle Arenal, uma rua de pedestres bastante movimentada e charmosa. Não olhe apenas para as vitrines das lojas. De vez em quando, olhe para cima e aprecie a decoração art noveau dos edifícios. Dê uma paradinha na Igreja de San Ginés, uma das mais antigas de Madri, de 1085. Sua aparência de nova se deve às várias restaurações. Dados interessantes sobre essa igreja: ali foi batizado o famoso escritor do século de ouro espanhol, Quevedo (1580-1645), e onde se casou o dramaturgo e poeta espanhol Lope de Vega (1562-1635). Não deixe passar despercebida a pitoresca Librería San Ginés, fundada há mais de 300 anos. Não importa se é um amante da literatura ou não. A livraria, protegida por telhas e com suas mesinhas de madeira, conserva sua estrutura original. É encantadora! Siga pelo callejón até chegar à tradicional Chocolateria San Ginés. Experimente o chocolate com churros. Seu lado criança agradecerá!

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Foto: Palácio Real

Continuando seu caminho pela calle Arenal, você chegará à Praça de Isabel II, mais conhecida como Ópera. Siga até chegar à plaza de Oriente. Nessa praça monumental, datada de 1844, destaca-se, entre as várias esculturas e os belos jardins, a efígie de Felipe IV, do século XVII, considerada a primeira estátua equestre do mundo suspensa unicamente pelas patas traseiras do cavalo. Veja dois dos edifícios mais relevantes da cidade: o Teatro Real e o Palácio Real. Dependendo de sua disponibilidade, vale a pena visitá-los.

O Palácio Real, na calle Bailén, ocupa o lugar privilegiado no qual os muçulmanos construíram a fortaleza que, no século IX, foi a origem de “Mayrit”, em árabe. Quando Afonso VI conquistou a cidade, dois séculos mais tarde, o antigo castelo muçulmano se tornou o alcáçar  dos reis cristãos, sendo submetido a sucessivas reformas ao longo dos séculos.

Sob o domínio dos Habsburgos, a antiga fortaleza veio a adquirir a aparência de uma verdadeira residência palaciana. Porém, em 1734, sofreu um incêndio devastador que a reduziu quase à ruína. Com isso, Felipe V, o primeiro rei da Casa de Bourbon na Espanha, decidiu construir um novo palácio, no mesmo local.

O trabalho começou em 1736 e durou até 1764. De planta quadrangular, o palácio está organizado em torno de um grande pátio central, seguindo o contorno dos antigos alcáçares, enquanto nas fachadas, seguindo o que foi feito por Bernini para o Louvre em 1665, foram utilizados granito, pedra branca Colmenar e mármore nos relevos e detalhes.

Atualmente, não é utilizado como a residência real e sim para atos oficiais, tais como: recepções de gala aos Chefes de Estado que visitam o país,  apresentação ao Rei de cartas credenciais pelos embaixadores estrangeiros na Espanha, e audiências militares. 

Teatro Real
Foto: Teatro Real

Depois de ter se imaginado residindo no Palácio e assistindo a uma ópera em um elegante balcão do Teatro Real, é hora de se redimir visitando a Catedral da Almudena, a principal igreja da Arquidiocese de Madri e onde se presta culto à patrona da cidade, Santa Maria da Almudena. O início de sua construção se deu em 1883. As obras se concluíram em 1993. Apresenta três estilos: neoclássico no exterior, neogótico no interior e neorromânico na cripta. A entrada é pela calle Bailén. Caso deseje visitar a cripta, entre pela calle Mayor.

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Catedral da Almudena. Foto: Madrid Destino

Finalizada a visita à catedral, encaminhe-se à calle Mayor. Faça uma pequena parada na Plaza de la Villa, onde se encontram três edifícios de grande valor histórico-artístico: a Casa y Torre de los Lujanes (séc. XV), em estilo gótico-mudéjar; a Casa de Cisneros (séc. XVI), palácio plateresco; e a Casa de la Villa, de estilo barroco, pertencente à Prefeitura de Madri.

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Plaza de la Villa. Foto: Madrid Destino

Em seguida, dirija-se à Plaza Mayor. Essa praça – originalmente chamada Plaza del Arrabal e onde se localizava o principal mercado da cidade – serviu de cenário para vários eventos, como touradas, coroações, execuções públicas e, durante a Inquisição, autos de fé. Sua remodelação teve início em 1577, durante o reinado de Felipe II, e conclusão em 1619, sob o reinado de Felipe III, cuja estátua equestre, de 1616, se encontra no centro da praça. Merece destaque a Casa de la Panadería, edifício de 1590 que, em 1992, recebeu a deslumbrante fachada com a representação de figuras mitológicas relacionadas com a história de Madri. Hoje em dia, alberga o Centro de Turismo Praça Mayor. Todas as manhãs de domingos e feriados, celebra-se na praça Mayor o mercado de filatelia e numismática. Desde 1860, é também onde se realiza o mercado de Natal.

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Praça Mayor. Foto: Martin Kapoun

Embora na praça Mayor haja grande oferta de restaurantes, sugiro que experimente algo mais simples: bocadillo de calamar (sanduíche de lula feito em pão francês, que pode ser acompanhado de maionese ou limão), na Casa María, na Cervecería Plaza Mayor, no Magerit ou no El Soportal. Se ainda não estiver com fome, não se preocupe. A iguaria pode ser encontrada em outros pontos da cidade. Um local bastante conhecido é o El Brillante, em frente à estação de trem de Atocha.

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Bocadillo de Calamar. Foto: Martin Kapoun

Saindo pela parte oeste da praça Mayor, você chegará ao Mercado de San Miguel. Vale a pena uma visita. Sua estrutura de ferro e vidro é do princípio do século XX, mas foi reformado e reinaugurado em 2009, tornando-se um mercado gourmet, com alimentos e bebidas de qualidade.

Dirija-se para a calle Cava de San Miguel. Adiante, no número 17, você encontrará o restaurante Mesón del Champiñón. A propaganda dele é a de que faz o melhor champignon do mundo. E eu acho que faz sim! O lugar é muito interessante. Assemelha-se a uma gruta repleta de cogumelos.  As opiniões variam, porém, sobre o organista…

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Mesón del Champiñón. Foto: Andréa Milhomem

Seguindo pela Cava de San Miguel, você encontrará o emblemático Arco de Cuchilleros, empinada escada de pedra e o mais famoso – e fotografado – dos nove portais de acesso à Plaza Mayor.

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Arco de Cuchilleros. Foto: Madrid©Turespaña

Desde o Arco de Cuchilleros até a Plaza Puerta Cerrada, você caminhará pela calle de Cuchilleros, rua cheia de bares e restaurantes. Um dos mais conhecidos é o Restaurante Sobrino de Botín, fundado em 1725. O livro Guinness de Recordes, em sua edição de 1987, o considera o mais antigo do mundo.

Agora, você já está diante de um dos bairros mais boêmios de Madri, La Latina. Adoro! Percorra a rua Cava Baja até chegar à Plaza del Humilladero. Há opções de bares e restaurantes em abundância. Gosto muito do La Chata, da Casa Lucas e da tradicional Casa Lucio (imprescindível fazer reserva!).

Para terminar o dia em alto estilo, que tal assistir a uma apresentação de flamenco? São múltiplas as opções de locais. Indicarei apenas alguns: Tablao La Quimera, Corral de la Morería, Casa Patas, Cardamomo, Las Carboneras.

Certamente, se seguir este roteiro, o dia será intenso. Pode ser que ganhe alguns calos, mas também belas fotos e recordações. Além disso, experimentará o que é o dia a dia de muitos madrilenos. Talvez até se sinta como o cantautor e poeta espanhol Joaquín Sabina (1949 –  ): “Me sinto mais madrileno que o prefeito de Madri, porque os que nasceram em Madri não puderam sonhá-la. O bom é chegar com a boina e a mala de papelão e, em cinco minutos, ser de Madri” (tradução minha).

Recordo que, no próximo artigo, falarei sobre a Madrid de los Borbones e passarei mais dicas de atrações na cidade. Até breve!

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Restaurante La Chata. Foto: Andréa Milhomem

Este artigo contou com a valiosa colaboração de Elena Blanco, auxiliar administrativa na Embaixada do Brasil em Madri, e do jornalista Luciano Milhomem, autor de  “O Blog Menos Lido do Mundo“.

espanha Madrid y yo: un flechazo

Deambulando por el acogedor Madrid de los Austrias

El escritor y periodista Francisco Umbral (1932-2007) dijo, “Madrid es una excusa para contar historias”. La verdad es que no necesito excusas. Hablar de Madrid es como hablar de mi propia casa. Siento un cariño enorme por esa ciudad que tan bien me acogió durante diez años. Guardo recuerdos maravillosos y mantengo amigos que, estoy segura, serán para toda la vida.

En mis primeros meses en Madrid, como no conocía a mucha gente, si me venía abajo, salía a caminar. Las calles, los monumentos y el azul del cielo, incluso en el auge del invierno, me hacían volver a casa revigorizada. Con el paso del tiempo, incluso después de hacer amigos, nunca renuncié a los paseos. Era una forma de sentirme como la ciudad: viva. Hago mías las palabras del novelista catalán Use Lahoz (1976 –   ): “Madrid sentía debilidad por mí y yo por ella”.

La mejor época para ir a Madrid es en otoño o en primavera. El verano es muy caluroso, con temperaturas que pueden superar los 40 grados, y no refresca ni durante la noche.

Conocer los puntos turísticos es algo que se hace relativamente rápido. Los principales museos (Prado, Thyssen y Reina Sofía) son los que toman más tiempo. Se puede coger el autobús de turismo. Sin embargo, la mejor forma, en mi opinión, de recorrer la ciudad es a pie. Se camina por las varias callejuelas, a la vez que se disfruta de las cafeterías, restaurantes, bares de tapas y casas de flamenco. La ciudad es bulliciosa y siempre está llena de gente,  así que, ¡cuidado con la cartera! Los pequeños hurtos son comunes.

Cualquier guía turística de la ciudad la dividirá esencialmente en dos: El Madrid de los Austrias y el Madrid de los Borbones. Así también estará dividido este artículo. Este se restringirá a sugerir lugares para visitar en el llamado Madrid de los Austrias. El próximo tratará del Madrid de los Borbones, y presentará otras atracciones turísticas interesantes de la ciudad.

La Casa de Austria es como se conoce a la dinastía Habsburgo reinante en la Monarquía Hispánica (o Monarquía Católica), desde 1516, cuando Carlos I fue proclamado rey, hasta la muerte sin sucesión directa de Carlos II, en 1700.

Durante la dinastía de los Austrias, en el año 1561, Felipe II traslada la corte de Toledo a Madrid. Esta decisión hizo con que la ciudad casi cuadriplicara su superficie en poco tiempo. Las zonas más antiguas de la ciudad fueron objeto de una profunda remodelación. Se derribaran las murallas medievales y buena parte de sus puertas para poder ampliar las calles y crear nuevas plazas comerciales.

A pesar de las numerosas obras constructivas llevadas a cabo por los monarcas de la Casa de Austria, la modernización de Madrid vendría de la mano de la Casa Real de los Borbones, dinastía monárquica de origen francés a la que pertenece el actual rey español D. Felipe de Borbón y Grecia, que reina con el nombre de Felipe VI.

La mejor forma de conocer el Madrid de los Austrias es caminando. Para recorrerla tranquilamente, dedícale un día entero.

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Foto: Martin Kapoun

Aunque no forma parte del Madrid de los Austrias, sugiero que empieces la ruta por la Puerta del Sol, uno de los lugares más conocidos y concurridos de la capital española. El edificio más antiguo es la Casa de Correos, construido a finales del siglo XVIII, y que hoy está ocupado por la Concejalía de Presidencia de la Comunidad de Madrid. De su arquitectura, destaca el reloj de la torre, del siglo XIX. Este reloj es el gran protagonista en Nochevieja. Una multitud se aglomera en la plaza esperando sus doce campanadas para cumplir con el ritual de comer las doce uvas que anuncian buena suerte a la llegada del Año Nuevo. Ante la Real Casa de Correos, se encuentra la placa del Km 0 de las carreteras nacionales que parten de Madrid. Otro monumento muy famoso y popular punto de encuentro, en la Puerta del Sol, es El Oso y el Madroño. ¡No salgas de allí sin tu foto!

Para adentrarte en el Madrid de los Austrias, sigue por la concurrida y encantadora calle peatonal Arenal. No mires sólo los escaparates. De vez en cuando, mira también hacia arriba y disfruta de la decoración art noveau de los edificios. Para un momento en la Iglesia de San Ginés, una de las más antiguas de Madrid, de 1085. Su apariencia de nueva se debe a las varias restauraciones. Datos interesantes sobre esta iglesia: allí fue bautizado el famoso escritor del Siglo de Oro español Quevedo (1580-1645) y  se casó el dramaturgo y poeta español Lope de Vega (1562-1635). No dejes pasar desapercibida la pintoresca Librería San Ginés, fundada hace más de 300 años. No importa si eres un amante de la literatura o no. La librería, protegida por tejas y con sus mesitas de madera, conserva su estructura original, lo que la hace muy acogedora. Sigue por el pasadizo hasta llegar a la tradicional Chocolatería San Ginés. Prueba el chocolate con churros. ¡Seguramente no te arrepentirás!

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Foto: Chocolatería San Ginés

Continuando por la calle Arenal, llegarás a la plaza de Isabel II, más conocida como Ópera. Sigue hasta la plaza de Oriente. En esta monumental plaza, datada de 1844,  destaca entre las diversas esculturas y los bellos jardines, la efigie de Felipe IV, del siglo XVII, considerada la primera estatua ecuestre del mundo suspendida únicamente sobre las patas traseras del caballo. Verás dos de los edificios más relevantes de la ciudad: el Teatro Real y el Palacio Real. Si tienes tiempo disponible, vale la pena visitarlos.

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Plaza de Oriente. Foto: Martin Kapoun

El Palacio Real, en la calle de Bailén, se levanta en el privilegiado lugar en el que los mulsumanes construyeron la fortaleza que, en el siglo IX, fue el origen de “Mayrit”, en árabe. Cuando Alfonso VI conquista la ciudad, dos siglos más tarde, el primitivo castillo musulmán se convierte en el Alcázar de los reyes cristianos que, a lo largo de los siglos, lo van sometiendo a sucesivas reformas.

Bajo el mandato de los Austrias la antigua fortaleza llegó a adquirir el aspecto de una auténtica residencia palaciega, hasta que en 1734 sufre un incendio devastador que la reduce prácticamente a ruinas. Es entonces cuando Felipe V, el primer rey de la Casa de Borbón en España, decide levantar un nuevo palacio en el mismo emplazamiento.

Las obras comenzaron en 1736 y se prolongaron hasta 1764. De trazado cuadrangular, el palacio se organiza en torno a un gran patio central, siguiendo el esquema de los antiguos alcázares, mientras que las fachadas, en las que se empleó granito, piedra blanca de Colmenar y mármol para relieves y detalles, están inspiradas en las que realizó Bernini para el Louvre en 1665.

Palacio Real - Martin (1)
Palácio Real. Foto: Martin Kapoun

Actualmente el Palacio no se utiliza como residencia real, sino para actos oficiales, como: recepciones de gala oferecidas a los Jefes de Estado que visitan el país; presentación de cartas credenciales ante S.M. el Rey por parte de los Embajadores Extranjeros en España y audiencias militares.

Después de haberte imaginado viviendo en el Palacio y viendo una ópera desde el palco real del Teatro, es hora de redimirse visitando la Catedral de la Almudena, la principal iglesia de la Archidiocesis de Madrid y donde se presta culto a la patrona de la ciudad, Santa María de la Almudena. Su construcción se inició en 1883. Las obras concluyeron en 1993. Presenta tres estilos: neoclásico en el exterior, neogótico en el interior y neorrománico en la cripta. La entrada es por la calle Bailén. Si deseas visitar la cripta, entra por la calle Mayor.

Finalizada la visita a la catedral, dirígete a la calle Mayor. Haz una pequeña parada en la plaza de la Villa, donde se encuentran tres edificios de gran valor histórico-artístico: la Casa y Torre de los Lujanes (siglo XV), en estilo gótico-mudéjar; La Casa de Cisneros (siglo XVI), palacio plateresco; y la Casa de la Villa, de estilo barroco, perteneciente al Ayuntamiento de Madrid.

A continuación, dirígete a la plaza Mayor. Originalmente llamada plaza del Arrabal y donde se ubicaba el principal mercado de la ciudad, sirvió de escenario para varios eventos, como corridas de toros, coronaciones, ejecuciones públicas, y en la época de la Inquisición, autos de fe. Su remodelación se inició en 1577, durante el reinado de Felipe II, y finalizó en 1619, bajo el reinado de Felipe III, cuya estatua ecuestre, realizada en 1616, se encuentra en el centro de la plaza. Destaca la Casa de la Panadería, edificio de 1590 que, desde 1992, tiene la fachada pintada con figuras mitológicas relacionadas con la historia de Madrid. Hoy en día, alberga el Centro de Turismo Plaza Mayor. Todas las mañanas de domingo se celebra en la plaza Mayor el mercado de filatelia y numismática. Desde 1860, es también donde se realiza el mercado de Navidad.

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Plaza Mayor. Casa de la Panadería. Foto: Martin Kapoun

Aunque en la plaza Mayor haya una gran oferta de restaurantes, sugiero que pruebes algo más sencillo, pero muy rico: el bocadillo de calamares, en  Casa María, en la Cervecería Plaza Mayor, en Magerit o en El Soportal. Si aún no tienes hambre, no te preocupes, también lo encontrarás en otros puntos de la ciudad. Un lugar muy conocido es El Brillante, frente a la estación de tren de Atocha.

Saliendo por la parte oeste de la plaza Mayor, llegarás al Mercado de San Miguel. Vale la pena una visita. Su estructura de hierro y cristal es de principios del siglo XX, pero fue reformado y reinaugurado en 2009, convirtiéndose en un mercado gourmet, con alimentos y bebidas de calidad.

Acércate a la calle Cava de San Miguel. A continuación, en el número 17, encontrarás el restaurante Mesón del Champiñón. Se anuncia como el lugar en el que encontrarás los mejores champiñones del mundo. ¡Y sí es verdad que los hacen muy ricos! Es un sitio muy interesante. Se asemeja a una cueva repleta de setas. Sin embargo, sobre el organista hay distintas opiniones…

Siguiendo por la Cava de San Miguel, encontrarás el emblemático Arco de Cuchilleros, empinada escalera de piedra y el más famoso – y fotografiado – de los nueve portales de acceso a la plaza Mayor.

Desde el Arco de Cuchilleros hasta la plaza de Puerta Cerrada, caminarás por la calle de Cuchilleros, llena de bares y restaurantes. Uno de los más conocidos es el Restaurante Sobrino de Botín, fundado en 1725. El libro Guinness de los Récords, en su edición de 1987, lo considera el más antiguo del mundo.

Ahora, estás frente a uno de los barrios más bohemios de Madrid, La Latina. ¡Me encanta! Sigue la calle Cava Baja hasta llegar a la plaza del Humilladero. Hay opciones de bares y restaurantes en abundancia. Me gusta mucho La Chata, Casa Lucas y la tradicional Casa Lucio (¡Imprescindible hacer reserva!).

Casa lucio
Casa Lucio. Foto: Andréa Milhomem

Para finalizar el día a lo grande, ¿qué tal asistir a una actuación de flamenco? Son múltiples las opciones de tablaos. Presento algunos de ellos: Tablao La Quimera, Corral de la Morería, Casa Patas, Cardamomo, Las Carboneras.

Ciertamente, si sigues este itinerario, el día será intenso. Puede que te salgan ampollas, pero también dejará buenas fotos y recuerdos. Además, experimentarás lo que es el día a día de muchos madrileños. Tal vez incluso te sientas como el cantautor y poeta español Joaquín Sabina (1949 –  ), “Me siento más madrileño que el alcalde de Madrid, porque los que han nacido en Madrid no han podido soñarla. Lo bueno es llegar con la boina y la maleta de cartón, y a los cinco minutos ser de Madrid”.

Recuerdo que en el próximo artículo hablaré sobre el Madrid de los Borbones y haré sugerencias de otras atracciones turísticas de la ciudad. ¡Hasta pronto!

Este artículo contó con la preciosa colaboración de Elena Blanco, Auxiliar Administrativa en la Embajada de Brasil en Madrid, y del periodista Luciano Milhomem, autor de  “O Blog Menos Lido do Mundo“.

bandeiras Madrid: love at first sight

Wandering through the charming Madrid of the Austrias

Plaza Mayor
Plaza Mayor. Photo: Andréa Milhomem

The writer and journalist Francisco Umbral (1932-2007) said once that “Madrid is an excuse to tell stories”. I don’t need an excuse. Talking about Madrid is like talking about my own home. I have  deep affection for this city that treated me so well for ten years. From there I keep wonderful memories and friends who, I am sure, will be for life.

In my first months in Madrid, as I didn’t know many people, when I felt a little down, I used to go for a walk. The streets, the monuments and the blue sky, even with the lowest temperatures of winter, restored my spirits. Over time, even after having made friends, I kept taking walks. That’s how I could feel myself just like the city: lively. I make my own the words of the Catalan novelist Use Lahoz (1976  –    ): “Madrid had a weakness for me and I for her”.

The best time to go to Madrid is in the fall or in the spring. The summer is very hot, with temperatures that can exceed 40 degrees Celsius, and it doesn’t get cooler during the night.

Sightseeing in Madrid is relatively fast. The main museums (Prado, Thyssen and Reina Sofia) take more time. An option is to take the bus tour. But, in my opinion, the best way to get to know Madrid is on foot. By walking through the various alleys, you can enjoy the cafes, restaurants, tapas bars (tapas are small portions of food, from olives to the famous jamón serrano ham and manchego cheese) and flamenco locales. There are always people on the streets. There’s hustle and bustle everywhere. So beware of your wallet. Pickpockets are rife.

Any tourist reference to the city will divide it essentially into two: Madrid de los Austrias and Madrid de los Borbones. And so will this article. This one will be restricted to the interesting places to visit in the so-called Madrid de los Austrias. The next one will mention the Madrid de los Borbones and other attractions of the city.

The House of Austria is known as the Habsburg dynasty reigning in the Hispanic Monarchy (or Catholic Monarchy), from 1516, when Charles I was proclaimed king, until the death without direct succession of Charles II, in 1700.

During the dynasty of the Austrias, in 1561, Philip II moved the court from Toledo to Madrid. This decision meant that the city almost quadrupled its surface in a short time. The oldest areas of the city were thoroughly remodelled. The medieval walls and some of its doors were demolished in order to expand the streets and improve the commercial activity.

In spite of the numerous constructive works carried out by the monarchs of the House of Austria, the modernization of Madrid would take place under the House of Bourbon, a royal dynasty of French origin to which belongs the present Spanish king D. Felipe de Borbón y Grecia, who reigns under the name of Philip VI.

The best way to get to know Madrid de los Austrias is by walking. If you don’t want to do it in a rush, you can spend one day in the district.

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Photo: Andréa Milhomem

Although it is not part of the Madrid de los Austrias, I suggest that you start your tour at the square Puerta del Sol, one of the most known and popular places in the Spanish capital. The oldest building is the Post Office (Casa de Correos), built at the end of the 18th century. Today it houses the headquarters of the President of Madrid’s Autonomous Community. Of its architecture, the 19th century clock tower stands out. The watch is the protagonist on New Year’s Eve. A crowd gathers  at the square guzzling down a grape to each of its twelve chimes at midnight. It announces good luck in the arrival of the New Year. Outside the Real Casa de Correos, one can find a stone slab on the pavement marking Kilometre Zero, the official starting point for Spain’s National Roads that departs from Madrid. Another very famous monument, and popular meeting place, at Puerta del Sol, is the Bear and the Strawberry Tree (El Oso y el Madroño). Do not leave it behind without a photo!

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Puerta del Sol. Photo: Madrid Destino

Your next destination will be the Royal Palace, so take Calle Arenal, a very busy and charming pedestrian street. Do not just look at the store windows. From time to time, look up and enjoy the art noveau decoration of the buildings. Take a break in the Church of San Gines, one of the oldest in Madrid, from 1085. Its appearance of new is due to the various restorations. An interesting information about this church: there the famous writer of the Spanish gold century, Quevedo (1580-1645), was baptized, and the playwright and Spanish poet Lope de Vega (1562-1635) got married. Do not miss the picturesque Librería San Ginés, a bookstore founded more than 300 years ago. It does not matter whether you are a  literature lover or not. The bookstore is protected by tiles and, with its wooden tables, it retains its original structure. It’s lovely! Follow the alley until you reach the traditional Chocolatería San Ginés. Try the chocolate with churros and feel like a child again.

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Photo: Royal Palace

Continuing your way through Calle Arenal, you will reach the square Plaza de Isabel II, better known as Opera. Continue until Plaza de Oriente. At this monumental square, dating from 1844, stands out among the various sculptures and beautiful gardens, the effigy of Philip IV of the seventeenth century, considered the first equestrian statue of the world suspended solely by the hind legs of the horse. Two of the most important buildings of the city are at this square: the Royal Theatre and the Royal Palace. Depending on your availability, it is worth visiting them.

The Royal Palace, in Bailén Street, rises in the privileged place where the Muslims built the fortress that, in the 9th century, was the origin of “Mayrit”, in Arabic. When Alfonso VI conquered the city, two centuries later, the primitive Muslim castle became the Alcázar (fortress palace) of the Christian kings which, over the centuries, underwent successive reforms.

Under the rule of the Austrias, the old fortress acquired the appearance of an authentic palace, until 1734, when a devastating fire reduced it practically to ruins. That was the reason behind the decision of Felipe V, the first king of the House of Bourbon in Spain, to to build a new palace on the same site

The works began in 1736 and lasted until 1764. In a quadrangular layout, the palace is organized around a large central courtyard, following the scheme of the old palaces, while the facades, which used granite, white stone of Colmenar and marble for bas-relief and details, are inspired by those made by Bernini for the Louvre in 1665.

Currently it is not used as the royal residence, but as gala receptions for foreign Heads of State, the presentation of letters of credence before the King by foreign ambassadors and Military Audiences

After having imagined yourself living in the Palace and watching an opera in a royal box of the Royal Theatre, it is time to redeem yourself by visiting the Cathedral of the Almudena, the main church of the Archdiocese of Madrid and where Saint Mary of the Almudena, the patron saint of the city, is worshiped. The church’s construction began in 1883. The works were completed in 1993. It has three styles: Neoclassical  outside, Neo-Gothic inside and Neo-Romanesque in the crypt. The entrance is through Calle Bailén. If you want to visit the crypt, take Calle Mayor.

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Cathedral of the Almudena. Photo: Madrid Destino

After visiting the cathedral, head for Calle Mayor. Make a short stop at Plaza de la Villa. At this square, there are three buildings of great historical and artistic value: The Lujanes’ House and Tower (15th century) in Gothic-Mudejar style; the Cisneros’ House (16th century), a Plateresque palace; and the Casa de la Villa, in Baroque style, one of the sites of the Madrid City Council.

Then you should  walk to Plaza Mayor. This square, originally called Plaza del Arrabal and where the main market of the city was located, for centuries hosted popular entertainments, such as bullfights, coronations, and, during the Inquisition, rituals of public penance (autos de fe). Its restoration begun in 1577, during the reign of Felipe II, and was finally finished in 1619, under the reign of Felipe III, whose equestrian statue, created in 1616, is in the centre of the square. Worth mentioning is also the Casa de la Panadería, a building dating back to 1590, which in 1992 got the stunning façade with the representation of mythological figures related to the history of Madrid. Nowadays, it houses the Plaza Mayor Tourist Information Centre. Every morning, on Sundays and holidays, you will find the philatelic and numismatics market there. Since 1860, it is also where the Christmas market takes place.

Although there is a great amount of restaurants in Plaza Mayor, you can try something simpler: bocadillo de calamar (a squid sandwich made with French bread, which may be accompanied by mayonnaise and lemon). You can find it at Casa María, Cervecería Plaza Mayor, Magerit or at El Soportal. If you aren’t hungry, don’t worry. The sandwich can be found in other parts of the city. A well-known place is El Brillante, in front of Atocha train station.

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El Brillante. Photo: Martin Kapoun

Leaving from the western part of the Plaza Mayor, you will reach the San Miguel Market. It’s worth a visit. Its iron and glass structure dates back to the early 20th century, but was renovated and reopened in 2009, becoming a gourmet market.

Next, you can go to Calle Cava de San Miguel. At number 17, you will find the restaurant Mesón del Champiñón. Its publicity assures it makes the best mushrooms in the world. It certainly does! It is really a very interesting place. It resembles a cave full of mushrooms. Anyway,  opinions vary about the organist…

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Photo: Mesón del Champiñón

Following the Cava de San Miguel, you will find the emblematic Cuchilleros Arch, a steep stone stairway and the most famous – and photographed – of the nine portals that give access to the Plaza Mayor.

From the Cuchilleros Arch to the Puerta Cerrada Square, you will walk down Calle de Cuchilleros, a street full of bars and restaurants. One of the most famous is Sobrino de Botín, founded in 1725. The Guinness Book of Records, in its 1987 edition, considers it the oldest restaurant in the world.

Now, you are in the bohemian neighbourhood, La Latina. I love it! Follow Cava Baja street until you reach the Plaza del Humilladero square. There are plenty of bars and restaurants. I really enjoy La Chata, Casa Lucas and the traditional Casa Lucio (booking a table is mandatory).

To finish the day in a great way, how about watching a flamenco performance? There are multiple  options. I will only mention some of them: Tablao La Chimera, Corral de la Morería, Casa Patas, Cardamomo, Las Carboneras.

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Photo: Cardamomo Tablao Flamenco

If you follow this itinerary, the day will be quite intense. It may give you blisters, but also beautiful photos and memories. Besides, you will experience the everyday life of  most Madrilenians. You may even feel like the Spanish cantautor and poet Joaquin Sabina (1949 –    ): “I feel more Madrilenian than the mayor of Madrid, because those born in Madrid have not been able to dream about it. The good thing is to arrive with your beret and your cardboard bag, and five minutes later to become a Madrilenian”.

Remember that my next article will be about the Bourbon Madrid and I will also give you some tips on others attractions in the city. See you soon!

Elena Blanco, Administrative Assistant at the Embassy of Brazil in Madrid, and Luciano Milhomem, journalist and the author of the blog O Blog Menos Lido do Mundo, contributed to  this article. 

Dois dias em Vilnius, com direito à escapada ao Castelo de Trakai

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Vista de Vilnius e da Igreja de Santa Catarina. Foto: Centro de Informação Turística de Vilnius

Já pensou em conhecer a capital da Lituânia? Se não, pode incluí-la nos seus planos. A cidade é relativamente pequena. Tem pouco mais de 500.000 habitantes. Todos falam inglês bem. Faz parte da União Europeia, portanto a moeda é o Euro. É considerado um dos países mais seguros da Europa.

O voo de Dublin, onde moro, para Vilnius dura 3h15. Essa parte é tranquila. O ruim é, se não for cidadão europeu, passar pela imigração. Caso seja sua primeira vez na cidade, ao chegar, você não sabe a que fila se dirigir e acaba entrando na primeira que vê. Quando se dá conta, está na fila errada. Então você decide ir para a certa a de “Outros Passaportes”. É quando começa seu calvário. Uma gente que você não sabe de onde é não tem o menor respeito por algo chamado fila. Eles entram na sua frente na maior cara-de-pau. E a fila é tão confusa que você nem sabe como se posicionar para que isso não aconteça. Resultado: sem querer armar um barraco em um país estrangeiro e diante de oficiais de imigração, acredito ter sido a última a ter o passaporte carimbado.

Mas meu mau humor passou rápido. Como cheguei tarde da noite, peguei um táxi. O taxista era lindo e muito simpático. Nos poucos minutos que durou a corrida (até gostaria que a distância fosse mais longa!), ele me deu várias dicas do que fazer – e não fazer – na cidade.

Fiquei hospedada no Comfort Hotel LT – Rock’n Roll Vilnius. Esse três estrelas me causou boa impressão desde que entrei. Tem decoração jovial e moderna; recepcionistas simpáticos (vale ressaltar que você demora um pouquinho para se tocar que aqueles jovens diante de uma mesinha de computador são os recepcionistas!); quarto grande, limpo e confortável; banheiro com praticamente tudo de que necessita (só faltou shampoo e condicionador), e, ainda, com direito a um café da manhã que não é dos mais fartos, mas que oferece o essencial. O hotel está a quinze minutos do centro histórico e a curta distância das estações de ônibus e de trem.

O fuso horário na Lituânia é GMT+2hrs. Essa parte foi sofrida para mim na hora de acordar para tomar café. Quem disse que a vida de turista é fácil?

Depois do café-da-manhã, comecei meu dia. Ao chegar no centro histórico, fui ao escritório de turismo para obter informação sobre as principais atrações e pegar um mapa. Lá soube que, infelizmente, o acesso à famosa Torre do Castelo de Gediminas estava fechado. Menos mal que se vê a torre quase que de qualquer ponto do centro! Foi então que percebi que havia esquecido meu celular no hotel! Como tirar fotos?! Voltei ao hotel… Dizem que não há mal que não venha para o bem. Realmente foi ótimo, porque, ao retornar para o centro histórico, vi que sairia da Prefeitura (Rotušė) uma visita guiada gratuita (no fim, você sempre paga, mas é você quem define quanto), às 12 horas, com guias do Vilnius with Locals.

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Praça da Prefeitura. Foto: Andréa Milhomem

Em outros artigos, já comentei o quanto gosto de fazer visitas guiadas, principalmente quando acabo de chegar à cidade e não vou passar muitos dias. É uma maneira de ver o indispensável, conhecer histórias curiosas sobre a cidade, obter dicas. Sem a visita, eu jamais saberia, por exemplo, como Vilnius está conectada com a América do Sul, sobre a visita de George W. Bush à cidade, não entenderia por que existe uma escultura de uma mulher nua montada em um urso, não ouviria as divertidas histórias sobre a República de Užupis e, provavelmente, nem passaria pela rua da Literatura (Literatų Gatvė).

A visita à parte histórica da cidade e à República de Užupis durou duas horas. A guia limitou-se a falar sobre os pontos turísticos, sem que os visitássemos por dentro. Foi tão interessante que nem senti o tempo passar, mesmo chovendo um pouquinho e a temperatura não ter ultrapassado os 9 graus. Ainda tive sorte, pois, no dia seguinte à minha partida, nevou! Isso porque estamos na primavera!… Listo, a seguir, os destaques da visita guiada:

Rua dos Alemães (Vokiečių g): cheia de lojas, cafés e restaurantes. O nome lituano Vokiečių gatvė foi mencionado em textos pela primeira vez em 1576, mas a sua origem encontra-se no século XIV, quando comerciantes alemães da Liga Hanseática foram convidados pelo Grande Duque Gediminas a se estabelecerem em Vilnius com a promessa de liberdade religiosa. Depois da invasão soviética, em 1940, esse bulevar ficou com uma característica peculiar: do lado esquerdo, os prédios permaneceram com a arquitetura alemã; do lado direito, adotou-se o estilo soviético.

República de Užupis. Esse bairro de Vilnius, por obra de artistas e boêmios, converteu-se em república no dia 1º de abril de 1997. O fato de ser o Dia da Mentira não é por acaso. Essa república pouco ortodoxa tem seus próprios governantes, ou seja, um presidente, um primeiro ministro, um bispo, embaixadores. Eles têm hino nacional, mapa e até uma Constituição! A lei que regula os direitos e deveres dos cidadãos de Užupis foi traduzida para nove idiomas (infelizmente, não há versão em português) e está afixada em um muro. Entre seus 41 artigos, regulamenta-se, por exemplo, que todos têm direito a ser felizes, todos têm direito a ser infelizes, um cachorro tem direito a ser um cachorro, todos têm direito a errar, todos têm direito a chorar etc. De uma das pontes que dá acesso à República, vê-se a uma sereia. Segundo a lenda, aqueles que não resistirem a seu encanto permanecerão em Užupis… O símbolo da República é uma mão aberta. Pressupõe-se que seus cidadãos são tolerantes e abertos a tudo e a todos. Você vai deparar com uma engraçada estátua de Jesus com uma mochila. A explicação: consideram que Jesus foi o primeiro mochileiro do mundo! No 1º de abril de 2002, para comemorar sua “independência”, foi exposta ao público, pela primeira vez, a escultura o Anjo de Užupis. Criatividade e histórias é o que não falta!

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Anjo de Užupis. Foto: Andréa Milhomem

Igreja de Santa Ana (šv. Onos bažnyčia). É um dos principais símbolos da cidade e, para mim, a fachada mais bonita, devido ao incrível efeito dos 33 tipos diferentes de tijolos justapostos. Não se sabe ao certo quando foi construída a igreja original. Acredita-se, entretanto, que seu estilo gótico data entre 1495 e 1500, por obra do arquiteto alemão Benedikt Rejt (1453-1534), famoso por ter projetado parte do Castelo de Praga, na República Tcheca. Napoleão Bonaparte a visitou em 1812. Dizem que ficou tão fascinado com a beleza da igreja que gostaria de levá-la com ele para Paris, na palma de sua mão. É algo difícil de acreditar, tendo em vista que foi onde instalou a cavalaria francesa…

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Igreja de Santa Ana e Igreja de São Bernardo. Foto: Andréa Milhomem

Igreja de São Bernardo. Está ao lado da Igreja de Santa Ana. De longe, tem-se a impressão de que são uma só. A partir de uma observação mais atenta, percebe-se que são completamente diferentes. Nesta, foram adicionadas a arquitetura barroca e renascentista. Foi construída, na metade do século XV, a pedido de monges da Ordem de São Bernardo.

Rua da Literatura (Literatų g.). O que mais chama a atenção nessa rua são placas e pequenos objetos de metal, madeira, vidro, afixados nas paredes. A ideia de restaurá-la e decorá-la foi de um grupo de artistas, em 2008, como homenagem a poetas e escritores que, de alguma forma, tenham deixado marca na cidade ou no país. O resultado é original e interessante.

Palácio Presidencial (Prezidentūra). A atual residência oficial, de arquitetura clássica, foi, primeiramente, um palácio episcopal, de menores proporções, no século XIV. Até adquirir a estrutura que tem hoje em dia, passou por várias reformas.

Universidade de Vilnius (Vilniaus Universitetas). Originou-se no ano de 1570 como Colégio Jesuíta. Em 1579, o Papa Gregório XIII aprovou a fundação da Universidade, que deixou de estar vinculada à Igreja Católica a partir de 1773. Por apenas € 1,50, é uma das visitas mais interessantes a se fazer na cidade. Enumero, a seguir, o que é imperdível. 1) O Pátio Maior é um complexo harmonioso de edifícios de vários períodos e estilos (renascentista, barroco, neoclássico). É onde se encontra a Igreja de São João Batista e de São João Apóstolo e Evangelista, fundada em 1386 por iniciativa dos cidadãos. A primeira igreja era gótica, mas, depois dos incêndios de 1737 e 1749, foi reconstruída em estilo barroco. Junto à igreja, eleva-se um campanário de 68m, construído a princípios do século XVII. 2) A livraria “Littera”, de estrutura barroca, encontra-se no pátio M. K. Sarbievijus. Os belos afrescos pintados no teto em 1978 representam figuras das ciências e das artes que tiveram êxito na Universidade de Vilnius. Nos pilares, estão representados os retratos de alunos, professores e mecenas mais célebres da universidade. 3) Os afrescos do Centro de Estudos Lituanos, criados em 1976-1985, formam o ciclo das estações do ano. Estão representados temas e símbolos da mitologia lituana. 4) O pátio de Simonas Daukantas (1793-1864) homenageia ao aluno da universidade e primeiro historiador que escreveu a história do país em lituano.

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Universidade de Vilnius. Pátio Maior. Foto: Andréa Milhomem

Catedral Basílica de São Estanislau & São Ladislau (Vilniaus Šv. Stanislovo ir Šv. Vladislovo arkikatedra bazilika). É considerado o mais importante edifício católico na Lituânia. A igreja foi construída em 1251, onde funcionou como templo pagão. Com a morte do Grande Duque Mindaugas, em 1263, o templo voltou a ser pagão. Após a conversão oficial do país ao Cristianismo, em 1387, foi restituído à Igreja Católica. O edifício atual data de 1419, embora tenha sofrido várias modificações desde então. O título de “Basílica” foi dado pelo Papa Pio XI, em 1922. Várias figuras representativas da história da Lituânia estão enterradas no mausoléu.

A visita guiada terminou em frente à Catedral. Eu estava ansiosa para ir ao Museu das Vítimas do Genocídio, também conhecido como Museu da KGB. Perguntei à guia como ir. A partir da catedral, o melhor acesso é pela Avenida Gediminas (Gedimino Prospektas), a rua principal da cidade e onde se concentra a maioria das instituições governamentais.

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Museu do Genocídio. Foto: Andréa Milhomem

Entendo que nem todos têm estômago para esse tipo de exposição. Eu vejo porque tenho fascínio por história. Gosto de entender os fatos passados, por mais violentos e tristes que sejam. O edifício instalou, entre 1940 e 1991, as polícias secretas russas NKVD e  KGB.  Entre 1942 e 1944, o prédio foi controlado pela Gestapo, a polícia secreta nazista. Há em várias salas, objetos e móveis usados por seus ocupantes. A exposição permanente engloba desde o final dos anos de 1930, quando a Lituânia viu sua soberania ser destruída por Moscou e implementada a ideologia comunista; o período da ocupação nazista e do holocausto; até a resistência popular anti-soviética (1954-1991). No subsolo, encontra-se a prisão da KGB, estabelecida no outono de 1940, após a Lituânia ter sido ocupada pela União Soviética. Naquela época, a prisão tinha 50 celas. No início de 1960, a maioria das celas passou a ser usada para arquivo da KGB. Hoje em dia, a prisão está exatamente como foi deixada pela KGB em 1991. É muito triste ver as condições de humilhação e miséria a que um ser humano sujeita o outro.

Para tentar digerir todas as informações, fui ao bem recomendado restaurante Town. Embora a especialidade sejam as carnes, tomei uma sopa maravilhosa e comi um filé de halibute delicioso. Aprovado.

Bem alimentada, repassei os lugares onde havia estado com a guia para fotografá-los. Adoro fazer isso. Assim, gravo melhor  os relatos que ouvi. Fui ainda a dois lugares nos quais não havia estado: a Igreja Dominicana do Santo Espírito (Šventosios Dvasios bažnyčia) e a Porta da Aurora (Aušros Vartai).

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Porta da Aurora. Foto: Andréa Milhomem

A Igreja do Santo Espírito é uma das mais antigas de Vilnius. Adquiriu a aparência atual a finais do século XIV. Sua arquitetura barroca data da metade do século XVIII, após ter sido restaurada por causa de sérios incêndios. Em seu interior, o estilo rococó prevalece, o que a deixa suntuosa. Como estava havendo missa, não pude apreciá-la mais detalhadamente.

A Porta da Aurora é um dos santuários mais visitados em Vilnius. Entre 1503 e 1522, foram construídos cinco portais nas muralhas defensivas. Esse foi o único que resistiu. Uma imagem do século XVII da Santíssima Virgem Maria, a Mãe da Misericórdia (a Madona de Vilnius) foi colocada no portal para proteger a cidade, conforme costume da época. Acredita-se que ela tem poderes curativos. É um local reverenciado tanto por católicos quanto por ortodoxos. Manteve-se aberto inclusive durante a ocupação soviética.

Para terminar o dia, fui ao Holigans, um restaurante vegetariano próximo ao hotel. Tomei uma apetitosa sopa de beterraba, acompanhada de uns pãezinhos deliciosos. O lugar é descontraído, barato, com bom atendimento e alimentos saudáveis. Eles também servem cafés e tortas.

No dia seguinte, fui a Trakai, cidade medieval a 30 km de Vilnius. Do hotel para a estação de ônibus (Sodų g. 22), são uns cinco minutos. Compra-se a passagem diretamente do motorista. Paguei 1,80. O ônibus sai da plataforma 6. O trajeto de Vilnius para Trakai durou trinta minutos. É possível ir de trem, mas há menos opções de horário. Ao chegar em Trakai, é necessário caminhar dois quilômetros até as duas pontes de pedestres que dão acesso ao castelo. Paga-se pela entrada € 6,00 (mais € 1,50, caso queira tirar fotos). Caso prefira simplesmente admirá-lo por fora, dos os jardins e apreciando a vista do lago, é possível fazê-lo.

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Castelo de Trakai. Foto: Andréa Milhomem

O impressionante castelo de Trakai com suas torres vermelhas é também conhecido como Castelo da Ilha (Trakų salos pilis), por estar situado numa ilha no lago Galvé. Começou a ser construído no século XIV, a pedido do Grande Duque da Lituânia Kęstutis e foi concluído por seu filho Vytautas, o Grande, no começo do século XV.

Embora o grande chamariz seja seu famoso castelo gótico, a arquitetura dessa cidade rodeada por três lagos também merece destaque por suas casas de madeira. Além disso, o povo de Trakai tem uma história longa e rica. Nela, no século XIV, a convite do grão-duque Vytautas, chegaram os caraítas, povo originário dos judeus, de fala turca, não seguidores do Talmude. Hoje em dia, ainda vivem em Trakai uns 50 lituanos caraítas. Vestígios de sua cultura podem ser encontrados na kenesa, local de adoração dos caraítas semelhante a uma sinagoga.

Almocei no restaurante Kybynlar. Comi kibinai (uma espécie de empada). Escolhi com recheio de espinafre e queijo. Pedi também uma torta de peixe com tomate cherry, que estava saborosíssima. Decidi experimentar a cerveja Svyturys e gostei!

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Comida típica. Foto: Andréa Milhomem

Voltei a Vilnius ainda com tempo de subir a Montanha das Três Cruzes e ir à Igreja de São Pedro e São Paulo.

A Montanha das Três Cruzes é um símbolo, ao mesmo tempo, de luto e esperança. Segundo a lenda, sete monges franciscanos foram ali crucificados no século XIV. Desde então, foram construídas cruzes no local. A obra que se vê hoje, de Kęstutis Šilgalis, é de 1989. Em dias claros, imagino que a vista da cidade histórica seja espetacular. Infelizmente, não tive essa sorte.

A Lituânia é predominantemente católica, embora os pagãos só tenham se convertido ao cristianismo a partir do século XIV. Conta-se que, para cristianizar a população, os padres ofereciam um casaco de lã a todos que fossem batizados. Em um país frio, cheio de campesinos pobres, o que se podia esperar?! Alguns iam até a vila vizinha e se batizavam outra vez. Quanto mais fosse batizado, mais casaco no armário…

Há uma quantidade impressionante de igrejas no país. Só em Vilnius, há mais de 70, embora de diferentes religiões. Entretanto, sabem qual é a segunda religião com mais seguidores na Lituânia?! O basquete! Segundo a guia do Vilnius with Locals, falar de basquete é, inclusive, uma boa forma para começar um bate-papo com os locais…

Mas como eu não saberia começar uma conversação falando de basquete, opto por comentar sobre a exuberante Igreja de São Pedro e São Paulo (Šv. apaštalų Petro ir Povilo bažnyčia). Apesar de preferir igrejas góticas, tenho de tirar o chapéu para essa barroca, uma obra-prima do século XVII. O que mais me deixou extasiada foi o seu interior. Os mais de 2000 ornamentos feitos com estuque, e que representam cenas religiosas e mitológicas, são de fazer cair o queixo.

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Igreja de São Pedro e São Paulo. Foto: Andréa Milhomem

Para terminar a viagem ainda mais contente, saí completamente da dieta e fiz um lanche hipercalórico. Fui a AJ Sokoladas, uma chocolateria retrô divina, na charmosa rua Pilies (Pilies g). Pedi uma torta de chocolate amargo, marzipã e rum. Como acompanhamento, chocolate quente. Diz um ditado lituano: Deus deu dentes; ele dará o pão (Dievas davė dantis, Dievas duos ir duonos). Ele me deu chocolate! A chocólatra foi embora feliz e empanzinada.

Peguei um ônibus para o aeroporto. A passagem custa € 1,00. Da estação de ônibus, o trajeto é feito em uns dez minutos. Voltei para casa cansada, mas, ao mesmo tempo, me sentindo mais forte e cheia de vitalidade. Como dizia Sêneca: viajar e mudar de lugar revitaliza a mente. Até a próxima!

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Rua Principal (Didžioji g.). Igreja Ortodoxa São Parasceve. Foto: Andréa Milhomem

espanhaDos días en Vilnius, con escapada al Castillo de Trakai

¿Alguna vez has pensado conocer  la capital de Lituania? Si aún no, deberías incluirla en tus planes. La ciudad no es muy grande. Tiene poco más de 500.000 habitantes. Todos hablan inglés muy bien. Lituania forma parte de la Unión Europea, por lo que la moneda es el Euro. Se considera uno de los países más seguros de Europa.

El vuelo de Dublín, donde vivo, a Vilnius tiene una duración de 3 horas 15 minutos. Esa parte es tranquila. Lo malo, si no eres ciudadano europeo, es pasar por el Control de Pasaportes. Si es tu primera vez en la ciudad, no sabes a qué cola dirigirte y vas a la primera que ves. Cuando te das cuenta, estás en la cola equivocada. Por lo que decides ir a buscar la correcta, en mi caso la de “Otros Pasaportes.” Es entonces cuando comienza tu calvario. Te pones junto a una gente que no tienes ni idea de dónde son y que encima no tienen ningún respeto por algo que se llama cola. Los caraduras se ponen delante de ti con desfachatez. Y la cola es tan confusa que ni siquiera sabes cómo posicionarte de manera que eso no ocurra. Resultado: sin querer ponerme en apuros en un país extranjero y delante de los oficiales de Aduana, creo haber sido la última en tener sellado el pasaporte.

Mi mal humor pasó rápidamente. Por haber llegado muy tarde en la noche, cogí un taxi. El taxista era muy guapo y amable. En los pocos minutos que duró el trayecto (!Me hubiera encantado que la distancia fuera más larga!), me dio varios consejos de qué hacer – y qué no hacer – en la ciudad.

Me quedé en el Comfort Hotel LT – Rock’n Roll Vilnius. Este tres estrellas me causó muy buena impresión desde el primer momento. La decoración es original y moderna; los recepcionistas son muy simpáticos (!Cabe destacar que empleas algo de tiempo en darte cuenta de que los jóvenes frente a una mesa de ordenador son los recepcionistas!); la habitación es grande, limpia y cómoda; el baño tiene prácticamente todo lo que necesitas (menos champú y acondicionador); el desayuno no es abundante, pero tiene lo esencial. El hotel está a quince minutos del centro histórico y a poca distancia de las estaciones de autobús y tren.

La zona horaria en Lituania es GMT + 2 h. Así que fue muy duro despertarme para el desayuno. ¿A quién se le ocurre decir que la vida de turista es fácil?

Después del desayuno, me dirigí al centro histórico. Fuí a la oficina de turismo para informarme sobre los principales lugares de interés y coger un mapa. Allí supe que, lamentablemente, el acceso a la famosa Torre del Castillo de Gediminas estaba cerrada. ¡Menos mal que se  ve de casi cualquier punto del centro! Al salir de la oficina de turismo, me di cuenta de que había olvidado el móvil en el hotel! Cómo hacer las fotos?! Así que tuve que regresar al hotel… Dicen que no hay mal que por bien no venga. De veras. Al volver al centro histórico, vi que salía del Ayuntamiento (Rotušė) una visita guiada gratuita a las 12 horas, con los de Vilnius with locals.  Al final siempre hay que pagar, pero eres tú quien estableces la cantidad.

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Castillo de Gediminas. Foto: Centro de Información Turística de Vilnius

En otros artículos, ya he mencionado lo mucho que me gusta hacer visitas guiadas, especialmente cuando acabo de llegar a la ciudad y no voy a pasar muchos días. Es una manera de ver lo que es esencial, de saber historias curiosas sobre la ciudad, de que te sugieran qué hacer. Sin la visita jamás llegaría a saber, por ejemplo, la razón por la cual Vilnius está conectada con Sudamérica, sobre la visita de George W. Bush a la ciudad, no entendería por qué hay una escultura de una mujer desnuda sentada en un oso, no conocería unas cuantas historias divertidas sobre la República de Užupis y, probablemente, no pasaría por la calle de la Literatura (Literatu Gatvė).

La visita a la ciudad histórica y a la República de Užupis dura dos horas. En el paseo, la guía se limita a hablar de los lugares de interés sin que visitemos su interior. De todas formas, la visita fue tan interesante que ni sentí pasar el tiempo, incluso lloviendo un poco y con una temperatura que no superaba los nueve grados. Todavía tuve suerte, porque al día siguiente a mi partida, !nevó! !Y eso que estábamos en primavera! A continuación, destaco lo que me ha parecido más interesante en la visita:

La Calle Alemana (Vokiečių g) está llena de tiendas, cafés y restaurantes. El nombre lituano Vokiečių gatvė fue por primera vez mencionado en textos en 1576, pero su origen está en el siglo XIV, cuando los comerciantes alemanes de la Liga Hanseática fueron invitados por el Gran Duque Gediminas a instalarse en Vilnius, con la promesa de libertad religiosa. Después de la invasión soviética en 1940, este bulevar pasó a tener una característica peculiar: el lado izquierdo de los edificios mantuvo la arquitectura alemana; en el de la derecha, se adoptó el estilo soviético.

La República de Užupis me pareció muy interesante y divertida. Este distrito de Vilnius, a través del trabajo de artistas y bohemios, se convirtió en república el 1 de abril de 1997. El hecho de que fuera el Día de los Inocentes no es por casualidad. Esta república poco ortodoxa tiene sus propios mandatarios, es decir, un presidente, un primer ministro, un obispo, embajadores. Tienen himno nacional, mapa e incluso !una Constitución! La ley que regula los derechos y deberes de los ciudadanos de Užupis ha sido traducida a nueve idiomas (incluso al español) y está fijada a una pared. Entre sus 41 artículos se reglamenta, por ejemplo, que todos tienen derecho a ser felices, todos tienen derecho a ser infelices, un perro tiene derecho a ser un perro, todos tienen derecho a equivocarse, todos tienen derecho a llorar, etcétera. En uno de los puentes que dan acceso a la República hay una escultura de una sirena. Según la leyenda, los que no resisten a su encanto permanecen en Užupis… El símbolo de la República es una mano abierta. Se supone que sus ciudadanos son tolerantes y abiertos a todo y a todos. Te verás delante de una estatua de Jesús con una mochila. La explicación: ¡Consideran que Jesús fue el primer mochilero del mundo! El 1 de abril de 2002, para celebrar su “independencia”, fue expuesta al público, por primera vez, la escultura del Ángel de Užupis. Se nota que no les falta creatividad e historias que contar.

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Iglesia de Santa Ana (šv. Onos bažnyčia). Es uno de los principales símbolos de la ciudad y, para mí, entre todas las iglesias que he visto en Vilnius, es la que tiene la fachada más bella. Eso se debe al increíble efecto de los 33 diferentes tipos de ladrillos yuxtapuestos. No se sabe exactamente cuando la iglesia original fue construida. Se cree, sin embargo, que su estilo gótico se desarrolló entre 1495 y 1500, a través de la obra del arquitecto alemán Benedikt Rejt (1453-1534), famoso por haber diseñado partes del Castillo de Praga, en la República Checa. Napoleón Bonaparte la visitó en 1812. Se dice que se quedó tan fascinado por la belleza de la iglesia que le hubiera gustado poder llevársela a París, en la palma de la mano. Es algo difícil de creer, dado que allí instaló a la caballería francesa…

Iglesia de San Bernardo. Está al lado de la Iglesia de Santa Ana. Desde lejos, se tiene la sensación de que son una sola. Pero, en cuanto la miras más de cerca, te darás cuenta de que son completamente distintas. A esta se le añadieron la arquitectura barroca y renacentista. Fue construida a mediados del siglo XV, a petición de los monjes de la Orden de San Bernardo.

Calle de la Literatura (Literatų g.) Lo que más llama la atención en esta calle son las placas y los pequeños objetos de metal, madera y vidrio enganchados a las paredes. La idea de restaurar la calle y decorarla se debe a un grupo de artistas que, en  2008, lo hizo como un homenaje a poetas y escritores que, de alguna manera, han dejado huella en la ciudad o en el país. El resultado es original e interesante.

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Calle de la Literatura. Foto: Andréa Milhomem

Palacio Presidencial (Prezidentūra). La actual residencia oficial, de arquitectura clásica, fue un palacio episcopal, de menores proporciones en el siglo XIV. Hasta adquirir la estructura que tiene hoy, ha pasado por varias reformas.

Universidad de Vilnius (Vilniaus Universitetas). Tiene su origen en el año 1570 como colegio jesuita. En 1579, el Papa Gregorio XIII aprobó la fundación de la Universidad, que dejó de estar vinculada a la Iglesia Católica a partir de 1773. Por sólo 1,50 €, es uno de los lugares de la ciudad al que, definitivamente, hay que ir. Enumero, a continuación, lo que es imperdible. 1) El Patio Mayor es un complejo armónico de edificios de distintas épocas y estilos (renacentista, barroco, neoclásico). Allí verás la Iglesia de San Juan Bautista y San Juan el Apóstol y Evangelista, fundada en 1386 por iniciativa de los ciudadanos. La primera iglesia era gótica, pero, después de los incendios de 1737 y 1749 fue reconstruida en estilo barroco. Junto a la iglesia, se levanta un campanario de 68 metros construido a principios del siglo XVII. 2) La librería “Littera”, de estructura barroca, está en el patio M. K. Sarbievijus. Los hermosos frescos pintados en el techo en 1978 representan a personas de la ciencia y de las artes que tuvieron éxito en la Universidad de Vilnius. En los pilares están representados los retratos de los estudiantes, los profesores y los más célebres mecenas de la Universidad. 3) Los frescos del Centro de Investigación de Lituania, creados en 1976 a 1985, forman el ciclo de las estaciones. En ellos están representados temas y símbolos de la mitología lituana. 4) El patio Daukantas Simonas (1793-1864) rinde homenaje al estudiante de la universidad y primer historiador que escribió la historia del país en lituano.

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Universidad de Vilnius. Patio Mayor. Foto: Andréa Milhomem

Basílica Catedral de San Estanislao y San Ladislao (Vilniaus Šv. Stanislovo ir Šv. Vladislovo arkikatedra bazilika). Se considera el edificio católico más importante de Lituania. La iglesia fue construida en 1251 sobre un templo pagano. Con la muerte del Gran Duque Mindaugas, en 1263, el templo volvió a ser pagano. Después de la conversión oficial del país al Cristianismo, en 1387 le fue devuelto a la Iglesia Católica. El edificio actual data de 1419, aunque ha sufrido varias modificaciones desde entonces. El título de “Basílica” le fue dado por Papa Pío XI en 1922. Varias figuras representativas de la historia de Lituania están enterradas en el mausoleo.

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Basílica Catedral de San Estanislao y San Ladislao. Foto: Andréa Milhomem

La visita terminó en frente de la catedral. Estaba ansiosa por ir al Museo de las Víctimas del Genocidio, también conocido como el Museo de la KGB. Le pregunté a la guía cómo ir. Desde la catedral, el mejor acceso es por la avenida Gediminas (Gedimino Prospektas), la calle principal de la ciudad y donde se concentran la mayoría de las instituciones gubernamentales.

Entiendo que no todo el mundo tiene estómago para ese tipo de exposiciones. Voy porque me fascina la historia. Me gusta entender los eventos pasados, por más violentos y tristes que sean. En ese edificio se establecieron entre 1940 y 1991, las policías secretas rusas NKVD y KGB. Entre 1942 y 1944, la Gestapo, la policía secreta nazi, ocupó el edificio. Hay varias habitaciones, objetos y muebles que lo confirman. La exposición permanente engloba desde finales de los años 30 cuando Lituania vió su soberanía  destruida por Moscú y implantada la ideología comunista; el período de la ocupación nazi y del Holocausto; hasta la resistencia popular anti-soviética (1954-1991). En el sótano se encuentra la prisión de la KGB, establecida en el otoño de 1940, después de que Lituania fue ocupada por la Unión Soviética. En ese momento, la prisión tenía 50 celdas. A principios de 1960, la KGB pasó a utilizar 31 de las celdas como archivo. Hoy en día la prisión está exactamente como la dejó la KGB en 1991. Es muy triste ver las condiciones de humillación y miseria a  las que un ser humano somete a otro.

Para tratar de digerir toda la información fui al renombrado restaurante Town. Aunque la especialidad son las carnes, tomé una sopa riquísima y comí un delicioso filete de fletán. Lo recomiendo.

Bien alimentada, repasé los lugares donde había estado con la guía para  fotografiarlos. Me encanta hacerlo. Así consigo memorizar mejor todo lo que se ha dicho. Después fui a dos otros sitios donde no había estado aún: la Iglesia Dominicana del Espíritu Santo (Šventosios Dvasios bažnyčia) y las Puertas del Alba (Aušros Vartai).

La Iglesia del Espíritu Santo es una de los más antiguas de Vilnius. Adquirió el aspecto actual a finales del siglo XIV. Su arquitectura barroca data de mediados del siglo XVIII, después de haber sido restaurada debido a incendios graves. En su interior, prevalece el estilo rococó, lo que la hace suntuosa. Cuando entré, se celebraba misa, así que, por respeto, preferí no quedarme.

Las Puertas del Alba es uno de los santuarios más visitados en Vilnius. Entre 1503 y 1522 se construyeron cinco puertas en los muros defensivos. Esta fue la única que resistió. Una imagen del siglo XVII de la Virgen María, la Madre de la Misericordia (la Madonna de Vilnius) se colocó en el portal para proteger la ciudad, como costumbre de la época. Se cree que tiene poderes curativos. Este es un sitio venerado tanto por católicos como por ortodoxos. Se mantuvo abierto incluso durante la ocupación soviética.

Para finalizar el día, fui a Holigans, un restaurante vegetariano al lado del hotel. Tomé una sopa de remolacha muy sabrosa, acompañada por unos ricos panecillos. El lugar es tranquilo, tiene buen precio, un personal atento y la comida es sana. También sirven cafés y pasteles.

Al día siguiente fui a Trakai, una ciudad medieval a 30 km de Vilnius. Desde el hotel a la estación de autobuses (Sodų g. 22) tardé unos cinco minutos. Se puede comprar el billete directamente del conductor (1,80 €). El autobús sale de la dársena seis. Desde Vilnius a Trakai se tarda treinta/cuarenta minutos. Se puede ir en tren, pero hay menos opciones de horarios. Al llegar a Trakai, hay que caminar dos kilómetros para llegar a los dos puentes que dan acceso al castillo. El precio de la entrada es 6,00 € (1.50 € más si quieres hacer fotos). Si prefieres simplemente admirar el castillo desde los jardines exteriores y disfrutar de la vista del lago, puedes hacerlo.

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Castillo de Trakai. Foto: Andréa Milhomem

El impresionante castillo de Trakai con sus torres de color rojo también se conoce como la Isla de Castillo (Trakų salos pilis), ya que se encuentra en una isla del lago Galvé. Comenzó a construirse en el siglo XIV, a petición de Kęstutis, el Gran Duque de Lituania. Su hijo Vytautas el Grande concluyó las obras en el siglo XV.

Aunque el gran atractivo de Trakai sea su famoso castillo gótico, la arquitectura de esa ciudad rodeada por tres lagos también destaca por sus casas de madera. Además, su pueblo tiene una larga y rica historia, lo que se debe principalmente a los caraítas, judíos de habla turca, no seguidores del Talmud, que, en el siglo XIV, por invitación del Gran Duque Vytautas, se fueron a vivir a Trakai. Hoy en día sólo quedan cerca de 50 lituanos caraítas. Las huellas de su cultura se pueden encontrar en la kenesa, lugar de culto semejante a una sinagoga.

Almorcé en el restaurante Kybynlar. Comí las tradicionales Kibinai (se parecen a las empanadas). Elegí una con relleno de espinacas y queso. También tomé un pastel de pescado con tomates cherry que estaba muy sabroso. Probé la cerveza Svyturys. La recomiendo.

Volví a Vilnius todavía con tiempo para subir a la Montaña de las Tres Cruces e ir a la Iglesia de San Pedro y San Pablo.

La Montaña de las Tres Cruces es un símbolo, de duelo y de esperanza a la vez. Según la leyenda, siete monjes franciscanos fueron crucificados allí en el siglo XIV. Desde entonces  se han levantado cruces en el sitio. La obra que se ve hoy, de Kęstutis Šilgalis, es del año 1989. Me imagino que en los días claros la vista de la ciudad histórica debe ser espectacular. Desafortunadamente, no tuve suerte.

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Montaña de las Tres Cruces. Foto: Andréa Milhomem

Lituania es predominantemente católica, aunque los paganos sólo se convirtieron al cristianismo a partir del siglo XIV. Se dice que, para cristianizar a la gente, los sacerdotes ofrecían una chaqueta de lana a todos los que se bautizaran. En un país frío, lleno de campesinos pobres, lo que pasó fue que muchos se bautizaron más de una vez… Cuantos más bautizos, más abrigos en el armario…

Hay un número impresionante de iglesias en el país. Sólo en Vilnius, hay más de 70, aunque de diferentes religiones. Sin embargo, ¿saben cuál es la segunda religión con más seguidores en Lituania? !El baloncesto! De acuerdo con la guía de Vilnius with Locals, hablar sobre el baloncesto es incluso una buena manera de entablar conversación con la gente del país.

Pero como yo sería incapaz de dar inicio a una conversación sobre el baloncesto, mejor seguir con comentarios sobre iglesias… Por ejemplo, sobre la exuberante Iglesia de San Pedro y San Pablo (Šv. apaštalų Petro ir Povilo bažnyčia). Apesar de mi preferencia por las iglesias góticas, esta obra maestra barroca del siglo XVII me dejó sin habla. Los más de 2.000 adornos hechos con estuco, y que representan escenas religiosas y mitológicas, son fantásticos.

Para finalizar el viaje aún más contenta, olvidé por completo la dieta  y me tomé una merienda de alto contenido calórico. Fui a AJ Sokoladas, una chocolatería divina. Pedí una tarta de chocolate negro, mazapán y ron. Para beber, chocolate caliente. De acuerdo con un dicho popular lituano: “Dios dio los dientes; Él te dará el pan” (Dievas davė dantis, Dievas duos ir duonos). Pues a mí Él me dió el chocolate! Salí de allí con la tripa a punto de reventar, pero muy feliz.

Cogí un autobús para el aeropuerto. El coste del billete es de 1,00 €. El trayecto se hace en diez minutos. Volví a casa cansada, pero a la vez, con más fuerza y vitalidad. Como decía Séneca: viajar y cambiar de lugar revitaliza la mente. !Hasta la próxima!

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Museo Nacional de Lituania. Foto: Andréa Milhomem

bandeirasVilnius and Trakai in two days

Have you ever considered visiting the capital of Lithuania? If not, you should include it in your plans. The city is relatively small. It has just over 500,000 inhabitants. They all speak very good English. It is part of the European Union, so the currency is Euro. It is considered one of the safest countries in Europe.

The flight from Dublin, where I live, to Vilnius takes 3 hours and 15 minutes. That’s the bright side. By constrast, if you are not a European Union citizen, the problem is to go through the passport control. If it’s your first time in town, when you arrive, you don’t know which line you should wait in and you end up in the first  line you see to finally realize you’re in the wrong one. So you decide to move to the right one (in my case, it was “Other Passports”). That’s when your ordeal begins. People you can’t identify where they come from show no respect for something called queue. They cut in line and show no embarrassment. And the queue is so confusing that you don’t even know how to position yourself to avoid it to happen. In the end, as I didn’t want fuss over in a foreign country and in front of immigration officers, I’m pretty sure I was the last one to have the passport stamped.

But my bad mood didn’t last too long. As I arrived late at night, I took a taxi. The taxi driver was very handsome and friendly. On the short way to the hotel (I would have loved if the distance were longer!), he provided me with several dos and don’ts in the city.

I stayed at the Comfort Hotel LT – Rock’n Roll Vilnius. My first impression was very good. The hotel’s décor is modern and fashionable; the receptionists are friendly (but it takes a little while to figure out that some nice guys at a computer desk are the receptionists!); the bedroom is big, clean and comfortable; the bathroom has everything you need (it only lacks shampoo and hair conditioner), and the complimentary breakfast is okay. The hotel is about a 15 minute walk from the Old Town and very close to the bus and train stations.

The time zone in Lithuania is GMT + 2hrs. So waking up at the next day was really hard for me. Who says it’s easy to be a tourist?

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German Street. Photo: Andréa Milhomem

After breakfast, my day really began. Upon arrival in the Old Town, I went to the tourist office to get information about the main attractions and a map. There I was  told that, unfortunately, the access to the famous Gediminas Castle Tower was closed. At least it was possible to see the tower from almost anywhere! When I left the tourist office I realized that I had left my cell phone back in the hotel! How to take pictures?! I returned to the hotel… There is a proverb that says, “every cloud has a silver lining”. In fact, it suited me fine because when I came back to the Old Town, I found out that there was a free walking tour, Vilnius with Locals, leaving the City Hall (Rotušė) at 12 a.m. In the end, you always pay, but you define the price.

In other articles, I have already mentioned how much I like to join guided tours, especially when I’ve just arrived in a city where I will not spend many days. It is a way to see what is essential, to hear exciting stories about the city and the people, to get relevant tips. If I hadn’t taken the walking tour, I would have never known, for example, how Vilnius is connected to South America, about George W. Bush’s visit to the city, I wouldn’t have understood  why there is a sculpture of a naked woman on a bear, I wouldn’t have heard  the funny stories about the Republic of Užupis and probably I wouldn’t have even strolled down the Literatu Street (Literatų Gatvė).

The tour of the Old Town and the Republic of Užupis lasted two hours. It was so interesting that I didn’t feel the time goes by, even though it was raining a little bit and the temperature was around 9°C. I was still lucky, because the day right after I left, it snowed there! And I went in the spring!.. Below, I’ll provide details of the highlights of the walking tour:

German Street (Vokiečių g). It’s full of shops, cafes and restaurants. The earliest mention of the Lithuanian name Vokiečių gatvė in texts was in 1576. Its origin, however, dates back to the 14th century, when German merchants of the Hanseatic League were invited by Grand Duke Gediminas to settle in Vilnius with the promise of religious freedom. After the Soviet invasion, in 1940, this boulevard had a peculiar feature: on the left side, the buildings kept the German architecture; on the right side, it adopted the Soviet style.

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German Street. Photo: Andréa Milhomem

The Republic of Užupis. Created by artists and bohemians, this district of Vilnius became a republic on April 1st, 1997. The fact of being the Fool’s Day is not by chance. This unorthodox republic has its own rulers: a president, a prime minister, a bishop, ambassadors. They have a national anthem, a map and even a Constitution! The law that regulates the rights and duties of the Užupis’citizens has been translated into nine languages ​​(English included) and it is fixed onto a wall. Among their 41 clauses, it says, for example, that everyone has the right to be happy, everyone has the right to be unhappy, a dog has the right to be a dog, everyone has the right to make mistakes, etc. From one of the bridges that gives access to the Republic, you can see a mermaid statue. According to the legend, those who do not resist her charm will remain in Užupis… The symbol of the Republic is an open hand. It is assumed that its citizens are open minded. You’ll also come across a funny statue of Jesus with a backpack. The explanation: they consider Jesus was the first backpacker in the world! On April 1st, 2002, to commemorate its “independence”, a sculpture called Užupis Angel was exposed to the public for the first time. As you can notice, it is a place where creativity and imagination don’t lack at all.

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Photo: Andréa Milhomem

St. Anne’s Church (šv. Onos bažnyčia). It is one of the landmarks of the city and, for me, the most beautiful façade, due to the incredible effect of the 33 different types of juxtaposed bricks. It is unknown when the original church was built. It is believed, however, that its Gothic style dates back between 1495 and 1500 by the work of the German architect Benedikt Rejt (1453-1534), famous for having designed part of the Prague Castle in the Czech Republic. Napoleon Bonaparte visited it in 1812. It’s told that he was so fascinated by the beauty of the church that he would have said he would take it with him back to Paris on the palm of his hand. It is something hard to believe, given the fact he installed the French cavalry there…

Bernardine Church. It is so close to the Church of St. Anne that you have the impression they are one and the same. A closer look, though, allows one to realize they are completely different. In the Bernardine Church were added Baroque and Renaissance architecture. It was built in the middle of the 15th century at the request of Bernardine monks.

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Bernardine Church. Photo: Andréa Milhomem

Literatu Street (Literatų g.). It’s a street of striking originality, because of the plates and the small objects of metal, wood, and glass affixed to the walls. The idea of ​​restoring and decorating the street came from a group of artists, in 2008, as a tribute to poets and writers who somehow left a mark in the city or in the country. The result is really interesting.

Presidential Palace (Prezidentūra). Originally, in the 14th century, it was the Bishop’s Palace. Nowadays, after several reforms, the official residence of the President of Lithuania is much bigger and it has  a classical architecture.

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Presidential Palace. Photo: Andréa Milhomem

Vilnius University (Vilniaus Universitetas). Its origins dates the year 1570 as a Jesuit College. In 1579, Pope Gregory XIII gave Papal sanction to the foundation of the Vilnius University. It became secular in 1773. For only € 1.50, it is one of the most interesting attractions in the city. Here you will find what is not to be missed: 1) The Patio Maior is a harmonious complex of buildings of various periods and styles (Renaissance, Baroque, Neoclassicism). In this place, it is located the St. Johns’ Church, founded, in 1386, by the local citizens’ initiative. The first church was Gothic, but, after the fires of 1737 and 1749, it was rebuilt in Baroque style. Next to the church, stands a 68m steeple, built at the beginning of the 17th century. 2) The “Littera” bookstore, with baroque structure, is in the courtyard M. K. Sarbievijus. The beautiful frescoes painted in 1978 on the ceiling represent figures from the sciences and the arts who succeeded at the Vilnius University. In the pillars are represented the portraits of students, teachers and most famous patrons of the university. 3) The frescoes of the Center for Lithuanian Studies, created in 1976-1985, form the cycle of the seasons where are represented themes and symbols of the Lithuanian mythology. 4) The courtyard of Simonas Daukantas (1793-1864) honours the student of the university and first historian who wrote the history of the country in Lithuanian.

Cathedral-Basilica of St. Stanislaus & St. Ladislaus (Vilniaus Šv. Stanislovo ir Šv. Vladislovo arkikatedra bazilika). It is considered the most important Catholic building in Lithuania. The church was built in 1251 where, originally, it was a pagan temple. After the Grand Duke Mindaugas passed away, in 1263, the temple went back to being pagan again. With the official conversion of the country to Christianity, in 1387, it was restored to the Catholic Church. The current building dates from 1419, though it has undergone several alterations since then. The title of “Basilica” was given by Pope Pius XI in 1922. Several figures representing the history of Lithuania are buried in the mausoleum.

The walking tour ended in front of the Cathedral. I was anxious to go to the Museum of Victims of Genocide, also known as the KGB Museum. I asked the guide how to arrive there. From the cathedral, the best access is along Avenida Gediminas (Gedimino Prospektas), the main street of the city and where most governmental institutions are concentrated.

I understand that not everyone has the stomach for this type of exhibition. I do because I am fascinated by history. I like to understand past events, no matter how violent and sad they may be. In that building was established, between 1940 and 1991, the Russian secret police NKVD and KGB. Between 1942 and 1944, the Gestapo, the Nazi secret police, occupied the building. There are several rooms, objects and furniture to confirm it. The permanent exhibition encompasses since the late 1930s, when Lithuania saw its sovereignty being destroyed by Moscow, and the communist ideology being implanted; the period of Nazi occupation and the Holocaust; until the anti-Soviet popular resistance (1954-1991). In the basement was the KGB prison, established in the autumn of 1940, after Lithuania was occupied by the Soviet Union. At that time, the prison had 50 cells. In the early 1960s, 31 of the cells were used as archives. Today, the prison is exactly as it was left by the KGB in 1991. It is very sad to see the conditions of humiliation and misery that a human being is capable of inflicting on another.

To try to digest all that information, I walked to the renowned Town restaurant. Although their specialty is meats, I had a delicious soup and ate a tasty steak of halibut. I heartily recommend it.

Well-fed, I went back to the places where I had been with the guide, now to take some photos. I love doing this. I think it’s easier to memorize everything you heard. Then I went to two other places where I had not been yet: the Dominican Church of the Holy Spirit (Šventosios Dvasios bažnyčia) and the Gates of Dawn (Aušros Vartai).

The Church of the Holy Spirit is one of the oldest in Vilnius. It acquired the present aspect at the end of the 14th century. Its baroque architecture dates back the middle of the 18th century, after having been restored due to serious fires. In its interior, the rococo style prevails, what makes it look sumptuous. When I entered, a mass was being held, so, out of respect, I preferred not to stay.

The Gates of Dawn is one of the most visited shrines in Vilnius. Between 1503 and 1522, five gates were built on the defensive walls. This was the only one that resisted. A 17th century image of the Blessed Virgin Mary, the Mother of Mercy (the Madonna of Vilnius) was placed on the portal to protect the city, a common practice those days. It has been said to have miracle-working powers. This is a site worshipped by both Catholic and Orthodox Christians. It remained open even during the Soviet occupation.

To end the day, I went to Holigans, a vegetarian restaurant next to the hotel. I had a very tasty beet soup, served with delicious types of bread. The place is quiet, has a fair price, an attentive staff and the food is healthy. They also serve coffee and cakes.

The following day, I visited Trakai, a medieval town 30 km from Vilnius. From the hotel to the bus station (Sodų g. 22), it takes about five minutes walking. You can buy the ticket directly from the driver. It costs € 1.80. The bus leaves from platform 6. The journey from Vilnius to Trakai lasted thirty minutes. There are some trains running between Vilnius and Trakai as well. When arriving in Trakai, you will walk two kilometers to get to the bridges that give access to the castle. The entrance ticket costs € 6,00 (plus € 1,50, in case you want to take photos). If you prefer, you can simply admire it from the gardens, enjoying the view of the lake.

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Trakai. Photo: Andréa Milhomem

The impressive Trakai Castle with its red towers is also known as Island Castle (Trakų salos pilis), because it is situated in an island on Lake Galvé. The construction began in the 14th century at the request of the Grand Duke of Lithuania Kęstutis and was completed by his son Vytautas the Great in the early 15th century.

Although the main attraction is its famous Gothic castle, the architecture of this city surrounded by three lakes is also noteworthy for its wooden colourful houses. In addition, its people have a long and rich history. In the 14th century, the Grand Duke Vytautas relocated to Lithuania the Karaites, an ethnic group of Jewish descent, Turkic-speaking, not Talmud followers. There are about 50 Lithuanian Karaites still living in Trakai. Traces of their culture can be found in the Kenesa, their place of worship, similar to a synagogue.

I had lunch at the Kybynlar restaurant. I ate kibinai. Traditionally the pastry is filled with mutton and onion. As I don’t eat meat, I chose it with spinach and cheese. I also ordered a delicious fish pie with cherry tomato. I tried the Svyturys beer and I really enjoyed it!

I returned to Vilnius still in time to climb the Hill of the Three Crosses and visit the Church of St. Peter and St. Paul.

The Three Crosses Monument is a symbol of mourning and hope at the same time. According to the legend, seven Franciscan monks were crucified there in the 14th century. Crosses have been built on the site since then. The monument we see today was designed by Kęstutis Šilgalis in 1989. On clear days, I imagine you can have a stunning view of the Old Town. Unfortunately, I was not so lucky.

Lithuania is predominantly Catholic, although it was the last place in Europe to adopt Christianity. Before 1387, its people were pagans. It is said that to Christianize the population, priests offered a coat to all those who accepted to be baptized. In a cold country, full of poor peasants, what else could be expected?! Some even went to the next village to be baptized again… The more times one was baptized, the more cloaks in the closet one could have…

There are an impressive amount of churches in the country. In Vilnius alone, there are more than 70,  of different creeds. Anyway, can you guess which  religion ranks the second in number of followers in Lithuania?! The basketball! According to the Vilnius with Locals guide, talking about basketball is also a good way to start a chat with the locals.

As I would not be able to even start a conversation about basketball, I’d rather comment on the exuberant Church of St. Peter and St. Paul (Šv. Apaštalų Petro ir Povilo bažnyčia). Although I prefer Gothic churches, I must confess this Baroque one is a masterpiece of the 17th century. What delighted me most was its interior. The more than 2,000 stucco ornaments, representing religious and mythological scenes, are amazing.

To end the trip even happier, I completely forgot the diet and made a hypercaloric snack. I went to AJ Sokoladas, a divine retro chocolate maker, in the charming Pilies Street (Pilies g.). I ordered a black chocolate cake with marzipan and Cuba rum and had hot chocolate to drink. There’s a Lithuanian proverb that says: God gave teeth, He will give bread (Dievas davė dantis, Dievas duos go duonos). He gave me chocolate! This chocoholic woman left fatter, but also happier.

I took a bus to the airport. The ticket costs € 1.00. From the bus station, the journey takes about ten minutes. I returned home tired, but  feeling stronger and full of vitality as well. As Seneca said, “Travel and change of place impart new vigour to the mind”. Till next time!

Exploring Waterford, the oldest city in Ireland

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Photo: Andréa Milhomem

I believe that, when we travel, we take our souls for a walk. And that’s exactly how I felt in Waterford: joyful, excited, eager to walk along streets, images, monuments, museums and, with a good guided tour, to get to know more than 1100 years of the history of this Irish city.

Waterford, with a population of 53,504, is the fifth most populous city in the Republic of Ireland. It is in the South-East Region and it is part of the province of Munster. It is possible to visit Waterford over the weekend. That was exactly what I did.

I took a train in Dublin. The trip takes less than 2:15. Time flies, especially because the Irish Rail offers free WiFi. If you do not want to immerse yourself in the cyber world, you can simply enjoy the scenery or take a nap. The seats are comfortable.

Upon arrival, I went straight to the Waterford Marina Hotel to leave my backpack. From the train station to the hotel, I walked about twenty minutes along one of the main streets of the city. It was almost 9 p.m and I was starving. As in Ireland the restaurants kitchens close early, I didn’t want to waste time!

I had dinner at Olive Tree, close to the hotel (like everything else, actually). The restaurant spreads the word it offers authentic Spanish tapas. For someone who lived in Spain for ten years and didn’t want to be disappointed, I confess I preferred to stick to something more traditional. As starters, I ordered a green salad with dates and pine nuts; as main dish, monkfish. Both were delicious. I enjoyed the service and the music, which was quite diverse. Their playlist had Spanish and Latin songs.

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Photo: Andréa Milhomem

The next day, the first visit was to Reginald’s Tower. It was a good choice, because, from the video they show to visitors, you can have a good overview of ​​the history, not only of the tower, but also of the city and its main characters. What is considered the oldest civic monument in Ireland, it was initially a Viking fort. The tower was built by the Anglo-Normans in the 12th century. Two more floors were added in the 15th century. Its name probably refers to the Viking Raghnall Mac Gillemaire. The Vikings, after invading the region, built a triangular wall to protect themselves from enemy attacks. At its apex was the fort. For this reason, nowadays, this centric part of the city, considered world heritage, is called The Viking Triangle. During the medieval period, the Reginald’s Tower was one of the seventeen towers that surrounded the city. Nowadays, it is the largest of the remaining six. It had various purposes: military storehouse, prison and mint. Outside the tower, there is a replica of a Viking boat.

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Reginald’s Tower. Photo: Andréa Milhomem

After the visit, I followed the Parade Quay and turned right onto Greyfriars Street. I entered the Greyfriar Municipal Art Gallery. Founded in 1930, the collection features works by 20th-century painters, mostly Irish, and contemporary. The exhibition is free.

Next to it there are the ruins of a 13th-century Franciscan monastery. The church is known as French Church or Greyfriars (due to the color of the habits they used). The statue at the entrance to the church is a tribute to Luke Wadding (1588-1657), Franciscan friar and Irish historian.

Next stop was the Cathedral Square. There was an interesting chessboard with giant pieces. Father and son was having fun moving them. From the square, you have access to the Medieval Museum and the Christ Church Cathedral. I’ll tell you about them later.

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Cathedral Square. Photo: Andréa Milhomem

In the square, there is a monument in honor of John Condon, Irish, born in Waterford, who fought in the World War I for the British Empire and was the youngest man killed in combat. He passed away at the age of 14.

Very close to the square, I saw a cozy place for breakfast and I decided to go inside. It was the Gallweys Chocolate Cafe. Excellent choice. Both the coffee and the salmon bagel were delicious. The service was friendly. But saying that about the Irish is redundant. They are always very attentive and nice.

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Photo: Gallweys Chocolate Café

Well fed and even more energetic, I went to the Discover Ireland tourist office for a guided tour. The guide was Jack Burtchaell. He takes you through the historic part of the city. The one hour tour leaves twice a day: 11.45 a.m and 1.45 p.m. It’s definitely worthwhile. The visit is quite instructive. Among other things, I’ve learned that Waterford is the only city in Europe whose both Catholic and Protestant cathedrals were designed and built by the same person; it’s the only city besieged by Cromwell he failed to capture (Nov-Dec, 1649) – the town was eventually conquered in August 1650 by Henry Ireton; it has the oldest Roman Catholic cathedral in Ireland; Thomas Francis Meagher, the man who chose the Irish flag, was born there.

We entered the two cathedrals: the Anglican Christ Church Cathedral and the Catholic Cathedral of the Most Holy Trinity. Both were designed by the architect John Roberts in the eighteenth century.

To build the Christ Church Cathedral, the ancient Norman Gothic cathedral, dating back 1096, was demolished. It was there, in 1170, that one of the most important events in Ireland’s history took place: the marriage of the Welsh-Norman Strongbow (as Richard de Clare, Second Earl of Pembroke, is best known,) with the Irish Aoife, daughter of Diarmait Mac Murchada, King of Leinster. In front of the cathedral, there is a sculpture of Strongbow and Aoife, from 2014.

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Photo: Andréa Milhomem

Something that surely will not go unnoticed in the Cathedral of the Holy Trinity are the gifts of the Waterford Crystal factory: ten crystal chandeliers. They are beautiful!

After the tour, I went to the Medieval Museum. It’s a must-see! It´s possible to buy a combined ticket (Medieval Museum and Bishop’s Palace). It will cost you 10 Euro. Separately you will pay 7 Euro each. It’s a 45-minute guided tour in historic character and period costume! It’s really worth the experience. You will understand much better what you see. After the visit, you can stay as long as you want.

Next, I went to the Bishop’s Palace. This elegant Georgian building was designed in 1741. Enjoying magnificent furniture, silverware, paintings, you will travel through the history of the city from 1700 to 1970. On display it is also the oldest piece of Waterford crystal in the world: a Penrose decanter of 1789.

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Bishop’s Palace. Photo: Andréa Milhomem

It was almost 4pm and I hadn’t had lunch yet. It was time to look for an open restaurant. There was a very well-rated Japanese on TripAdvisor and I decided to give it a try. I don’t regret it. The food was tasty, the service was great and I loved the decor. The name of this amazing place: Kyoto.

It was a sunny day, so I decided to go to the People Park to sit on a bench or lie down on the grass. But I found it bland. I chose to sit on the Parade Quay. It was much better.

For dinner, I picked out another well-rated restaurant, Bodéga!. I had the vegetarian dish: mushroom, broccoli and spinach risotto. I drank a craft beer, produced in Wexford. I went happy to the hotel.

For the next day, I planned a Waterford Crystal factory guided tour. It is worth seeing how the crystal is produced. Although there are many machines, manual labor is still imperative and impressive. We understand – and value – the price of each of the pieces sold in the store, which goes from a water glass to the Cinderella carriage! Nowadays, in Waterford, they produce more than 45,000 pieces each year, including sporting trophies. Most of the production is made in Slovenia, Czech Republic, Hungary and Germany.

I had lunch at Emiliano’s (21, High Street), an Italian restaurant. Nice pasta, good wine and coffee. Besides, the service was pretty good! The waiters are extremely friendly. You feel at home.

By the way, it was time to go home. I returned with a peaceful mind and a smiling heart. Till next time!

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Photo: Andréa Milhomem

brasil  Explorando Waterford, a mais antiga cidade da Irlanda

Acredito que, quando viajamos, levamos nossa alma para passear. E foi exatamente assim que me senti em Waterford: alegre, entusiasmada, cheia de ânimo para percorrer mais de 1100 anos de história dessa cidade irlandesa, por meio de ruas, imagens, monumentos, museus e uma boa visita guiada.

Waterford, com uma população de 53.504 habitantes, é a quinta cidade mais populosa da República da Irlanda. Está na região Sudeste e faz parte da Província de Munster. É possível visitá-la tranquilamente em um final de semana. Foi o que eu fiz.

Fui de trem a partir de Dublin. A viagem dura menos de 2h15. Passa rápido, principalmente porque a companhia Irish Rail oferece WiFi gratuito. Se não quiser mergulhar no mundo cibernético, pode simplesmente apreciar a paisagem ou dormir. As poltronas são confortáveis.

Ao chegar, fui direto deixar minha mochila no Waterford Marina Hotel. Da estação de trem para o hotel, caminha-se por volta de vinte minutos por uma das principais ruas da cidade. Eram quase 21h, e eu estava faminta. Como na Irlanda as cozinhas dos restaurantes fecham cedo, não queria perder a hora!

Jantei no Olive Tree, bem próximo ao hotel (como tudo o mais, na verdade). O restaurante propaga que oferece autênticas tapas espanholas. Para quem morou dez anos na Espanha, confesso que preferi me ater a algo mais tradicional para não me decepcionar… Pedi, como entrada, uma salada verde com tâmaras e pinhões; como prato principal, tamboril. Ambos estavam deliciosos. Gostei do atendimento e da música, que era bastante diversificada, com canções espanholas e latinas.

No dia seguinte, a primeira visita foi à Torre Reginaldo (Reginald’s Tower). Gostei de ter começado por ela, pois, a partir do vídeo que apresentam, tive uma ideia bastante ampla da história não só da torre, mas também da cidade e dos seus principais personagens. Esse que é considerado o monumento cívico mais antigo da Irlanda, inicialmente foi um forte viking. A torre foi construída pelos anglo-normandos no século XII. Foram acrescentados outros dois andares no século XV. Seu nome, provavelmente, se refere ao viking Raghnall mac Gillemaire. Os vikings, depois de invadirem a região, construíram uma muralha em forma triangular para se protegerem de ataques inimigos. Em seu ápice, estava o forte. Por essa razão, atualmente, essa parte cêntrica da cidade, considerada patrimônio cultural, é chamada O Triângulo Viking (The Viking Triangle). Durante o período medieval, a Torre Reginaldo era uma das dezessete torres que circundava a cidade.  Hoje em dia, é a maior das seis ainda existentes. Serviu a vários propósitos: armazém militar, prisão, cunhagem de moeda. Do lado de fora da torre, encontra-se uma réplica de um barco viking.

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Réplica de um barco Viking. Foto: Andréa Milhomem

Terminada a visita, segui pela Parade Quay e virei à direita na rua Greyfriars. Entrei na Galeria Municipal de Arte Greyfriar. Fundada em 1930, a coleção apresenta obras de pintores do século XX, principalmente irlandeses, e contemporâneos. A exposição é gratuita.

Ao lado, encontram-se as ruínas de um monastério franciscano do século XIII. A igreja é conhecida como Igreja Francesa (French Church) ou Greyfriars (frades cinzas em português, devido à cor dos hábitos que usavam à época). A estátua na entrada da igreja é uma homenagem a Luke Wadding (1588-1657), frei franciscano e historiador irlandês.

Em seguida, me dirigi à Praça da Catedral (Cathedral Square). Estava montado um interessante tabuleiro de xadrez com peças gigantes. Pai e filho se divertiam movendo as peças. Da praça, tem-se acesso ao Museu Medieval e à Catedral Igreja de Cristo (Christ Church Cathedral). Falarei mais adiante sobre eles.

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Praça da Catedral. Foto: Andréa Milhomem

Na praça, há um monumento em homenagem a John Condon,  irlandês, nascido em Waterford, que lutou na Primeira Guerra Mundial pelo Império Britânico. Foi o mais jovem dos mortos em combate. Faleceu aos 14 anos.

Vi um lugar aconchegante para tomar café da manhã e resolvi entrar. Era o Gallweys Chocolate Café, bem próximo à praça. Excelente escolha. Tanto o café quanto a bagel de salmão estavam deliciosos. O atendimento foi simpático. Mas dizer isso de irlandeses é redundante. Eles são sempre muito atenciosos e cordiais.

Bem alimentada e com ainda mais energia, fui ao escritório de turismo Discover Ireland de onde sai uma visita guiada bastante recomendada. O guia chama-se Jack Burtchaell. Ele percorre a parte histórica da cidade. O passeio sai em dois horários, 11h45 e 13h45, e tem a duração de uma hora. Valeu a pena. A visita foi bastante instrutiva. Entre os vários fatos históricos sobre Waterford que aprendi estão os seguintes: é a única cidade na Europa cujas catedrais católicas e protestantes foram projetadas e construídas pela mesma pessoa;  foi a única cidade sitiada por Cromwell que ele não conseguiu invadir (nov-dez de 1649) – a cidade acabou sendo conquistada, em agosto de 1650, por Henry Ireton; tem a mais antiga catedral católica romana da Irlanda; foi onde nasceu Thomas Francis Meagher, que escolheu a bandeira da Irlanda.

Entramos nas duas catedrais: a anglicana Catedral Igreja de Cristo (Christ Church Cathedral) e a católica Catedral da Santíssima Trindade (Cathedral of The Most Holy Trinity). Ambas projetadas pelo arquiteto John Roberts, no século XVIII.

Para se construir a Catedral Igreja de Cristo, a antiga catedral normando-gótica, de 1096, foi demolida. Nela, em 1170, houve um dos eventos mais importantes na história da Irlanda: o casamento do galês-normando Strongbow (como é mais conhecido Richard de Clare, Segundo Conde de Pembroke) com a irlandesa Aoife, filha de Diarmait Mac Murchada, Rei de Leinster. Diante da catedral, há uma escultura de Strongbow e Aoife, de 2014.

Algo que seguramente não passará despercebido na Catedral da Santíssima Trindade são os presentes da fábrica Waterford Crystal: dez lustres de cristal. São lindos!

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Catedral da Santíssima Trindade. Foto: Andréa Milhomem

Terminado o passeio, fui ao Museu Medieval. É imperdível! Há a possibilidade de comprar uma entrada combinada com o Palácio Episcopal (Bishop’s Palace). Custará 10 Euros. Separadamente, você pagará 7 Euros em cada. No preço, está incluída uma visita guiada a caráter! Aconselho. São apenas 45 minutos e você vai entender muito melhor o que está vendo.  Terminada a visita, pode ficar o tempo que quiser.

Em seguida, fui ao Palácio Episcopal (Bishop’s Palace). Esse elegante prédio georgiano foi projetado em 1741. Apreciando magníficos móveis, pratarias, pinturas, você viajará pela história da cidade no período de 1700 a 1970. Em exposição também está a mais antiga peça de cristal Waterford do mundo: um  decantador Penrose de 1789.

Quase 16 horas e eu ainda não havia almoçado. Fui procurar restaurante aberto. Já havia passado por um japonês muito bem avaliado no TripAdvisor e decidi arriscar. Não me arrependo. A comida estava saborosa, o atendimento foi ótimo, e amei a decoração. O nome dessa maravilha: Kyoto.

Como o dia estava ensolarado, resolvi ir ao People Park para conhecer e, talvez, sentar em algum banco ou deitar na grama. Mas achei sem-graça. Optei por me sentar na avenida do cais. Muito melhor.

Para jantar, escolhi outro restaurante bem avaliado, o Bodéga!. Optei por um prato vegetariano: risoto de cogumelo, brócolis e espinafre. Tomei uma cerveja artesanal, produzida em Wexford. Fui embora feliz.

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Restaurante Bodega! Foto: Andréa Milhomem

Para o dia seguinte, o que me faltava era fazer a visita guiada à fábrica Waterford Crystal. Vale a pena ver como as vidrarias são produzidas. Embora haja muitas máquinas, o trabalho manual ainda é imprescindível e impressionante. A gente passa a entender – e a valorizar – o preço de cada uma das peças vendidas na loja, que vai de uma taça à carruagem da Cinderela! Hoje em dia, em Waterford, se fabricam por volta de 45.000 peças, entre essas, troféus esportivos. A maioria da produção é feita na Eslovênia, República Tcheca, Hungria e Alemanha.

O almoço foi no Emiliano’s (21, High Street), restaurante italiano. Além de boa massa, excelentes vinhos  e café, o atendimento é de primeira! Os garçons são extremamente simpáticos. Você se sente em casa.

Por falar em casa, era hora de voltar. Voltei com a alma leve e o coração sorrindo. Até a próxima!

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Torre Reginaldo. Foto: Andréa Milhomem

espanha  Explorando Waterford, la ciudad más antigua de Irlanda

Creo que cuando viajamos, llevamos nuestra alma a pasear. Y exactamente así me sentí en Waterford: alegre, entusiasta, con ganas de recorrer más de 1100 años de la historia de esta ciudad irlandesa a través de sus calles, imágenes, monumentos, museos y de una buena visita guiada.

Waterford, con una población de 53.504 habitantes, es la quinta ciudad más poblada de la República de Irlanda. Está en la región Sudeste y hace parte de la Provincia de Munster. Se puede visitarla con tranquilidade en un fin de semana. Y eso fue justo lo que hice.

Fui en tren desde Dublín. El viaje dura menos de 2h15m. El viaje pasa muy rápido, sobre todo porque la empresa Irish Rail ofrece conexión WiFi gratuita. Si no eres de los que te gusta sumergirte en el mundo cibernético, puedes simplemente disfrutar del paisaje o dormir. Los asientos son muy cómodos.

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Broad Street. Foto: Andréa Milhomem

Al llegar, fui directamente a dejar la mochila en el Waterford Marina Hotel. Desde la estación de tren hasta el hotel, tardé alrededor de veinte minutos, caminando por una de las calles principales de la ciudad. Eran casi las 9 de la noche y tenía hambre.  En Irlanda, las cocinas de los restaurantes cierran temprano, así que no quería perder el tiempo.

Cené en Olive Tree, un restaurante cercano al hotel (como todo lo demás, en realidad). En su publicidad dicen que ofrecen auténticas tapas españolas. Para quien vivió diez años en España, y no quería verse defraudada, confieso que preferí escoger algo más tradicional. De primero, pedí una ensalada verde con dátiles y piñones; de segundo, rape. Ambos estaban exquisitos. Me gustó el servicio y la música: canciones españolas y latinas.

Al día siguiente, mi primera visita fue a la Torre Reginaldo (Reginald’s Tower). Me gustó haber empezado por esta torre, porque, a partir de un vídeo que te enseñan, tienes una idea muy amplia de la historia, no sólo de la torre, sino también de la ciudad y de sus principales personajes. Considerado el monumento civil más antiguo de Irlanda, fue inicialmente una fuerte vikingo. La torre fue construida por los anglonormandos en el siglo XII. Se añadieron otras dos plantas en el siglo XV. Su nombre se refiere probablemente al vikingo Raghnall mac Gillemaire. Los vikingos, después de invadir la región, construyeron una muralla en forma triangular para protegerse de los ataques enemigos. En su ápice estaba el fuerte. Por lo tanto, en la actualidad, esta parte céntrica de la ciudad, considerada patrimonio cultural, se llama El Triángulo Vikingo (The Viking Triangle). Durante la Edad Media, la Torre Reginaldo era una de las diecisiete torres que rodeaban la ciudad. Hoy en día, es la más grande de las seis restantes. A lo largo de la historia fue utilizada como almacén militar, prisión, acuñación de monedas. Fuera de la torre, está una réplica de un barco vikingo.

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Triángulo Vikingo. Foto: Andréa Milhomem

Después de la visita a la torre, seguí por Parade Quay y giré a la derecha en la calle Greyfriars. Entré en la Galería Municipal de Arte Greyfriar. Fundada en 1930, la colección cuenta con obras de pintores del siglo XX, sobre todo de Irlanda, y contemporáneos. La exposición es gratuita.

Junto a la galería se encuentran las ruinas de un monasterio franciscano del siglo XIII. Se la conoce como Iglesia Francesa (French Church) o Greyfriars (frailes grises en español por el color de los hábitos que utilizaban en aquella época). La estatua en la entrada de la iglesia es un homenaje a Luke Wadding (1588-1657), fraile franciscano e historiador irlandés.

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Iglesia Francesa. Foto: Andréa Milhomem

Luego fui a la plaza de la Catedral (Cathedral Square). Estaba montado un interesante juego de ajedrez con piezas gigantes. Se lo hacen temporalmente. Padre e hijo estaban jugando muy entretenidos. Daba gusto verles. Desde la plaza, se tiene acceso al museo medieval y a la Catedral Iglesia de Cristo (Christ Church Cathedral). Más adelante hablaré de ellos.

En la plaza hay un monumento a John Condon, irlandés, nacido en Waterford, que luchó en la Primera Guerra Mundial por el Imperio Británico. Era el más joven de los muertos en combate. Murió a los 14 años.

Vi un lugar acogedor para tomar el desayuno y decidí ir. Se llamaba Gallweys Chocolate Cafe, justo al lado de la plaza. Fue una excelente elección. Tanto el café como el bagel de salmón estaban riquísimos. El servicio era muy bueno. Bueno, decir que los irlandeses son simpáticos sobra. Ellos son siempre muy atentos y amables.

Bien alimentada y con aún más energía, fui a la oficina de turismo Descubre Irlanda de donde sale una visita guiada muy recomendable. El guía se llama Jack Burtchaell. Él te lleva a la parte histórica de la ciudad. El tour tiene una hora de duración y sale a las 11:45 y a las 13:45. Merece la pena. La visita es muy instructiva. Entre otras cosas aprendí que: Waterford es la única ciudad de Europa, cuyas catedrales católica y protestantes fueron diseñadas y construidas por la misma persona; fue la única ciudad sitiada por Cromwell que él no pudo invadir (nov-diez de 1649) – al final la ciudad fue conquistada, en agosto de 1650, por Henry Ireton; tiene la más antigua catedral católica romana de Irlanda; fue el lugar de nacimiento de Thomas Francis Meagher, quien eligió la bandera de Irlanda.

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Broad Street. Foto: Andréa Milhomem

Entramos en las dos catedrales: la catedral anglicana Iglesia de Cristo (Christ Church Cathedral) y la catedral católica de la Santa Trinidad (Cathedral of the Most Holy Trinity). Ambas fueron diseñadas por el arquitecto John Roberts, en el siglo XVIII.

Para construir la Catedral Iglesia de Cristo, la antigua catedral gótica normanda, del año 1096, fue demolida. En ella, en el año 1170, hubo uno de los eventos más importantes en la historia de Irlanda: la boda del galés-normando Strongbow (como se le conoce a Richard de Clare, Segundo Conde de Pembroke) con la irlandesa Aoife, hija de Diarmait Mac Murchada, Rey de Leinster. Frente a la catedral, hay una escultura de Strongbow y Aoife, del 2014.

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Escultura de Strongbow y Aoefi, con la Catedral Iglesia de Cristo al fondo. Foto: Andréa Milhomem

Algo que sin duda no pasará desapercibido en la Iglesia de la Santa Trinidad son los regalos de la fábrica Waterford Crystal: ¡diez estupendas arañas de cristal!

Terminada la visita guiada, fui al Museo Medieval. ¡Hay que ir! Existe la posibilidad de comprar una entrada combinada con el Palacio Episcopal (Bishop’s Palace). Te costará 10 Euros. Por separado, sale a 7 euros cada. En el precio está incluida una visita guiada. ¡El guía lleva traje de época! Te lo aconsejo. Son sólo 45 minutos y vas a comprender mucho mejor lo que ves. Hecha la visita, puedes quedarte todo el tiempo que quieras.

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Teatro Real y Museo Medieval al fondo. Foto: Andréa Milhomem

Luego fui al Palacio Episcopal (Bishop’s Palace). Este elegante edificio georgiano fue diseñado en el 1741. A la vez que disfrutas delante de magníficos muebles, platería y pinturas, viajarás a través de la historia de la ciudad durante el período de 1700 a 1970. En exhibición también está la más antigua pieza de Waterford Crystal en el mundo: un decantador Penrose, del 1789.

Me di cuenta de que eran casi las 4 de la tarde y aún no había comido. Fui a buscar un restaurante abierto. Había pasado por un japonés muy bien valorado en el TripAdvisor. Decidí arriesgarme. No me arrepiento. La comida estaba de chuparse los dedos, el servicio era genial y me encantó la decoración. El nombre de esta maravilla: Kyoto.

Como el día era soleado, decidí ir a conocer el People Park, sentarme en un banco o tumbarme en la hierba. Pero me pareció aburrido. Elegí sentarme en el paseo del muelle. Mucho mejor.

Para la cena, fui a otro restaurante bien valorado, Bodéga!. Elegí un plato vegetariano: risotto de setas, brócoli y espinaca. Tomé una cerveza artesanal producida en Wexford. Cené muy bien y salí encantada, también lo recomiendo.

Para el día siguiente, lo que me faltaba hacer era la visita guiada a la fábrica Waterford Crystal. Vale la pena ver cómo se producen los cristales. Aunque haya muchas máquinas, el trabajo manual sigue siendo esencial e impresionante. Llegamos a entender – y a valorar – el precio de cada una de las piezas que se venden en la tienda, que va de un vaso de agua al carruaje de Cenicienta. Hoy en día, en Waterford, se fabrican alrededor de 45.000 piezas, entre éstos, trofeos deportivos. La mayoría de los productos se fabrican en Eslovenia, República Checa, Hungría y Alemania.

Fui a comer en el Emiliano’s (21 High Street), un restaurante italiano. Además de muy buena pasta, muy bueno vino y café, ¡ofrecen un servicio de primera! Los camareros son muy amables. Me sentí como en mi propia casa.

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Restaurante Emiliano. Foto: Andréa Milhomem

Hablando de casa, llegó el momento de volver a la mía. Regresé con el corazón sonriente y el alma ligera. ¡Hasta la próxima!

 

The idea was to visit its Christmas market, but I really enjoyed visiting the Ireland Cultural City, Galway.

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Galway Christmas Market 2016 – Photo: Andrea Milhomem

A friend who used to live in Galway recommended a visit to its Christmas market. Adventurous as I am, I had already bought the ticket and booked the hotel when another friend told me the market wasn’t so interesting. Since I had only passed through Galway on a trip to Connemara, I thought it would be an opportunity to get to know this city that had aroused my curiosity, in spite of enjoying its Xmas market or not. And I do not regret it at all.

Actually, for those who have been to Christmas markets like those in Cologne, Germany, or in Prague, the Czech Republic, Galway’s is not that great. In fact, it’s just unpretentious. There are neither many craft options, nor much food. But the location is great, on Eyre Square, the central public square. In order to have an idea of what it is like — you can watch this drone footage made by Willgrrtt: https://www.youtube.com/watch?v=hsuIxftdiqE

As a matter of fact, the market was a good excuse to explore the officially designated, along with Rijeka (Croatia), the European Capital of Culture 2020 and where one eats very well, especially lovers of fish and seafood. Besides, Galway is a lively city with lots of entertainment.

As for tourist attractions, there are not many. However, the few options are worthwhile. Have a look at this map with some places of interest. One that caught my attention was the Spanish Arch, the remains of the wall on the left bank of the Corrib River.

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Spanish Arch – Photo: Andrea Milhomem

Before its construction, until recently, it was called “the head of the wall”. The wall was built between  1584-1588 to protect the boats docked at the pier where the fish market was. Due to the location of Galway, there was much trade with Spain, from whom they bought, for example, wine and brandy. Nowadays it is a pleasant place to take a stroll in. The landscape on both sides of the Corrib is very beautiful.

On the right bank is Claddagh. It was once a fishing village. Today it is part of the city. What makes this place special is that from there originated, in the 17th century, the famous Claddagh Ring. This traditional ring represents love, friendship and loyalty. Two hands hold a heart with a crown on it. Hands represent friendship, heart, as you can imagine, love, and the crown, loyalty. There are types and prices to please everyone.

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Photo: Claddagh Ring Store

From the Spanish Arch it is possible to have access to the Cathedral by a pedestrian way. The view is incredible. Besides it, you will walk along the Corrib River. In order to get into the Cathedral, it is necessary to cross the Salmon Weir Bridge, from where you can see, mainly in May and June, shoals of salmon making their way up to the spawning grounds of Lough Corrib in the clear river. Unfortunately I did not have that pleasure.

The cathedral is majestic on the outside. Inside it is simple and elegant at the same time. It is simple because it is not brimming with ornaments, but it is elegant with its floor made of Connemara marble, its mosaics, the mahogany benches… A curiosity about this place: it is the most recent stone-built cathedral in Europe. It’s only 52 years old.

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Galway Cathedral – Photo: Andrea Milhomem

Just as Christopher Columbus did in 1477, I also visited the medieval Collegiate Church of St. Nicholas.

I also loved walking down Shop Street. The busiest street in Galway is quite nice. And, inevitably, you  will find yourself in the Latin Quarter that is packed with restaurants. The atmosphere is just great!

The restaurants where I’ve been, and I would highly recommend, were the relaxed McDonagh’s (the chowder was delicious); The Quays, which is a bar, music hall and restaurant; and Tosnú, whose service and food are awesome (vegans will appreciate it too).

The city is also famous for the pubs with live music. A friend went to one called Roisin Dubh. She said it is fantastic. Unfortunately, I myself didn’t have the opportunity of enjoying one of these pubs.

Galway is a college town, so it is lively  day and night. Besides, there are several events throughout the year, such as music festival, oyster & seafood festival … It is worth checking the calendar to know what is going on.

I stayed at Menlo Park Hotel. I cannot recommend it because it is 20 minutes from the city centre. If the road had any attractions, it’d be okay, but that’s not the case. The hotel is great, with good service and a very reasonable price by Irish standards. The problem is the location.

I used Gobus from Dublin to Galway. It is nonstop. It has Wi-Fi and it is comfortable. It is possible to book online. The trip takes two hours and a half.

As I was lucky at the weather, I went out for a little run. My destination was Salthill, in Galway’s vicinity. It was delightful to run down the coast and see the dawn.

Galway is also a point of departure for interesting places such as the Aran Islands, Inishmór, Connemara, Clifden, etc.

Any doubt Galway is worth a visit?

(Thais Pinheiro and Marta O’Narbona have collaborated with this article)

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Galway Christmas Market – Photo: Andrea Milhomem

brasil  A ideia era visitar seu mercado de Natal…Mas gostei mesmo foi de visitar a cidade irlandesa da cultura, Galway.

Uma amiga que morou em Galway me recomendou visitar o mercado de Natal. Entusiasmada como sou, já tinha comprado a passagem e reservado o hotel quando outra amiga me disse que o mercado não valia muito a pena. Como eu só havia passado por Galway para uma viagem para Connemara, pensei que, na pior das hipóteses, seria uma oportunidade para conhecer melhor a cidade que havia me despertado certa curiosidade. E não me arrependo.

Realmente para quem já foi a mercados de Natal como os de Colônia, na Alemanha, ou como os de Praga, na República Tcheca, o de Galway deixa bastante a desejar. Mas acho que, na verdade, ele é despretensioso. Não há muitas opções de artesanato, tampouco há muita comida. Mas a  localização é ótima, na Eyre Square, a praça pública central. Para ter uma ideia, veja essa filmagem feita por Willgrrtt com um drone: https://www.youtube.com/watch?v=hsuIxftdiqE.

De fato, o mercado foi uma boa desculpa para desbravar essa cidade irlandesa designada oficialmente, juntamente com Rijeka (Croácia), como Capital Europeia da Cultura 2020  e onde se come muitíssimo bem, principalmente os amantes de peixes e frutos do mar. Além disso, a cidade é bastante animada e com muitas opções de lazer.

Em termos de atrações turísticas, não há muitas. Entretanto, as poucas que têm valem a pena. Dê uma olhada no mapa os lugares mais interessantes. Um dos que mais me chamou a atenção foi o Arco Espanhol (Spanish Arch), resto de muralha que se encontra à margem esquerda do Rio Corrib.

Antes de sua construção, e até pouco tempo,  chamava-se “cabeça da muralha” (the head of the wall). A muralha foi construída entre os anos de 1584-1588 com a finalidade de proteger os barcos atracados no cais onde se encontrava o mercado de peixes. Devido à localização de Galway, houve muito comércio com Espanha, de quem compravam, por exemplo, vinho e brandy. Hoje em dia é um local prazeroso para dar um passeio. A paisagem de ambos os lados do Corrib é muito bonita.

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Galway – Foto: Andrea Milhomem

Na margem direita, encontra-se Claddagh. Antigamente foi uma vila de pescadores. Hoje faz parte da cidade de Galway. O que faz essa localidade especial é que de lá originou-se, no século 17, o famoso anel irlandês Claddagh Ring. Esse tradicional anel representa o amor, a amizade e a lealdade. Duas mãos seguram um coração com uma coroa sobre ele. As mãos representam a amizade, o coração, como se pode imaginar, o amor, e a coroa, a lealdade. Há para todos os gostos e de acordo com o preço que se possa pagar.

Do Arco Espanhol é possível ter acesso à Catedral por uma passagem de pedestre. A vista é incrível. Além de caminhar beirando o rio Corrib. Para chegar à Catedral, é necessário atravessar a ponte Salmon Weir, de onde se vêem, principalmente em Maio e Junho, cardumes de salmão que desovam no Corrib. Infelizmente não tive esse prazer.

A catedral é majestuosa por fora. Por dentro ela é simples e elegante ao mesmo tempo. É simples porque não está repleta de ornamentos, mas é elegante com seu piso feito com  mármore de Connemara, seus mosaicos, os bancos de mogno… O mais curioso é que é a catedral construída em pedra mais recente da Europa. Tem apenas 52 anos.

Assim como Cristóvão Colombo o fez em 1477, eu também fui visitar a igreja medieval de São Nicolau (the Collegiate Church of St Nicholas).

Adorei caminhar pela Shop Street. A rua mais concorrida de Galway é bastante simpática. E, inevitavelmente, acaba-se indo parar no quarteirão latino (Latin Quarter) que está repleto de restaurantes. O ambiente é ótimo!

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Shop Street – Foto: Andrea Milhomem

Os restaurantes onde estive, e que recomendo, foram o McDonagh’s, despojado (o chowder, espécie de sopa de mariscos, estava delicioso); o  The Quays, que é bar, music hall e restaurante; e o Tosnú, que amei tanto o atendimento quanto a comida (veganos também apreciarão).

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Latin Quarter – Foto: Andrea Milhomem

Embora eu não tenha ido, a cidade é muito conhecida também por seus bares com música ao vivo. Uma amiga me falou super bem de um bar chamado Roisin Dubh.

Galway é uma cidade universitária, portanto é animada tanto durante o dia quanto à noite. Além disso, há vários eventos durante o ano, como festival de música, de ostras… Vale a pena dar uma checada no calendário para saber o que está rolando.

Fiquei hospedada no Menlo Park Hotel. Não recomendo porque fica a 20 minutos do centro. Se o caminho apresentasse algum atrativo, ok, mas não é o caso. O hotel é ótimo, com bom atendimento e um preço bastante razoável para os padrões irlandeses. Realmente o problema é a localização.

Fui de Gobus de Dublin para Galway. O ônibus é direto. Tem Wi-Fi e é confortável. É possível reservar online. A viagem dura duas horas e meia.

Como tive sorte com o tempo e com a temperatura, saí para dar uma corridinha. Meu destino era Salthill, bairro de Galway. Foi uma delícia correr pela costa e ver a cidade amanhecendo.

Galway é também ponto de partida para localidades bastante interessantes como as ilhas Aran, Inishmór, Connemara, Clifden, etc.

Alguma dúvida de que vale a pena dar uma esticadinha a Galway?

(Thais Pinheiro e Marta O’Narbona colaboraram com este artigo)

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Shop Street – Foto: Andrea Milhomem

espanha La idea era visitar su mercado de Navidad … Pero lo que realmente me gustó fue visitar la ciudad irlandesa de la cultura, Galway.

Una amiga que vivió en Galway me recomendó visitar el mercado de Navidad. Como soy muy aventurera, ya había comprado el billete y reservado el hotel cuando otra amiga me dijo que el mercado no merecía la pena. Como sólo había estado en Galway de paso para Connemara, pensé que, en el peor de los casos, sería una oportunidad para conocer mejor la ciudad que me había despertado cierta curiosidad. Y la verdad es que no me arrepiento.

Realmente para aquellos que han estado en los mercados de Navidad, como los de Colonia, en Alemania, o los de Praga, el de Galway deja mucho que desear. Pero la verdad es que nos es pretencioso. No hay muchas opciones de artesanía, tampoco hay mucha comida, pero la ubicación es genial, en Eyre Square, la plaza pública central. Para que tengas una idea del mercado, vea esa grabación hecha por Willgrrtt con un drone: https://www.youtube.com/watch?v=hsuIxftdiqE

De hecho, el mercado me sirvió de excusa para conocer a esa ciudad designada, juntamente com Rijeka (Croacia), la Capital Europea de la Cultura 2020, y donde se come muy bien, especialmente para los amantes del pescado y del marisco. Además es una ciudad llena de vida y ocio.

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Oscar Wilde y Eduard Vilde – Foto: Andrea Milhomem

En cuanto a los lugares de interés turístico, no hay muchos (mapa). Sin embargo, los pocos que tienen valen la pena. Uno de los que más me llamó la atención fue el Arco Español (Spanish Arc),  lo que sobra de muralla ubicada en la orilla izquierda del río Corrib.

Antes de su construcción, y hasta hace poco, se le llamó “la cabeza de la muralla” (the head of the wall). La muralla fue construida entre los años 1584-1588 con el fin de proteger a los barcos amarrados al muelle donde estaba instalado el mercado de pescado. Debido a la ubicación de Galway, hubo mucho comercio con España, básicamente de vino y brandy. Hoy en día es un lugar agradable para dar un paseo. El paisaje a ambos lados del Corrib es muy bonito.

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Galway – Foto: Andrea Milhomem

En la orilla derecha, está Claddagh. Antiguamente, era un pueblo de pescadores. Hoy en día es parte de la ciudad de Galway. Lo que hace ese lugar particular es que allí se originó, en el siglo XVII, el famoso anillo irlandés Claddagh Ring. Ese tradicional anillo representa el amor, la amistad y la lealtad. El anillo se caracteriza por su diseño, dos manos que sostienen un corazón con una corona sobre ella. Las manos representan amistad, el corazón, como se puede imaginar, el amor y la corona, la lealtad. Hay tipos y precios para todos los bolsillos.

Desde el Arco Español es posible tener acceso a la catedral por un camino peatonal. La vista es increíble.  Además vas bordeando el río Corrib. Para llegar a la Catedral, se debe cruzar el Puente Salmon Weir , donde se ve, sobre todo en mayo y junio, los salmones que desovan en el Corrib. Por desgracia no he tenido ese placer.

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Catedral de Galway – Foto: Andrea Milhomem

La catedral es majestuosa por fuera. Su interior es sencillo y elegante a la vez. Es austera, ya que no está lleno de adornos, pero es elegante, con su suelo de mármol de Connemara, los mosaicos, los bancos de caoba… Lo más curioso es que es la catedral construida en piedra más reciente de Europa. Tiene 52 años.

Al igual que Cristóbal Colón hizo en 1477, también fui a visitar a la iglesia medieval la Colegiata de San Nicolás (Collegiate Church of St. Nicholas).

Me encantó caminar por la Shop Street. Es la calle más transitada de Galway y es un agradable paseo caminar por ella hasta el final. La calle termina en el Barrio Latino (Quartier Latin), que está lleno de restaurantes. ¡El ambiente es genial!

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Durante mi visita estuve en varios  restaurantes que sin duda os recomiendo:  el desenfadado McDonagh’s (me tomé chodder, una sopa de pescado deliciosa); The Quays, que es un bar, restaurante y sala de música; y el Tosnú, que me encantó tanto el servicio como la comida (los vegetarianos también lo van a apreciar).

Aunque no fui,  la ciudad también es muy conocida por sus bares con música en vivo. Una amiga fue a uno llamado Roisin Dubh. Le pareció genial.

Galway es una ciudad universitaria, por lo tanto con mucha vida tanto diurna como nocturna. Además, tiene muchos eventos a lo largo de año, como el festival de música, el festival de ostras… Y la ciudad se pone a tope. Merece la pena echar un vistazo al calendario para tener una idea de los eventos que se van a celebrar.

Me hospedé en el Menlo Park Hotel. El hotel es grande, con un buen servicio y un precio muy razonable para los estándares irlandeses, pero no se lo recomiendo, porque está a 20 minutos del centro por un camino muy poco atractivo.

Llegué a Galway en autobús desde Dublín. Viajé en la compañía de autobuses llamada Gobus. El autobús va directo a Galway, sin paradas. Cuenta con Wi-Fi gratis y es muy cómodo. Es posible reservar online. El viaje tiene una duración de dos horas y media.

Cómo tuve suerte con el tiempo, aproveché para salir a correr. El destino fue Salthill, que está en la zona de Galway. Fue un placer correr por la costa y ver la ciudad amanecer.

Galway es también el punto de partida para lugares muy interesantes como las islas de Aran, Inishmor, Connemara,  Clifden, etc.

¿Aún te queda alguna duda de que vale la pena un pequeño viaje a Galway?

(Thais Pinheiro y Marta O’Narbona han colaborado con este artículo)

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Galway – Foto: Andrea Milhomem

Travelling alone: the pleasure of your own company

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Norway

You can have much fun in a family trip. Travelling with close friends is usually amazing. A romantic escape is great. But sometimes it is difficult to get your relative together, your partner just can’t join you, friends are broke or have other plans. So what to do? Give up on that trip to Italy, take a tour or have an adventure by yourself?

I understand that, for some people, the idea of travelling alone is a little bit scary, but, after the first experience, others will come. I am sure about it. It’s not so easy to find a companion and that wonderful ticket price promotion will not last forever. If you never tried, you should. The feeling that you didn’t give up doing something because you haven’t found company is just great. And soon you will find out that, yes, you have a very pleasant travel companion: yourself. You will have as much fun as if you were with a group of friends.

And there’s no excuse if you are a solo female traveller. I acknowledge  a woman by herself needs to be more careful. But choosing safe destinations, cities where you feel free to come and go, places where you can walk at any time fearless of any kind of violence, is enough.  There will always be risks, wherever you go. Some places and some hours of the day, however, are more dangerous. Why should you take the risk then?

I’ve been travelling on my own for a long time. And I really like it for a plenty of different reasons. The most important is I love travelling. I consider it a therapy and, of my hobbies, it is my favourite. I’m the kind of person that enjoys looking maps. I always think about where I’ve never been to. By the way, the other day I read this quote by the new yorker writer and activist Susan Sontag (1933-2004). She said: I haven’t been everywhere, but it’s on my list”. It’s so me.

From the moment I choose a destination, I feel more cheerful. When I arrive there, I enjoy every second. I love the sensation of discovery, feeling lost somewhere and, after a while, moving around the city confidently.

Besides, when you are on your own, you can control your schedule. You can spend, for example, all the time you want in a museum. If you like to wake up early and get dressed quickly, you can enjoy the day to the fullest. If, on the contrary, you like to sleep late, you don’t need to set the alarm clock. If you like walking, you only need to pick up a map and delve into the city. If you don’t want to waste time walking, you take a Hop on Hop off bus.  If you don’t want to spend time eating, you can take a sandwich. If you want to go to a five star Michelin restaurant, it’s your money. The choices you make are ultimately your own responsibility.  And this is fantastic!

Travelling alone also helps overcome insecurities. Take myself for example. I used to feel embarrassed going alone to a restaurant. Nowadays I have too much pride saying in a restaurant: “A table for one, please”. If I feel like it, I order a beer or a wine. It’s not because I’m alone I have to go to a fast food.

The other positive aspect of travelling alone is being forced to leave the comfort zone. The first time I rented a car in a strange city I felt very satisfied. It was in Greece. I was in Nafplio and I really wanted to visit Epidaurus and Mycenae. There’s no tour to the ruins. The option was to rent a car. I will not say I didn’t think twice because I did it! To be honest, I thought  more than twice! But I overcame the insecurity. It was one of the most liberating feelings in my life. I went everywhere I wanted. I felt like the own Artemis!

And I always make myself understood wherever I go. It doesn’t matter. It can be Greece, Japan or China. When people notice you are making an effort to communicate, they will also try hard to make themselves understood. In a worst-case scenario, you can always make use of the sign language. I learned this from my father. Without any knowledge of English, he went to New Zealand in a business trip. And he handled it just fine. I will never forgive the way he managed to buy a dandruff shampoo in a pharmacy. His confidence helped him succeed. He went straight to the attendant and, with signs, he scratched his head and he made the gesture of taking dandruff off his shoulders… As simple as this.  

People say that when you travel alone it is easy to make friends. In my opinion, it is simply the easiest way to meet people. It depends however on each one’s personality. Those who are outgoing will start a conversation with anybody who is in the boarding queue. Introverts otherwise prefer the company of a good book. A clever choice to anyone who wants to socialize is to join a city tour. Several of them are free. Besides being in a group, there is always someone you feel affinity to and you can talk with a little bit. On one occasion, in Krakow, I had the pleasure to meet two very nice Brazilians  with whom, at the end of the tour, I had lunch.

It is not because you are travelling alone that you need to give up some habits. They are even easier to keep. If you like to stay awake reading, you don’t have to bother because the light is on. If you like to meditate, you can sit in your lotus posture the time you want. If you smoke, you just have to worry about your lungs. In my case, I like to run, so I often take the sneakers in my backpack. It’s cool running along the city to have a first impression and, afterwards,  go back on foot to the places that draw my attention, ready to take photos.

Being alone is good not only for glamorous reasons. If you snore, you won’t bother anyone. Nobody will overhead you using the restroom. It’s a win-win situation.

At the end of the trip, have a beer – or whatever you like – to celebrate another achievement. Toast to yourself. You deserve it. Until next time.

“The achievement of one goal should be the starting point of another”.

 Alexander Graham Bell

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Xian

brasil Viajar sozinho: o prazer de estar na própria companhia

Uma viagem com a família pode ser muito divertida. Viajar com amigos com os quais se têm afinidades é uma maravilha. Uma escapulida com o parceiro, em geral, é uma delícia. Mas, às vezes, não há como reunir a família, o parceiro não pode, os amigos estão sem grana ou têm outros compromissos. Então, o que fazer? Desistir daquela esperada viagem à Itália, pegar uma excursão ou partir para a aventura sozinho?

Sei que, para alguns, a idéia de viajar só deve ser meio assustadora, mas, depois da primeira vez, outras virão. Tenha certeza disso. Nem sempre se consegue companhia, e aquele preço maravilhoso de passagem não espera. Quem ainda não experimentou deveria tentar. O melhor é a sensação de que não se deixou de fazer algo por não ter companhia. E, com o tempo, você verá que, sim, tem uma companhia maravilhosa: a sua própria. Dará risadas e se emocionará como se estivesse com um grupo de amigos.

E não tem essa de que por ser mulher não se viaja só! Reconheço que, sim, mulher sozinha tem de ter mais cuidados. Mas basta escolher destinos que transmitam segurança, cidades onde se sinta livre para ir e vir, que se possa andar a qualquer hora, sem medo de nenhum tipo de violência. Riscos sempre existem, em qualquer lugar do mundo, mas há regiões e horários mais perigosos. Expor-se para quê?

Há bastante tempo viajo sozinha e gosto, por variadas razões. A mais importante é que amo viajar. Considero uma terapia e, dos meus hobbies, é o favorito. Sou das que se diverte olhando mapas. Fico pensando em aonde ainda não fui. Outro dia, li uma citação da escritora e ativista novaiorquina Susan Sontag (1933-2004) que dizia mais ou menos isso: “Eu ainda não estive em todos os lugares, mas está na minha lista”. Achei a minha cara.

Desde o momento em que escolho um destino, sinto-me mais alegre. Não importa se a viagem terá duração de uma hora ou de vinte. Ao chegar ao local, disfruto de cada segundo. Adoro a sensação da descoberta, de sentir-me meio perdida e, em seguida, dominando cada uma das ruas.

Além disso, quando se viaja só, pode-se controlar melhor a programação, os horários. Não é bom pensar que se tem o tempo que quiser num museu? Se gosta de acordar cedo, é animador se arrumar rapidamente e aproveitar o dia ao máximo, não é verdade?  Ou se, ao contrário, é dos que dorme até mais tarde, colocar o relógio para despertar na hora em que bem entende é tudo de bom. Se gosta de andar, é só pegar um mapa e desbravar a cidade. Se não quer perder muito tempo caminhando, pega um ônibus de turismo. Se quer comer um sanduíche rapidamente, ninguém estará lá para reclamar. Se quer ir a um restaurante cinco estrelas Michelin, só tem de se  preocupar com seu bolso. Você é um único responsável por suas escolhas. E isso é fantástico!

Viajar sozinho também ajuda a vencer as inseguranças. Eu, por exemplo, me sentia constrangida de ir a um restaurante sozinha. Hoje, peço mesa para uma pessoa, com muito orgulho. Se sinto vontade, peço cerveja ou vinho de acompanhamento. Não é porque estou só que tenho de ir a um fast food.

Outro aspecto positivo de quando se está só é se ver forçado a sair da zona de conforto. Na primeira vez em que aluguei um carro em uma cidade estranha, me senti muito realizada. Foi na Grécia. Eu estava em Náuplia e queria muito visitar Epidauro e Micenas. Não havia a possibilidade de excursão. A opção era alugar carro. Não digo que não pensei duas vezes porque pensei! Acho que até mais de duas! Mas venci a insegurança. Foi uma das sensações mais libertadoras da minha vida. Fui a todos os lugares que queria. Me senti a própria deusa Artêmis!

E sempre me faço entender, seja na França, seja no Japão, seja na China. Quando as pessoas notam seu esforço por se comunicar, elas também se desdobram para se fazer compreender. E, na pior das hipóteses, sempre resta a maravilhosa linguagem dos sinais. Isso aprendi com meu pai. Sem nenhum conhecimento de inglês, ele foi enviado a trabalho à Nova Zelândia. E se virou! Nunca me esquecerei de como ele conseguiu comprar um shampoo anticaspa em uma farmácia. Sem nenhum constrangimento, ele foi direto à atendente e, com gestos, coçou a cabeça e fez como se estivesse retirando as caspas do ombro… Simples assim.

Dizem que, quando se viaja sozinho, é mais fácil fazer amigos. Eu diria que é simplesmente mais fácil conhecer pessoas, mas isso depende muito da personalidade de cada um. Os mais extrovertidos, serão capazes de bater papo com quem estiver na fila do embarque. Já os introvertidos, optarão pela companhia de um bom livro. Acho que o que vale para qualquer um que queira socializar é se juntar a um tour pela cidade. Há vários gratuitos. Além de estar acompanhado, há sempre alguém com quem se sente afinidade e se pode conversar um pouquinho. Em uma ocasião, na Cracóvia, tive o prazer de conhecer duas brasileiras muito simpáticas, com as quais acabei indo almoçar.

Não é porque se está viajando sozinho que você precisa abandonar alguns hábitos. Chega a ser mais fácil mantê-los. Se gosta de ler até mais tarde, não tem de se preocupar por ficar com a luz acesa. Se medita, pode ficar na sua posição de lótus pelo tempo que quiser. Se é fumante, sua única preocupação é o seu pulmão. No meu caso, como gosto de correr, muitas vezes levo os tênis na mochila. É legal dar uma geral pela cidade correndo e, depois, voltar aos lugares que chamaram mais a atenção, andando, e pronta para tirar fotos.

Estar sozinho é bom até por motivos não tão glamorosos, como: se ronca, não vai incomodar ninguém. Também pode usar o banheiro sem constrangimentos. Só vantagens!

Uma cerveja no fim do dia para comemorar mais uma conquista é tudo de bom! Faça um brinde a si mesmo. Você fez por merecer. E até a próxima!

“Pior que não terminar uma viagem é nunca partir.” Amyr Klink

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Beijing

espanha Viajar solo: el placer de estar en tu propia compañía

Un viaje en familia puede ser muy entretenido. Viajar con amigos con los cuales se tienen afinidades es una maravilla.Una escapada romántica con la pareja, en general, es una delicia. Pero a veces, no hay manera de reunir a la familia, la pareja no puede, los amigos están sin pasta o tienen otros compromisos. Entonces, ¿qué hacer? ¿Renunciar a ese esperado viaje a Italia, coger un paquete turístico o ir a la aventura solo?

Sé que para algunos, la idea de viajar solo es aterradora, pero después de la primera vez, otras vendrán. Estoy segura de eso. No siempre se consigue acompañante, y el billete a buen precio no espera. Los que todavía no lo han experimentado deberían intentarlo. Lo mejor es la sensación de que no se ha dejado de hacer algo por no tener compañía. Y con el tiempo, verás que, sí, tienes una compañía estupenda: la tuya propia. Te reirás y te emocionarás como si estuvieras con un grupo de amigos.

¡Y no vale eso de que por ser mujer no se viaja sola! Reconozco que una mujer sola tiene que tener más cuidado. Pero basta con que elija destinos que transmitan seguridad, ciudades donde se sienta libre de ir y venir, por las que se pueda caminar en cualquier momento, sin temor a cualquier tipo de violencia. Los riesgos siempre existen en cualquier parte del mundo, pero hay regiones y horarios más peligrosos. ¿Exponerse por qué?

Hace mucho que viajo sola y me gusta, por diversas razones. La más importante es que me encanta viajar. Lo considero una terapia y, entre mis aficiones, es la favorita. Soy del tipo de persona que disfruta mirando los mapas. Siempre me pregunto donde no he estado aún… El otro día, leí algo que dijo la escritora y activista neoyorquina Susan Sontag (1933-2004): “No he estado en todas partes, pero está en mi lista.” Soy tal cual.

Desde el momento en que elijo un destino, me siento más alegre. No importa si la duración del viaje es de una hora o veinte. Al llegar al sitio, disfruto de cada segundo plenamente. Me encanta la sensación de descubrimiento, de sentirme un poco perdida y, en seguida, dominar cada una de las calles.

Además, cuando se viaja solo, se puede controlar mejor la programación, los horarios. ¿No es bueno pensar que tienes el tiempo que desees en un museo? Si te gusta despertarte temprano, es alentador arreglarte rápidamente y disfrutar del día al máximo, ¿verdad? O si, por el contrario, eres de los que duerme hasta tarde, despertarte a la hora que te dé la gana es genial. Si te gusta caminar, con un mapa ya puedes salir a recorrer la ciudad. Si no deseas perder demasiado tiempo, coges un bus turístico. Si deseas tomar un bocadillo rápido, nadie estará allí para quejarse. Si quieres ir a un restaurante de cinco estrellas Michelin, sólo tienes que preocuparte por tu bolsillo. Eres el único responsable de tus decisiones. ¡Y eso es fantástico!

Viajar solo también ayuda a superar las inseguridades. A mí, por ejemplo, me avergonzaba ir a un restaurante sola. Hoy en día, pido contenta mesa para una persona. Si me entran ganas, pido cerveza o vino de acompañamiento. No por estar sola tengo que ir a un fast food.

Otro aspecto positivo de cuando estás solo es que te ves obligado a salir de la zona de confort. La primera vez que alquilé un coche en una ciudad extraña, me sentí muy contenta. Fue en Grecia. Yo estaba en Nauplia y quería visitar Epidauro y Micenas. No existía la posibilidad de excursión organizada. La opción era alquilar un coche. No digo que no lo pensé dos veces porque ¡sí lo hice! ¡Creo que incluso más de dos veces! Pero superé la inseguridad. Fue una de las sensaciones más liberadoras de mi vida. Fui a todos los sitios que había planeado. ¡Me sentí la mismísima diosa Artemisa!

Y siempre me hago entender, ya sea en Francia, en Japón, o en China. Cuando las personas notan tu esfuerzo por comunicarte, ellas también despliegan sus dotes para hacerse entender. Y, en el peor de los casos, se puede hacer uso del maravilloso lenguaje de signos. Esto lo aprendí de mi padre. Sin ningún conocimiento de inglés, fue enviado a trabajar a Nueva Zelanda. ¡Eso no le supuso un freno para expresarse! Nunca olvidaré cómo se las arregló para comprar un champú anticaspa en una farmacia. Sin encogimiento, se fue directamente a la dependienta. Con gestos, se rascó la cabeza y hizo como si estuviera tirando la caspa del hombro … Así de sencillo.

Dicen que cuando se viaja solo, es más fácil hacer amigos. Yo diría que es simplemente más fácil conocer gente, aunque depende de la personalidad de cada uno. El más extrovertido podrá charlar con cualquiera en la cola de embarque. En cambio los introvertidos optarán por la compañía de un buen libro. Creo que lo que vale para todos los que quieran socializar es unirse a una ruta guiada por la ciudad. Hay varias gratis. Además de tener compañía, hay siempre alguien con quien se siente afinidad y se puede entablar conversación. En una ocasión, en Cracovia, tuve el placer de conocer a dos brasileñas muy simpáticas con las cuales me fui a comer.

No porque viajes solo debes abandonar algunos hábitos. Incluso se hace más fácil mantenerlos. Si te gusta leer hasta muy entrada la noche, no tienes que preocuparte por mantener la luz encendida. Si meditas, puedes permanecer en la posición de loto el tiempo que desees. Si eres fumador, tu única preocupación es tu pulmón. En mi caso, como me encanta correr, a menudo llevo las zapatillas en la mochila. Me gusta recorrer la ciudad corriendo y luego volver a los lugares que me han llamado la atención, caminando y lista para tomar fotos.

Estar solo es bueno incluso por razones no tan glamorosas, como, por ejemplo, si roncas, no vas a molestar a nadie. También puedes ir al excusado sin preocuparte por el olor o el ruido… ¡Son todo ventajas!

Al final del viaje, bebe una cerveza – o lo que más te guste – y celebra tu victoria! ¡Salud! Te lo has ganado. ¡Y hasta la próxima!

“¿Acaso es tiempo mal gastado el que se emplea en vagar por el mundo?”

Don Quijote

 

Get on board to Dublin, order a Guinness and relax

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South Anne Street – Photo: Martin Kapoun

I’ve been living in Dublin for two years. Getting used to it was a little bit difficult. I came from Madrid, a sunny city with a dry climate. In Dublin, the city is gray most of the time, and, of course, it is quite humid.

Living in the Emerald Island has its advantages and disadvantages. Ireland as a whole is quite green. There are many flowers and plants. The landscape is really nice. But, obviously, the reason for so much greenness is the rain.

On a trip to Ireland, it is convenient to bring a raincoat in the suitcase. Whether heavier or lighter it will depend on the season. An umbrella is not always necessary. Remember what often happens on an island as well: wind. On rainy days with wind, it is normal to see several umbrellas scattered around the streets, not protecting people, but thrown away because they have spoiled. You should use an umbrella only if it’s big and windproof.

The winter is not very strong. Only a few days have the temperature below zero. Summer is quite mild, with ranging from 16 and 27 degrees.

A visit to Dublin does not require a long stay. One can visit the main sights in two or three days. However, if you want to get to know other cities in the country and even in Northern Ireland, it is necessary to book at least one week.

I would say the best of Ireland is the people and the pubs. Irish people are extremely friendly, supportive and love chatting. Whether it’s in a pub or in the theater, whoever sits next to you will start a conversation. It is difficult to understand the accent, but they will have patience to repeat. You probably won’t understand them still, but that’s fine. What matters is to interact!

In recent trips, I chose to get to know the cities in a very interesting way: through free walking tours. You will get to know the most important sights in three hours. Dublin also offers this service, including in Spanish (Dublin Free Walking Tour or Sandemans New Dublin Tours). It is possible to make the reservation online or you can go to the meeting point a little bit earlier the time the tour starts.

If you’re like me, who likes walking, and you’re staying downtown, you don’t need to use public transportation. You can visit the main sights by foot, which is the best way, in my opinion, to get to know a city. Besides, it’s an opportunity to appreciate the Georgian houses with their colorful doors. All attractions are relatively close. Got tired?! There are several cafes and pubs around town.

Speaking of pubs, they are excellent with a pleasant atmosphere. Many with live music or a DJ, some of them with rock bands. It is really worth a visit. Remember that here began, in 1976, U2…

Wherever you are, there will be a pub nearby, no worries. But, as a good tourist, a stroll through the Temple Bar, the region of bars and restaurants, is a must. There is The Temple Bar itself. Take a picture and that’s it. I do not recommend it, unless you’re the type who loves crowded places. There are so many better ones in other regions with the pint (568ml of beer. Yes, it’s the usual quantity both in Ireland and the UK) cheaper. However, if you want to stay in the neighborhood, I particularly like the Porterhouse Temple Bar and Bad Bobs.

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The Temple Bar – Photo: Andrea Milhomem

The city offers interesting cultural options as well. I suggest, for example, you start your day at Trinity College. This university, which formed major names in Irish literature, such as Jonathan Swift, Oscar Wilde and Samuel Beckett, was founded by Elizabeth I in 1592. Between May and September, it is possible to take a guided tour of the college campus. Included in the tour is the visit to the Book of Kells that is preserved in The Old Library. This university’s great treasure is a manuscript, dating from the mid-eighth or early nineteenth century, containing the Latin Gospels. It is said that monks from the Isle of Iona, on the Scottish coasts, began to produce the manuscript which was completed at the Abbey of Kells, in the Meath County, in Ireland.

After a visit to Trinity College, follow the College Green St. on the opposite side of the Bank of Ireland (a building that for most of the 18th century was the Parliament of the Kingdom of Ireland). Turn left onto Church Lane. A few meters ahead, on Suffolk Street, you’ll come across the statue of the voluptuous Molly Malone. Sculpted by Jeanne Rynhart, it was originally placed in 1988 on Grafton Street, where, they say, it will definitely return this year. The statue is a representation of the cockles and mussels vendor of the song Sweet Molly Malone, considered the Dublin’s anthem and played in a lot of pubs.

Then follow St. Andrew’s Street, turn right onto Trinity Street and left onto Dame Lane until you reach Dublin Castle (1204). On the first Wednesday of the month, the admission is free. Depending on the time available, it is possible to take a guided tour of the Medieval Undercroft and the Chapel Royal. The State Apartments can be visited without a guide. What is really not to be missed is the visit to The Chester Beatty Library, located in the gardens of the Castle. The collection acquired by Sir Alfred Chester Beatty (1875 – 1968) is arranged on two floors. There are more than 20,000 manuscripts, early printed books, miniature paintings, papyrus texts, copies of the Koran and the Bible, etc. It is fascinating how the traditions of the major religions are presented: Buddhism, Islam and Christianity, as well as small samples of Confucianism, Jainism, Taoism and Sikhism.

If you are not mentally and physically exhausted, it would be good to take pictures of the Christ Church, founded by the Vikings in 1028. Next door is Dublinia. It’s a must for anyone who likes history. The museum makes a historical recreation of Ireland, mainly of the Viking and medieval times, in a playful way. Excellent choice for any age group. I even took my little nephew!

If you want to try fish and chips, one of their favorite dishes, take advantage of the proximity to Leo Burdock, considered the best place in town to buy it. Important: they do not have table service.

If it’s a moment for a sweet, a good choice is the Queen of Tarts Café and Patisserie. Good service and delicious cakes. Perfect combination.

Depending on how much energy you still have, it would be interesting to visit  St. Patrick’s Cathedral. Built between 1191 and 1270, it is considered Ireland’s largest and most important pilgrimage site. Between 1713 and until his death, in 1745, Jonathan Swift, the author of Gulliver’s Travels, was its Dean. There he was buried.

Something curious about Ireland is that, although it is a Catholic country, it has two cathedrals that are part of the Church of Ireland, I mean, they are Anglican. The main Catholic church is the St Mary Pro-Cathedral, which is in the northern part, in Dublin 1.

The second day you can start at St. Stephen’s Green. Located in the city center, it is a green oasis of calm. You can appreciate several species of birds and plants. On sunny days, a place on the grass is quite disputed.

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St. Stephen’s Green – Photo: Matin Kapoun

Continuing the cultural activities, you can visit the National Museum of Archeology on Kildare Street. Usually there are interesting temporary exhibitions. The permanent exhibition include prehistoric gold artefacts, dating from 2200 BC and 500 BC, metalwork from the Celtic Iron Age, medieval religious artifacts, tools used by hunters in the 7000 BC century, Bronze Age weaponry, objects used by the Vikings, etc. There is a room dedicated to ancient Egypt. Creepy but very interesting, is the Iron Age bog bodies.

The National Gallery, whose entrance is on Clare Street, is quite nice. The collection, mostly of European painters and sculptors, presents a selection of works of Irish artists such as Jack B. Yeats, William John Leech, Gerard Dillon, and others.

After the visit, head to Merrion Square, essentially to take a picture of the sculpture of the famous Irish writer Oscar Wilde (1854 – 1900).

The Natural History Museum, on Merrion Street, is also interesting and can be seen quickly. The first floor is dedicated to the native animals of Ireland. On the second floor, my favorite, is the collection Mammals of the World. There are elephants, polar bears, giraffes, monkeys, lions, hippos, etc.

A relaxed place to have lunch or a snack is the National Gallery’s restaurant. I really like Hatch and Sons too. It’s worth going there even if it’s only to eat the fruit crumble and cream pie.

Depending on how much free time you have, other interesting places to visit would be:

Decorative Arts & History Museum: interesting museum for those who wish to delve into Ireland’s military history and also to know a little more about its culture, while enjoying its exhibitions of clothes, jewelry, furniture, household items, pottery objects, used mainly between 1760 and 1960.

Kilmainham Gaol Museum: In this prison, built in 1796, there is much to be told about the history of Ireland. During the first half of the nineteenth century, over 4000 convicts were sent to Australia via Kilmainham Gaol. In the final years of the Great Hunger of 1845-1850 in Ireland, the number of prisoners increased sharply. A cell designed for one person could have five. Prisoners, including women and children, were arrested for begging or for stealing food. In May 1916, fourteen members of the Easter Rising were executed there. Between 1916 and 1924, it was used as a political prison. In 1960, restoration work began. Nowadays, one can see the cells in where men like Pearse, Plunkett, James Connolly, important members of the Easter Rising were held. It was the setting for the shooting of twelve films. Among the best known are: The Italian Job (1969), In the Name of the Father (1993) and Michael Collins (1996). The video clip of the U2 song A Celebration was also filmed there in July 1982. In addition it was where it was recorded in 2011 the series of ITV, Primeval, and in 2012, BBC Ripper Street. I recommend buying the ticket online.

The Little Museum of Dublin: As its name suggests, it’s a very small museum. Its three floors are located in a restored Georgian style house. The collection was built on donations. For me it was a pleasant surprise. You can only visit it with the museum’s own guide, but it’s worth it. I laughed a lot and learned new facts from a passionate professional. Unfortunately, I can not remember the name of the gentleman who made my day more joyful.

General Post Office (GPO): Situated in the heart of the city, on O’Connell Street, this neoclassical building of the Central Post Office, built in 1814 has great historical importance for the Irish people. He served as central command for the rebels who participated in the Easter Rising of 1916.

O’Connell Street – On the North of the River Liffey lies the vibrant O’Connell Street with its statues of important Irish historical figures. The main one is the statue of the so-called “Liberator” or “Emancipator” Daniel O’Connell (1775-1847), Irish nationalist leader of the first half of the nineteenth century. You will also see the following statues: William Smith O’Brien (1803-1864), Irish nationalist and leader of the Young Ireland movement; Sir John Gray (1815-1875), a supporter of Daniel O’Connell, and later of Charles Stewart Parnell; Jim Larkin (1874-1947), the Irish trade union leader and socialist activist; and Father Theobald Mathew (1790-1856), Irish Catholic teetotalist. At the end of the street stands the imposing statue of Charles Stewart Parnell (1846-1891). He was referred to the “Uncrowned King of Ireland”. This controversial nationalist politician led the Irish Party. What most draws attention in the decoration of O’Connell Street is the sculpture called Spire. Raised in 2001, it seems that this stainless steel, pin-like monument of 120m is the tallest sculpture in the world. Also known as Monument to the Light, it is a meeting point among Dublin residents. Take the opportunity to take a picture next to the statue of James Joyce on pedestrian street North Earl St.

Guinness Storehouse: Many enjoy the visit. I went with four friends and it has let us down. I imagined someone would tell us the history of the brewery and explain the process of making the best known beer in Ireland. They do, but through holograms. Some people say the panoramic view from the rooftop is unparalleled. To our disappointment, it was a gray day! They give you a Guinness at the end of the visit… What I recommend is that you drink a few pints in a pub with the money you would spend on the ticket…

You can also visit two famous distilleries in Dublin, one is the Jameson which is now a museum. When you do the visit you end up with a mini tasting of 3 whiskeys and you get a diploma. Nice hall and bar but not an obligatory visit. Another one is Teeling.

Some curiosities:

Soon you will notice that some pedestrians don’t respect the traffic lights. It is easy to understand why. The green light for pedestrians is open only a few seconds. In yellow, you will have more time to cross. The red? It takes ages.

In Ireland, people are right side drivers. So be careful when crossing streets. The cars will come in the opposite direction to what you are used to.

Important informations:

The currency used in Ireland is the Euro. In Northern Ireland, the Pound.

Time Zone: UTC+00:00, as well as United Kingdom and Portugal. While it is 12.00am in Dublin, it will be 1pm in Paris or Madrid. Daylight Saving Time (DST) in Ireland (+ 1 hour) runs from the last Sunday in March to the last Sunday in October.

Ireland is not part of the Schengen area, so it is always necessary to go through immigration control and present the passport. Check if you need an Irish visa.

Transport options from the airport to the city center and vice versa:

Taxi: it costs between 20 and 30 euros. Attention: You can be charged € 1 for each additional passenger.

Bus:

A good website to check the best bus option for you is: https://www.dublinairport.com/to-from-the-airport/by-bus.

The one I use most is Aircoach because it has a stop near my house. The ticket can be purchased online at € 1 off. The price depends on the destination. To downtown, an Adult single ticket costs € 7, which can be paid in its booth in Terminal 1 or directly from the driver in Terminal 2. There are several lines. The number 700, for example, leaves every 15 minutes for the City Center, Donnybrook, Stillorgan, Sandyford and Leopardstown. They operate 24 hours and it has free wi-fi.

If you are going to stay for a few days in Dublin on tourism and in a place that has access to the Airlink Express 747 or 757 bus, it is worthwhile buying a tourist pass. The Freedom Pass can be used for 3 days (72 hours) with unlimited bus travel through central Dublin. In addition, you can use the Hop On Hop Off Hop Sightseeing Tours. The Adult Freedom Pass costs € 33.00. Children pay € 16.00. The ticket can be purchased online, at the Travel Information Desk at Arrivals Hall, Terminal 1, at vending machines at Airlink bus stops, or at Dublin Sightseeing staff.

If you are not interested in taking the tour in Dublin Bus Sightseeing, the best option will be the Leap Visitor Card 72 hours. This card, which costs € 19.50, offers visitors unlimited travel on Luas (tram), DART (commuter train), in the central areas around the Irish Rail and the Dublin Bus – including the round trip between the airport and the city center on Airlink 747 or 757. Leap Cards are available for purchase at Bus & Travel Information Desk (T1 – Arrivals), at Discover Ireland Tourist Information Desk (T2 – Arrivals) and at Spar (T2 – Arrivals).

If you are taking a bus, it is important to have coins (notes are not accepted!). You have to tell the driver where you are going to and he will say the price, which is, at least,  2 Euros. If you pay more, you will receive a paper with the the amount you will receive as change. But I have no idea where you have to go to take your change!

Day trips from Dublin:

Howth: This fishing village can be reached by train (DART) in 30 minutes or on bus 31A, whose stop is on Talbot Street. Visiting to take a stroll through the harbor, the market and eat fresh fish is definitely worthwhile.  For those who like hiking, I recommend walking along the hill. It is surrounded by cliffs. From the highest point, the Howth Summit (171m), you can see Dublin Bay and Wicklow County.

Malahide: Although it has good restaurants and cafes, most tourists head to this town to go to the castle, one of the oldest in Ireland. From the 12th century, it was the residence of the Talbot family for almost 800 years. For those who want to visit the castle and the gardens, it is necessary to pay the admission fee that entitles the guided tour. Malahide is reached by DART or bus route 42. There is a restaurant, a café, a convenience store and Irish products on the premises of the castle.

Bray: Easy access by train (DART). A friend  suggested me to walk from Bray to Greystones. It is about an hour and a half walking. Better put on your hiking boots because it will get dirty! The landscape is very beautiful. In Greystones, a healthy restaurant option is The Happy Pear.

There are many websites, as Visit Dublin or Tourist Office Dublin, with day trip options, including in Spanish. I recommend going to Wicklow County and the Cliffs of Moher. In Northern Ireland, Belfast, the capital, and the Giant’s Causeway are worth a visit.

County Wicklow : It is considered the Garden of Ireland. Unless you rent a car, the best way to experience the region is on a day trip. Companies that provide this service: HillTop Treks, Wicklow Mountains Tour, Wild Wicklow Tour, Paddywagon Tours, etc. When I went, I used the services of HillTop Treks. You can choose one of this activities: visiting the Powerscourt Gardens (you will get a discount on the ticket), a guided walk or a horse riding. Since I had already been to the Powerscourt Gardens, I preferred to do the walking. I really liked it.

Cliffs of Moher: Standing 214m (702 feet) at their highest point, they stretch for 8 kilometres (5 miles) along the Atlantic coast of County Clare, in the west of Ireland.. On a clear day, it is possible to see the Aran Islands and Galway Bay. The O’Brien Tower has served as a viewing point for visitors for hundreds years. Go well wrapped because the wind is very strong there. Some companies that provide the service: Wild Rover Tours, Irish Day Tours, Paddywagon Tours, etc.

Belfast: The capital of Northern Ireland is included in several day tours from Dublin. You can go by train (Irish Rail) or by bus (Expressway). If your are feeling energetic, you can visit the main sights by foot or you can use the Belfast City Sightseeing Bus. There are several interesting attractions. You can visit, for example, the Titanic Museum (this famous ship was built in Belfast) and The Ulster Museum. You can take a black cab to get to know more about the conflict between Catholics and Protestants (I did this tour and I loved it! It is  a very culturally enriching experience). Some companies that provide this service: Paddy Campbell’s Famous Black Cab Tours, Belfast Black Taxi Tours, NL Black Taxi Tours, Belfast City Black Taxi, etc. It is convenient to book online.

Giant’s Causeway (County Antrim, Northern Ireland): The Giant’s Causeway is one of the most fascinating places I’ve ever been. It’s where myth and reality meet. It is difficult to say where one begins or the other ends. There are around of 40,000 prismatic basalt columns, embedded like a huge jigsaw puzzle of gigantic hexagonal stones, resulting from a volcanic eruption about 60 million years ago. It was declared a World Heritage Site by the United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (UNESCO) in 1986 under the name of “Giant’s Causeway and its Coast”, and as a Nature Reserve in 1987. In the same tour you can also cross the impressive Carrick-a-Rope Bridge. The scenery is spectacular. But take notice: it can cause you vertigo. I went with Finn McCools Tours and I was extremely pleased with the service.

Connemara (County Galway): You will experience the aesthetic appreciation of natural landscapes. Among the most visited places are some villages, such as Clifden, Spiddal and Leenane. There is even a fjord, the Killary Fjord. Usually included in the tour is the visit to Abbey Kylemore. It’s awesome! Some companies that provide the service: Irish Day Tours, Paddywagon Tours, Connemaratours etc.

Suggestion of pubs and restaurants in Dublin:

Pubs. Besides the ones already mentioned, I really like the Toners Pub, on Baggot Street Lower. The Ferryman Pub, near the Samuel Beckett Bridge, designed by the Spanish Santiago Calatrava, is also a good option. At The Bernard Shaw, at 11-12 Richmond Street, you will find a young atmosphere, besides you can have pizza inside a bus. If you’re in the mood for listening to rock bands, you can go to Whelans. In this pub were recorded scenes of the film P.S I Love You. Another great choice: The Bleeding Horse. The Blackbird, in Rathmines, is excellent and it is not touristic.

Restaurants. I’m suspicious because I love Italian food. I have tried very good pastas and pizzas in the following restaurants: the sophisticated Osteria Lucio and the cozy Manifesto Restaurant, both out of the tourist area. More central is Ciao Bella Roma. The best place for me to eat Japanese food is Zakura. If you like a bistro, an excellent choice is the Camden Kitchen. For Mediterranean food, I suggest Coppinger Row whose location is excellent. Farm restaurant also is worth a try. Dublin is a city where vegetarians and meat-eaters happily coexist. For vegans, I suggest the Cornucopia. If you are downtown and prefer fast food, the Marks and Spencer restaurant is quite reasonable.

Cafes. I really like Keoghs Cafe. The specialty is scones and muffins. I recommend leaving the diet a little aside and give yourself a treat. Another quite nice place is the Caffè Nero. There are several throughout the city. As it has wi-fi, it is a good place to rest and plan the day. A must for chocoholics is the Butlers Chocolate Café.

Irish Beers. The national preference is Guinness. If you are not a stout fan, there are a lot of red, pale or blonde ale options. A good choice, in my opinion, is the red ale Smithwick’s. Other Irish brands: O’Haras, Murphy’s (the most popular in Cork and considered by its locals the national beer), The Porterhouse, Franciscan Well, Kilkenny, Harp, etc. Some Irish beers that are becoming popular are Galway Hooker and the artisan McGargles.

If you are a beer drinker, don’t think twice, Dublin is your city. Go to a pub, sit at the counter and be surprised of the variety of draft beers, an example of this is The Beer Market (13, High St. Merchants Quay , D8) or Against the Grain (11, Wexford St, D2).

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O’Connel Street – Photo: Andrea Milhomem

brasil É hora de embarcar para Dublin, pedir uma Guinness e relaxar.

Moro há dois anos em Dublin. A adaptação não foi fácil. Eu morava anteriormente em Madri, cidade ensolarada e de clima seco. Já em Dublin predomina o cinza a maior parte do ano e, claro, a cidade é bastante úmida.

Morar na Ilha Esmeralda traz vantagens e desvantagens. A Irlanda como um todo é bastante verde. Há muitas flores e plantas. A paisagem natural é realmente muito agradável. Mas, obviamente, a razão de tanto verde é a chuva.

Em uma viagem à Irlanda é conveniente levar na mala um casaco de chuva com capuz. Se mais pesado ou mais leve dependerá da época do ano. Guarda-chuva nem sempre é tão necessário. Lembre-se do que também ocorre com frequência em uma ilha: vento. Em dias de chuva com vento, é normal ver vários guarda-chuvas espalhados pelas ruas, não protegendo as pessoas, mas sim jogados porque estragaram. Para valer a pena usar guarda-chuva, só se for dos grandes e resistentes.

O inverno não é muito rigoroso. São poucos os dias que a temperatura fique negativa. O verão é bastante ameno. A temperatura pode variar entre 16 e 27 graus.

Uma visita a Dublin não exige uma estada longa. Pode-se visitar os principais pontos turísticos em dois ou três dias. Entretanto, se se pretende conhecer outras cidades do país e, inclusive, da Irlanda do Norte, é necessário reservar pelo menos uma semana.

Eu diria que o melhor da Irlanda é o povo e os pubs. Os irlandeses são extremamente simpáticos, solidários e adoram bater papo. Seja no bar ou no teatro, quem estiver sentado ao seu lado vai puxar conversa. O difícil é entender o sotaque, mas eles terão paciência  para repetir. Provavelmente, você vai continuar sem entender, mas ok. O que vale é interagir!

Em algumas viagens recentes, optei por conhecer mais a fundo as cidades de uma forma bastante interessante: por meio de caminhadas turísticas gratuitas, os famosos  free walking tours. Normalmente são feitas em três horas, com um guia dando informações sobre os pontos turísticos mais importantes. Dublin também oferece esse serviço, inclusive em espanhol (Dublin Free Walking Tour ou Sandemans New Dublin Tours). É possível fazer a reserva online ou ir diretamente ao local indicado, desde que chegue com antecedência ao horário marcado para a saída.

Se você for como eu que gosta de andar, e estiver hospedado pelo centro, não precisará usar transporte público. Dá para visitar os principais pontos turísticos caminhando, que é a melhor forma, a meu ver, para conhecer uma cidade, além de ir apreciando as casas em estilo georgiano, com suas portas coloridas. Todos as atrações estão relativamente próximas. Cansou-se?! Há vários cafés e pubs pela cidade.

Por falar em pubs, eles são excelentes. O ambiente é sempre muito animado. Muitos com música ao vivo ou com DJ. Vale a pena. As bandas costumam ser ótimas. Lembre-se de que aqui começou em 1976 o U2, por exemplo…

Onde você estiver, haverá um pub por perto. Não se preocupe. Mas, como bom turista, uma passada pelo Temple Bar, a região de bares e restaurantes, é obrigatória. Existe o The Temple Bar propriamente dito. Tire uma foto na porta e pronto. Não o recomendo, a não ser que você seja do tipo que adora lugar lotado. Existem tantos outros melhores em outras regiões e com a pint (568ml de cerveja. Sim, acostume-se é a quantidade usual tanto na Irlanda quanto no Reino Unido) mais barata. Entretanto, se for para ficar por aí, eu, particularmente, gosto muito do Porterhouse Temple Bar e do BadBobs.

A cidade oferece interessantes opções culturais também. Eu sugeriria, por exemplo, que se começasse a programação pelo Trinity College. Essa universidade que formou grandes nomes da literatura irlandesa, como Jonathan Swift, Oscar Wilde e Samuel Beckett, foi fundada por Elizabeth I, em 1592. Entre maio e setembro, é possível fazer uma visita guiada ao campus. Está incluído no passeio a entrada ao Livro de Kells (Book of Kells). Conservado na antiga biblioteca (The Old Library), o grande tesouro da universidade é um manuscrito, datado de metade do século VIII ou começo do século IX, que contém os Evangelhos em latim. Dizem que monges da Ilha de Iona, nas costas escocesas, começaram a produzir o manuscrito que foi concluído na abadia de Kells, Condado de Meath, na Irlanda.

Após a visita ao Trinity College, siga pela rua College Green pela calçada contrária ao Bank of Ireland (edifício que durante grande parte do século XVIII sediou o Parlamento do Reino da Irlanda). Entre à esquerda, na rua Church Lane. Poucos metros à frente, na Suffolk Street, você vai deparar com a estátua da voluptuosa Molly Malone. Esculpida por Jeanne Rynhart, foi inaugurada em 1988 na Grafton Street, para onde, dizem, voltará definitivamente este ano. A estátua é uma representação da vendedora de berbigões e mexilhões (cockles and mussels) da canção Sweet Molly Malone, considerada hino de Dublin, e tocada em muitos pubs da cidade.

Em seguida, siga pela St. Andrew’s Street, vire à direita na Trinity Street e à esquerda na Dame Lane até chegar ao  Dublin Castle (1204). Na primeira quarta-feira do mês, a entrada é gratuita. Dependendo do tempo que se tenha disponível, é possível fazer uma visita guiada à galeria subterrânea e à capela real. Os salões nobres podem ser visitados sem guia. O que é mesmo imperdível é a visita à The Chester Beatty Library, situada nos jardins do Castelo. A coleção adquirida por Sir Alfred Chester Beatty (1875 – 1968) está disposta em dois andares. Trata-se de mais de 20.000 manuscritos, livros raros, pinturas em miniatura, tabuletas de argila, textos em papiros, cópias do Alcorão e da Bíblia, etc. É fascinante a forma como são apresentadas as tradições das principais religiões: Budismo, Islamismo e Cristianismo, bem como pequenas amostras do Confucionismo, Jainismo, Taoismo e Siquismo.

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Dublin Castle – Photo: Andrea Milhomem

Se a mente e o corpo não estiverem muito cansados, seria bom aproveitar para tirar fotos da Catedral Christ Church, fundada pelos vikings em 1028. Ao lado, encontra-se Dublinia. Para quem gosta de história, é um prato cheio! O museu faz uma recriação histórica da Irlanda, principalmente da época viking e medieval, de forma lúdica. Excelente opção para qualquer faixa etária. Levei até meu sobrinho de um aninho!

Caso queira experimentar “fish and chips” (peixe frito com batatas), uma das preferências nacionais, aproveite a proximidade para ir ao Leo Burdock, considerado o melhor local da cidade para comprar a especiaria. Importante: eles não têm serviço de mesa.

Se o horário pedir um doce, uma boa opção é a confeitaria Queen of Tarts. Bom atendimento e tortas deliciosas. Combinação perfeita.

Dependendo do quanto se tenha ainda de energia, seria interessante aproveitar para visitar a Catedral de São Patrício (St Patrick´s Cathedral).  Construída entre 1191 e 1270, é considerada a maior e mais importante local de peregrinação da Irlanda. Teve como deão, entre 1713 e 1745, Jonathan Swift, o autor de Viagens de Gulliver. Ali foi enterrado.

Algo curioso sobre a Irlanda é que, embora seja um país extremamente católico, tem duas catedrais que fazem parte da Igreja da Irlanda, ou seja, são anglicanas!  A principal igreja católica é a St Mary Pro-Cathedral, que fica na parte norte, em Dublin 1.

O segundo dia eu começaria pelo parque St. Stephen’s Green. Localizado no centro da cidade: é um oásis verde de calma. Pode-se apreciar várias espécies de pássaros e plantas. Em dias ensolarados, um lugar na grama é bastante disputado.

Dando continuidade à programação cultural, pode-se visitar alguns museus. Os que indico a seguir são gratuitos!

Museu Nacional de Arqueologia (National Museum of Ireland – Archeology), na Kildare Street. Normalmente, há interessantes exposições temporárias. Entre as obras permanentes, encontram-se trabalhos em ourivesaria, datados de 2200 a.C e 500 a.C, artefatos religiosos celtas e cristãos do período medieval, ferramentas usadas por caçadores no século 7000 a.C, armamentos da Idade do Bronze, objetos usados pelos vikings, etc. Há uma sala dedicada ao antigo Egito. Exposição macabra, mas muito interessante, é a de restos de corpos da Época do Ferro, encontrados em pântanos irlandeses.

Bastante simpática é a Galeria Nacional (National Gallery of Ireland), cuja entrada é pela Clare Street. O acervo, majoritariamente de pintores e escultores europeus, abriga obras de artistas irlandeses de renome, como Jack B. Yeats, William John Leech, Gerard Dillon, entre outros.

Terminada a visita, dirija-se à praça Merrion Square, essencialmente para tirar uma foto junto à escultura  do famoso escritor irlandês Oscar Wilde (1854 – 1900).

Museu também interessante e que pode ser visto rapidamente é o de História Natural (Natural History Museum), também na Merrion Street. O primeiro andar está dedicado a animais nativos da Irlanda. Já no segundo andar, meu preferido, encontra-se a coleção Mamíferos do Mundo. Há elefante, urso polar, girafa, macaco, leão, hipopótamo, etc.

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National History Museum – Photo: Andrea Milhomem

Uma opção de local descontraído para almoçar ou lanchar seria o restaurante da National Gallery. Gosto muito do Hatch and Sons também. Inclusive vale a pena ir lá nem que seja só para comer uma sobremesa. Minha preferida é a “fruit crumble and cream”, uma torta crocante de frutas. O creme vem à parte.

Dependendo de quantos dias se tenha livre na cidade, outros locais interessantes para se visitar seriam:

Decorative Arts & History Museum: interessante museu para aqueles que desejem se aprofundar na história militar da Irlanda e também conhecer um pouco mais da sua cultura, ao apreciar exposição de roupas, jóias, móveis, utensílios domésticos, objetos em cerâmica, usados principalmente entre 1760 e 1960.

Kilmainham Gaol Museum: nesse presídio construído em 1796, há muito o que se contar da história da Irlanda. De lá, por exemplo, durante a primeira metade do século XIX, mais de 4000 condenados foram enviados para a Austrália. Nos anos finais da Grande Fome de 1845-1850 na Irlanda, o número de presos teve um aumento massivo. Uma cela onde cabia uma pessoa chegou a ter cinco. Os prisioneiros, entre eles mulheres e crianças, eram detidos por mendicância ou por roubar comida. Em maio de 1916, catorze membros da Revolta da Páscoa foram ali executados. Entre 1916 e 1924, foi usada como prisão política. Em 1960, começaram os trabalhos de restauração. Hoje em dia, pode-se ver as celas de importantes membros da rebelião de 1916, como Pearse, Plunkett, James Connolly. Serviu de cenário para a rodagem de doze filmes. Entre os mais conhecidos estão: The Italian Job (1969), Em Nome do Pai (1993) e Michael Collins (1996). O videoclipe da canção A Celebration, do grupo U2, também foi filmado ali, em julho de 1982. Além disso foi onde se gravou, em 2011, a série de ITV, Primeval e, em 2012, Ripper Street da BBC. Recomendo comprar a entrada online. A visita é super concorrida..

The Little Museum of Dublin: Como o próprio nome diz, é um museu bem pequeno. Seus trës andares estão localizados em uma casa restaurada de estilo tipicamente georgiano. A coleção foi montada à base de doações. Para mim  foi uma grata surpresa. Só se pode visitá-lo com guia do próprio museu,  mas sabe que vale a pena? Dei muita risada e aprendi fatos novos com esse profissional que trabalha com tanta paixão. Infelizmente não me lembro o nome desse senhor que fez o meu dia mais alegre.

General Post Office (GPO): Situado no coração da cidade, na O’Connell Street, esse prédio neoclássico da central dos Correios., construído em 1814 tem grande importância histórica para os irlandeses. Ele serviu de comando central para os rebeldes que participaram do levante  na Páscoa de 1916 (Easter Rising of 1916).

O’Connell Street – Ao Norte do Rio Liffey, encontra-se a vibrante O’Connell Street, com suas estátuas de importantes personagens históricos da Irlanda. A principal, como não podia deixar de ser, é a estátua do chamado “Libertador” ou “Emancipador” Daniel O’Connell (1775-1847), líder nacionalista irlandês da primeira metade do século XIX. Você também vai ver as seguintes estátuas: William Smith O’Brien (1803-1864), nacionalista irlandês, membro do Movimento Jovem da Irlanda; Sir John Gray (1815-1875), quem apoiou Daniel O’Connell, e posteriormente Charles Stewart Parnell;  Jim Larkin (1874-1947), líder sindical e revolucionário socialista; e a de Pai Theobald Mathew (1790-1856), reformador católico irlandês . No final da rua, está a imponente estátua de Charles Stewart Parnell (1846-1891). O conhecido “Rei da Irlanda Sem Coroa” foi um polêmico político nacionalista, membro do Partido Parlamentar Irlandês. O que mais chama a atenção na decoração da O’Connell Street é a escultura denominada Spire. Erguida em 2001, parece ser que essa “agulha” de aço de 120m é a mais alta escultura do mundo. Também conhecida como Monumento à Luz, é um ponto de encontro entre os moradores de Dublin. Aproveite a oportunidade para tirar uma foto ao lado da estátua de James Joyce na rua de pedestre North Earl St.

Guinness Storehouse: Muitos visitam a antiga fábrica de cerveja Guinness e saem satisfeitos. Fui com quatro amigos e saímos decepcionados. Imaginava que teria alguém que contaria a história da cervejaria e explicaria o processo de elaboração da cerveja mais conhecida da Irlanda. Bom, eles fazem isso, mas por meio de hologramas! Também costumam dizer que a vista desde o terraço é muito bonita. Fomos em um dia cinzento…. Você tem direito a uma Guinness no final da visita O que recomendo é que bebas várias “pints” em um pub com o dinheiro que teria gastado com a entrada…

Também é possível visitar duas destilarias famosas em Dublin, uma é a Jameson que, hoje em dia, funciona mais como museu. Quando faz a visita, ao final, pode provar 3 whiskies e você ganha um diploma. Não é uma visita obrigatória, mas você pode ir dar uma olhada no hall, que é muito bonito, e tem um bar. Outra é a Teeling.

Algumas curiosidades:

Logo você vai observar que muitos transeunte não respeitam os semáforos. É fácil de entender o porquê. O sinal verde para o pedestre fica aberto pouquíssimos segundos. No amarelo, você terá mais tempo para atravessar. O vermelho? Esse demora uma eternidade…

Na Irlanda, os motoristas usam a mão inglesa, ou seja, a direção é à direita. Portanto, cuidado ao atravessar a rua, pois os carros virão no sentido contrário ao que você está habituado.

Informações importantes:

A moeda usada na Irlanda é o Euro. Na Irlanda do Norte, a Libra (Pound).

Fuso horário: UTC+00:00, bem como Reino Unido e Portugal.  O resto da Europa Ocidental terá uma hora a mais. Então, enquanto são 12h em Dublin, serão 13h em Paris ou Madri. O horário de verão na Irlanda (+ 1 hora) vai do último domingo de março até o último domingo de outubro.  

A Irlanda não faz parte do espaço Schengen, portanto é sempre necessário passar pelo controle imigratório e apresentar o passaporte. Verifique aqui se você precisa de visto para entrar na Irlanda.

Opções de transporte do aeroporto para o centro e vice-versa:

Táxi: custará entre 20 e 30 euros. Atenção: Pode ser cobrado €1, a mais por cada passageiro adicional.

Ônibus:Um bom site para saber qual a melhor opção de ônibus no seu caso é o do próprio aeroporto: https://www.dublinairport.com/to-from-the-airport/by-bus .

O que eu mais uso é o Aircoach porque tem uma parada próxima à minha casa. A passagem pode ser adquirida online, com €1 de desconto. O preço depende do destino. Para o centro, a ida custa €7 à vista, que podem ser pagos em guichê próprio no Terminal 1 ou diretamente do motorista no Terminal 2. Há várias linhas. O número 700, por exemplo, sai a cada 15 minutos para o Centro, Donnybrook, Stillorgan, Sandyford e Leopardstown. Wi-fi grátis. Operam 24 horas.

Se você for ficar alguns dias em Dublin a turismo e em local que tenha acesso ao ônibus Airlink Express 747 ou 757, pode valer a pena adquirir um passe turístico. O Freedom Pass pode ser usado durante 3 dias (72h), com viagens ilimitadas de ônibus pelo centro de Dublin. Além disso, pode fazer turismo utilizando o ônibus verde Hop on Hop off Sightseeing Tours. O Freedom Pass Adulto custa € 33,00. Criança paga € 16,00. O bilhete pode ser comprado online, no balcão de informações, em chegadas, no Terminal 1, em máquinas de venda automática nos pontos de ônibus do Airlink, ou de funcionários Dublin Sightseeing.

Caso você não tenha interesse em fazer o passeio no Dublin Bus Sightseeing, a melhor opção será Leap Visitor Card 72 horas. Esse cartão, que custa  € 19,50, oferece ao visitante viagens ilimitados no Luas, DART, nas zonas centrais por onde circular o Irish Rail e Dublin Bus – incluindo a viagem de ida e volta entre o aeroporto e o centro da cidade no Airlink 747 ou 757. Leap Cards estão disponíveis para compra no balcão de informações “Bus & Travel Information Desk” (T1 – Chegadas), no “Discover Ireland Tourist Information” (T2 – Chegadas) e na loja Spar (T2 – Chegadas).  

Se for pegar ônibus de linha, é importante ter moeda (notas não são aceitas!). É necessário dizer ao motorista para onde vai e ele dirá o preço, que, no mínimo, é   2 Euros. Se pagar a mais, você receberá um papel com a anotação do importe e terá que buscar o troco nem sei onde!

Cidades próximas a Dublin interessantes para se visitar em um dia:

Howth: A essa cidade de pescadores pode-se chegar de trem (DART) em 30 minutos ou no ônibus 31A, cuja parada está na Talbot Street. Vale a pena ir tanto se simplesmente deseja dar um passeio pelo porto, pelo mercado e comer peixe fresco como se pretende subir ao pico de Howth (Howth Summit), de 171 metros de altura. Para quem gosta de caminhadas, recomendo o passeio por essa colina rodeada de falésias. Do ponto mais alto, pode-se ver a baía de Dublin e o condado de Wicklow.

Malahide: Embora ofereça opções de restaurantes e cafés, a maioria dos turistas se dirige a essa cidade principalmente para ir até o castelo, um dos mais antigos da Irlanda. Do século XII, foi residência da família Talbot por quase 800 anos. Para quem quiser conhecer o castelo por dentro e ir aos jardins, é necessário pagar a entrada que dá direito à visita guiada. A Malahide se chega em DART ou pela linha de ônibus 42. Nas instalações do castelo, há restaurante, café, loja de conveniência e de produtos irlandeses.

Bray: De fácil acesso com o Dart, o que me sugeriram fazer, e gostei, foi uma caminhada de mais ou menos uma hora e meia, de Bray até Greystones. Melhor colocar um tênis mais velhinho porque vai sujar! A paisagem é muito bonita. Em Greystones, uma opção super saudável de restaurante é o The Happy Pear.

Excursões de um dia:

Vários websites, tais como Visit Dublin ou Tourist Office Dublin oferecem opções de excursões de um dia, inclusive em espanhol. Recomendo a ida ao Condado de Wicklow e às Falésias de Moher (Cliffs of Moher). Na Irlanda do Norte, vale a pena conhecer Belfast, a capital, e a Calçada dos Gigantes (Giant’s Causeway).

Condado de Wicklow: Considerado o jardim da Irlanda. A não ser que alugue um carro, a melhor forma de conhecer essa região é mesmo em uma excursão de um dia. Outras empresas que prestam esse serviço: HillTop Treks, Wicklow Mountains Tour, Wild Wicklow Tour, Paddywagon Tours, etc. Quando eu fui, usei os serviços da HillTop Treks. Você pode escolher entre uma destas atividades: visita aos jardins Powerscourt (Powerscourt Gardens), caminhada guiada pelas montanhas ou passeio a cavalo. Como eu já havia ido aos jardins Powerscourt, preferi fazer a caminhada. Gostei.

Cliffs of Moher: Falésias que se estendem por 8 km  ao longo da costa atlântica do condado de Clare no oeste da Irlanda. 214m em seu ponto mais alto . Em um dia claro, dos penhascos de Moher é possível ver as Ilhas Aran e a Baía de Galway.  A Torre O’Brien está perto do ponto mais alto e tem servido como um ponto de observação para os visitantes para centenas de anos. Vá bem agasalhado porque venta muito. Algumas empresas que prestam o serviço: Wild Rover Tours, Irish Day Tours, Paddywagon Tours, etc.

Belfast: A capital da Irlanda do Norte está incluída em várias excursões que saem de Dublin. É possível ir por conta própria em trem (Irish Rail) ou de ônibus (Expressway). Chegando lá, dependendo da disposição, pode-se visitar os principais pontos turísticos caminhando ou utilizando o ônibus City Sightseeing Belfast. Há várias atrações interessantes: o Museu Titanic, já que o navio foi construído em Belfast; o Museu Ulster; o passeio no táxi preto para ver os famosos murais e entender melhor o conflito entre católicos e protestantes (eu fiz esse passeio e adorei! É muito enriquecedor culturalmente). Algumas empresas que prestam esse serviço: Paddy Campbell’s Belfast Famous Black Cab Tours, Belfast Black Taxi Tours, NL Black Taxi Tours, Belfast City Black Taxi, etc. É importante fazer a reserva online.

Giant’s Causeway (Condado de Antrim, Irlanda do Norte):  A Calçada dos Gigantes é um dos lugares mais fascinantes onde já estive. Mito e realidade se encontram. É difícil dizer onde começa um e onde termina a outra. Cerca de 40 000 colunas prismáticas de basalto, encaixadas como se formassem um enorme quebra-cabeças de pedras hexagonais gigantescas, resultante de uma erupção vulcânica ocorrida há cerca de 60 milhões de anos. Foi declarada Património da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO em 1986 sob o nome de “Calçada do Gigante e sua Costa”, e como Reserva Natural em 1987. No mesmo passeio, também há a possibilidade de se conhecer a impressionante Carrick-a-rede Rope Bridge. A paisagem é espetacular. Não aconselho para quem tiver vertigem. Fui com a empresa Finn McCools Tours e fiquei extremamente satisfeita com o serviço.

Connemara: No condado de Galway, é um desses passeios que a beleza está nas paisagens. Entre os locais mais visitados estão algumas vilas, como Clifden, Spiddal, Leenane. Há, inclusive, um fiorde, o Killary Fjord. Normalmente está incluído no tour a visita à abadia Kylemore Abbey. Linda! Algumas empresas que prestam o serviço: Irish Day Tours, Paddywagon Tours, Connemaratours etc.

Sugestão de bares e restaurantes:

Bares. Fora os já assinalados, gosto muito do Toners Pub, próximo tanto da Merrion Square quanto do St. Stephens Green. O The Ferryman Pub, próximo à ponte Samuel Beckett, desenhada pelo espanhol Santiago Calatrava, também é uma excelente opção. Bastante jovial, e com a possibilidade de também comer pizza, é o The Bernard Shaw, na 11-12 Richmond St. S. Para também ouvir banda de rock, vá ao Whelans, bar onde foram gravadas cenas do filme P.S Eu te Amo. Outra boa opção no centro: The Bleeding Horse. O Blackbird, em Rathmines, é excelente e está fora do circuito turístico.

Restaurantes. Sou suspeita porque adoro a culinária italiana. Já experimentei pastas e pizzas muito boas nos seguintes restaurantes: Osteria Lucio (mais sofisticado que os demais) e Manifesto Restaurant, ambos fora do circuito turístico. O Ciao Bella Roma é bem mais central. Para comida japonesa, adoro o Zakura. Se gosta de bistrô, uma excelente pedida é o Camden Kitchen. Para comida mediterrânea, sugiro o Coppinger Row. A localização é excelente. Vale a pena experimentar o Farm. Há tanto prato para carnívoros como para veganos. Para os vegetarianos, sugiro o Cornucopia. Caso esteja pelo centro e prefira uma comida rápida, o restaurante da Marks and Spencer é bastante razoável.

Cafeterias. Gosto muito do Keoghs Cafe. A especialidade são os scones e os muffins. Recomendo deixar a dieta um pouco de lado e se dar esse prazer. Outro lugar bastante agradável é o Caffè Nero. Há vários pela cidade. Como tem wi-fi, é um bom local para descansar e planejar os passeios. Parada obrigatória para os chocólatras como eu é a Butlers Chocolate Café.

Cervejas irlandesas. A preferência nacional é a Guinness. Caso não seja fã de cerveja preta, uma muito boa também é a Smithwick’s. Outras marcas irlandesas: O’ Haras, Murphy’s (a mais popular em Cork e considerada por seus moradores a cerveja nacional), The Porterhouse, Franciscan Well, Kilkenny, Harp, etc.  As cervejas irlandesas que estão se tornando populares são a Galway Hooker e a artesanal McGargles.

Se você é cervejeiro, não pense duas vezes. Dublin é a sua cidade! Entra em um pub, vá até ao balcão e se surpreenda com a variedade de cervejas de pressão. Alguns exemplos é o The Beer Market (13, High St. Merchants Quay, D8) ou o Against the Grain (11, Wexford St, D2).

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Photo: Andrea Milhomem

espanhaHORA DE EMBARCAR PARA DUBLÍN, PEDIR UNA GUINNESS Y RELAJARSE. Hace dos años que vivo en Dublín. La adaptación no fue fácil. Antes vivía en Madrid, ciudad soleada y seca casi todo el año. Dublín, es todo lo contrario. El gris predomina la mayor parte del año y, por supuesto, la ciudad es bastante húmeda.

Vivir en la Isla Esmeralda tiene sus ventajas y sus desventajas. Irlanda en su conjunto es bastante verde. Hay muchas flores y plantas. El paisaje natural es realmente muy agradable. Pero, obviamente, la razón para tanto verde es la lluvia.

En un viaje a Irlanda es conveniente llevar en la maleta una chaqueta cortavientos e impermeable con capucha. Si más pesada o más ligera dependerá de la época del año. Paraguas no es tan necesario. Recuerde lo que también ocurre con frecuencia en una isla: viento. En los días de lluvia con viento, es normal ver varios paraguas en las calles. No es que protejan a la gente, pero porque se han roto. Se quieres llevar paraguas, tiene que ser un grande y robusto.

El invierno no es muy riguroso. Son pocos los días en que la temperatura se pone bajo cero. El verano es bastante suave. La temperatura puede variar entre 16 y 27 grados.

Una visita a Dublín no requiere una estancia larga. Se pueden visitar los principales lugares de interés en dos o tres días. Sin embargo, si desea conocer otras ciudades del país, incluso de Irlanda del Norte, se ha de reservar al menos una semana.

Yo diría que lo mejor de Irlanda es la gente y los bares. Los irlandeses son extremadamente amables, solidarios y les gusta una buena charla. Sea en el bar o en el teatro, quien esté sentado a tu lado entablará una conversación. La parte difícil es entender el acento, pero ellos tienen paciencia para repetir. Lo más probable es que sigas sin entender, pero no pasa nada. Por lo menos, ¡es una buena forma de interactuar!

Últimamente, cuando es posible, busco conocer mejor las ciudades a través de las rutas guiadas gratuitas, los famosos free walking tours. Por lo general, se realizan en tres horas. El guía ofrece información sobre los lugares de interés más importantes. Dublín también dispone de este servicio, incluso en español (Dublin Free Walking Tour o Sandemans New Dublin Tours). Puedes hacer la reserva online o ir directamente a la ubicación indicada, llegando con un poco de antelación.

Si te gusta caminar y estés alojado en el centro, no es necesario utilizar el transporte público. Se puede visitar los principales lugares de interés a pie, que es la mejor manera, en mi opinión, para conocer una ciudad. Además, puedes disfrutar del camino, mirando las casas de estilo georgiano, con sus puertas de colores. Todas las atracciones están relativamente cerca. ¡¿Te has cansado?! Hay varios cafés y bares alrededor de la ciudad.

Hablando de los bares, son excelentes. La buena música – en vivo o DJ – vuelve el ambiente muy animado. Vale la pena. Las bandas, por lo general, están muy bien. Recuerde que aquí se inició, en 1976, U2…

Donde estés, habrá un pub cercano. No te preocupes. Pero como buen turista, es obligatoria la visita a la zona de bares y restaurantes, Temple Bar. Existe el The Temple Bar propiamente dicho. Hazte una foto en la puerta y listo. No lo recomiendo, a menos que seas del tipo de persona a quien le encanta un bar a tope de gente. Hay muchos otros mejores en otras regiones y con la pinta de cerveza más barata (recuerda que la pinta es la cantidad habitual de cerveza tanto en Irlanda y como en el Reino Unido, nada más ni nada menos que 568 ml de cerveza). Sin embargo, si vas a permanecer por la zona, a mí, personalmente, me gusta el Porterhouse Temple Bar y el Bad Bobs.

La ciudad también ofrece opciones culturales interesantes. Mi sugerencia es que se inicie la programación por el Trinity College. Esta universidad que formó grandes nombres de la literatura irlandesa, como Jonathan Swift, Oscar Wilde y Samuel Beckett, fue fundada por Isabel I en 1592. Entre mayo y septiembre, se puede hacer una visita guiada por el campus. Está incluido en la entrada la visita al Libro de Kells (Book of Kells). Conservado en la antigua biblioteca (The Old Library), el gran tesoro de la universidad es un manuscrito de la mitad del siglo VIII, o principios del IX, que contiene los evangelios en latín. Dicen que los monjes de la isla Iona (Iona Island), en las costas de Escocia, comenzaron a producir el manuscrito que fue terminado en la abadía de Kells, Condado de Meath, Irlanda.

Después de la visita al Trinity College, siga por la calle College Green, por la acera contraria al Banco de Irlanda (edificio que en la mayor parte del siglo XVIII fue la sede del Parlamento del Reino de Irlanda). Gire a la izquierda en la calle Church Lane. Unos metros más adelante, en la calle Suffolk, te encontrarás con la estatua de la voluptuosa Molly Malone. Esculpida por Jeanne Rynhart, fue inaugurada en 1988, en Grafton Street, donde, dicen, va a volver este año. La estatua es una representación de la vendedora de berberechos y mejillones (cockles and mussels), cuya famosa canción Sweet Molly Malone, considerada himno de Dublín, vas a poder escuchar en muchos de los pubs de la ciudad.

A continuación, siga por la calle St. Andrew’s Street, gire a la derecha en la Trinity Street y a la izquierda en Dame Lane para llegar al castillo de Dublín (Dublin Castle, del año 1204). En el primer miércoles de cada mes, la entrada es gratuita. Dependiendo del tiempo que tengas disponible, puedes hacer una visita guiada a la galería subterránea y a la capilla real. Las salas nobles se pueden visitar sin guía. Lo que es realmente imprescindible es una visita a la Biblioteca Chester Beatty (Chester Beatty Library), que se encuentra en los jardines del castillo. La colección adquirida por Sir Alfred Chester Beatty (1875 – 1968) se distribuye en dos plantas. Se trata de más de 20.000 manuscritos, libros raros, pinturas en miniatura, tablillas de arcilla, textos en papiro, copias del Corán y la Biblia, etc. Es fascinante la forma como se presentan las tradiciones de las grandes religiones: el Budismo, el Islam y el Cristianismo, así como pequeñas muestras del Confucianismo, el Jainismo, el Sijismo y el Taoísmo.

Si la mente y el cuerpo no están demasiado cansados, esa es una buena oportunidad para hacer fotos de la Catedral Christ Church, que fue fundada por los vikingos en 1028. Al lado, está Dublinia. A quienes les gusta la historia, ese sitio te va a complacer totalmente. El museo hace, de manera lúdica, una recreación histórica de Irlanda, en particular de los vikingos y de la Edad Media. Una excelente opción para cualquier edad. ¡Llevé hasta mi sobrino de un año!

Si quieres experimentar “fish and chips” (pescado frito con patatas), uno de los platos preferidos entre los irlandeses, aprovecha la proximidad y vaya a Leo Burdock, considerado como el mejor lugar de la ciudad para probarlo. Importante: no tienen servicio de mesa.

Si te apetece un postre, una buena opción es la pastelería The Queen of Tarts. Buen servicio y deliciosos pasteles. Combinación perfecta.

Dependiendo de la cantidad de energía que te quede, sería interesante aprovechar para visitar la catedral de San Patricio (St Patrick’s Cathedral). Construida entre 1191 y 1270, se considera el lugar de peregrinación más grande e importante en Irlanda. Entre 1713 y hasta su muerte, en 1745, tuvo como decano a Jonathan Swift, autor de Los Viajes de Gulliver. Ali fue enterrado.

Algo curioso sobre Irlanda es que, a pesar de que es un país muy católico, tiene dos catedrales que hacen parte de la Iglesia de Irlanda, es decir, ¡son anglicanas! La principal iglesia católica es la  Pro-Catedral de Santa María (St Mary Pro-Cathedral), situada en la parte norte, en Dublín 1.

La opción para el segundo día es empezar el paseo por el parque St. Stephen’s Green. Situado en el centro de la ciudad: es un verde oasis de calma. Se puede disfrutar de diversas especies de aves y plantas. En los días soleados, un lugar en la hierba es bastante concurrido.

En cuanto a las actividades culturales, se pueden visitar unos cuantos museos.  Los que indico a continuación son gratuitos (¡mira que bién!).

Museo Arqueológico Nacional (National Museum of Ireland – Arqueología) en Kildare Street. Por lo general, hay interesantes exposiciones temporales. Entre las obras permanentes, están trabajos en joyería, con fecha de 2200 AC y 500 AC; artefactos religiosos celtas y cristianos del período medieval; herramientas utilizadas por los cazadores en el siglo 7000 aC; armas la Edad del Bronce; objetos utilizados por los vikingos, etc. Hay una sala dedicada al antiguo Egipto. Una exposición macabra, pero muy interesante, es la que se pueden ver restos de cuerpos de la Edad del Hierro, que fueron encontrados en pantanos irlandeses.

La Galería Nacional (National Gallery of Ireland) es muy acogedora. La entrada se encuentra en Clare Street. La colección, en su mayoría pintores y escultores europeos, alberga obras de artistas irlandeses de renombre como Jack B. Yeats, William John Leech, Gerard Dillon, entre otros.

Después de la visita, se puede ir a la plaza Merrion Square, esencialmente para tomar una foto al lado de la escultura del famoso escritor irlandés Oscar Wilde (1854-1900).

Museo también interesante y que se puede ver de forma rápida es el de Historia Natural (Natural History Museum), también en Merrion Street. La primera planta está dedicada a los animales nativos de Irlanda. En el segundo piso, mi favorito, se encuentra la colección Mamíferos del Mundo. Hay elefante, oso polar, jirafa, mono, león, hipopótamo, etc.

Un sitio desenfadado para comer o merendar es el restaurante de la Galería Nacional. También me gusta Hatch and Sons. Vale la pena ir allí, ni que sea sólo para tomar el postre. Mi preferido es fruit crumble and cream, un pastel crocante de frutas. La crema viene por separado. Si te gusta, te la echas.

Dependiendo del número de días que todavía tengas libre en la ciudad, otros lugares interesantes para visitar son:

Museo de Artes Decorativas e Historia (Decorative Arts & History Museum): Museo interesante para aquellos que deseen profundizar en la historia militar de Irlanda y también conocer un poco más sobre su cultura, mientras disfruta de la exposición de prendas de vestir, joyas, muebles, utensilios para el hogar, objetos de cerámica, utilizados principalmente entre 1760 y 1960.

Museo Kilmainham Gaol: en esta prisión construida en 1796, hay mucho que contar de la historia de Irlanda. A partir de ahí, por ejemplo, durante la primera mitad del siglo XIX, más de 4.000 convictos fueron enviados a Australia. En los últimos años de la Gran Hambruna de 1845-1850, el número de prisioneros tuvo un aumento masivo. Una celda que cabía una persona, llegó a tener cinco. Los presos, entre ellos mujeres y niños, eran detenidos por mendigar o robar comida. En mayo de 1916, catorce miembros del Levantamiento de Pascua fueron ejecutados allí. Entre 1916 y 1924, fue utilizada como prisión política. En 1960, comenzaron los trabajos de restauración. Hoy en día, se pueden ver las celdas de importantes miembros de la Rebelión de 1916, como Pearse, Plunkett, James Connolly. Ha servido de escenario para el rodaje de doce películas, entre las más conocidas están: The Italian Job (1969), En el Nombre del Padre (1993) y Michael Collins (1996). El videoclip de la canción A Celebration, de U2, también fue filmado allí, en Julio de 1982. Además fue donde se grabó, en 2011, la serie de ITV, Primeval y, en 2012,  la serie Ripper Street de la BBC. Recomiendo comprar el billete online. La visita es muy concurrida.

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Kilmainham Gaol – Photo: Andrea Milhomem

El Pequeño Museo de Dublín (The Little Museum of Dublin): Como su propio nombre dice, es un museo muy pequeño. Sus tres pisos están situados en una casa restaurada de estilo georgiano. Se formó la colección a partir de donaciones. Para mí fue una agradable sorpresa. Sólo se puede hacer visita guiada, pero vale la pena. Aprendí cosas nuevas y me divertí mucho. Eso gracias a un profesional muy apasionado. Desafortunadamente, no consigo recordar el nombre de ese hombre que hizo que mi día más alegre.

General Post Office (GPO): Situado en el corazón de la ciudad, en la calle O’Connell, este edificio neoclásico de la Oficina Central de Correos, construido en 1814, tiene una gran importancia histórica para los irlandeses. Él sirvió como el centro de mando de los rebeldes que participaron en el Levantamiento de Pascua (Easter Rising), en 1916.

O’Connell Street – Al norte del río Liffey, se encuentra la animada calle O’Connell, con sus estatuas de importantes figuras históricas de Irlanda. La principal, como era de esperar, es la estatua del “Libertador” o “Emancipador” Daniel O’Connell (1775-1847), el líder nacionalista irlandés de la primera mitad del siglo XIX. Vas a ver también las siguientes estatuas: William Smith O’Brien (1803-1864), nacionalista irlandés, líder del Movimiento Joven de Irlanda; Sir John Gray (1815-1875), quien apoyó a Daniel O’Connell, y posteriormente a Charles Stewart Parnell; Jim Larkin (1874-1947),  líder sindical y revolucionario socialista; y la de Padre Theobald Mathew (1790-1856), reformador católico irlandês . Al final de la calle está la imponente estatua de Charles Stewart Parnell. El conocido “Rey sin Corona de Irlanda” fue un controvertido político nacionalista, líder del Partido Parlamentario Irlandés. Lo que llama la atención en decoración de la calle O’Connell es la escultura llamada Spire. Dicen que esa escultura de acero, de 120m, construida en 2001, es la más alta del mundo. Se le llama de forma alternativo Monumento a la Luz, y suele ser un punto de encuentro muy habitual entre los ciudadanos de Dublín. Aproveche la oportunidad para hacer una foto al lado de la estatua de James Joyce en la calle peatonal Norte Earl St.

Guinness Storehouse: A muchos le gusta la visita a la antigua fábrica de la cerveza Guinness. A mí y a los cuatro amigos que me acompañaron, nos ha defraudado. Imaginaba que tendría a alguien que contaría la historia de la cervecería y explicaría el proceso de elaboración de la cerveza más conocida de Irlanda. Lo hacen, pero por medio de hologramas. También hablan que la vista desde el mirador es muy bonita. Fuimos en un día gris, así que ¡nada!.  Te dan una Guinness al final de la visita Lo que recomiendo es que te bebas unas cuantas pintas en un pub con el dinero que te gastaría en la entrada…

También se pueden visitar dos destilerías famosas en Dublín, una es la Jameson que hoy día funciona más bien como museo. Cuando haces la visita terminas con una mini cata de 3 whiskies y te dan un diploma, no es una visita súper obligada, aunque puedes ir a chafardear el hall que es muy bonito y tienen un bar. Otra es la Teeling.

Hechos curiosos:

Pronto te darás cuenta de que muchos de los transeúntes no respetan los semáforos. Es fácil entender por qué. Con la luz en verde tienes muy pocos segundos para cruzar. En amarillo, tienes más tiempo. ¿En rojo? Llevará toda la vida esperando a que se ponga en verde otra vez…

En Irlanda, se conduce por la izquierda. Así que hay que tener cuidado al cruzar la calle. Los coches vendrán en la dirección opuesta a la que estás acostumbrado.

Informaciones importantes:

La moneda utilizada en Irlanda es el Euro. En Irlanda del Norte, la Libra Esterlina (Pound).

Zona horaria: GMT+00: 00, así como en el Reino Unido y Portugal. Irlanda tiene una hora menos que en Europa Occidental. Mientras en Dublín son las 12h, en Madrid o París son las 13h. El horario de verano en Irlanda (+ 1 hora) se extiende desde el último domingo de marzo hasta el último domingo de octubre.

Irlanda no es parte de la zona Schengen, por lo cual siempre hay que pasar por el control de inmigración y presentar el pasaporte. Comprueba aquí si necesitas visado para entrar en Irlanda.

Opciones de transporte del aeropuerto al centro y viceversa:

Taxi: cuesta entre 20 y 30 euros. Advertencia: se puede cobrar 1 € más por cada pasajero adicional.

Autobús:

Una buena página web para averiguar la mejor opción es la del aeropuerto:

https://www.dublinairport.com/to-from-the-airport/by-bus.

El autobús que uso es el Aircoach, pues tiene una parada cerca de mi casa. El billete se puede comprar online, con 1 € de descuento. El precio depende del destino. Al centro, el viaje cuesta € 7. Se puede pagar en la parada en el Terminal 1 o directamente del conductor en la Terminal 2. Hay varias líneas. El número 700, por ejemplo, sale cada 15 minutos hasta el centro, Donnybrook, Stillorgan, Sandyford y Leopardstown. Tienen Wi-fi. Operan 24 horas.

Si vas hacer turismo en  Dublín por unos días y el alojamiento tenga acceso al Airlink 757 o al 747, puede valer la pena la compra de un pase de turista. El Freedom Pass se puede utilizar durante 3 días (72 horas), con viajes ilimitados en autobús por el centro de Dublín. Además, se puede viajar con el autobús verde Hop on Hop off Sightseeing Tours. El Freedom Pass adulto cuesta € 33,00. Niños pagan € 16,00. Los billetes se pueden comprar online, en el mostrador de información de llegadas de la Terminal 1, en máquinas expendedoras en las paradas de Airlink o de empleados de Dublín Sightseeing.

Si no tienes interés en hacer el recorrido en Dublín Bus Sightseeing, la mejor opción es la tarjeta Leap Visitor Card, de 72 horas. Esa tarjeta, que cuesta € 19,50, ofrece a los visitantes viajar de forma ilimitada en el Luas (tranvía) , DART (tren de cercanías), en las áreas centrales donde circulan Irish Rail y Dublin Bus – incluyendo un viaje de ida entre el aeropuerto y el centro de la ciudad en la ruta del 747 o 757. Se pueden comprar en el mostrador de información “Bus & Travel Information Desk” (T1 – Llegadas), en “Discover Ireland Tourist Information Desk (T2 – Llegadas) y en la tienda Spar (T2 – Llegadas).

Si vas a coger autobús de línea, es importante llevar monedas (¡no aceptan billetes!). Debes decir al conductor dónde vas a ir y él te dirá el precio, que es al menos 2,00 Eur. ¡Si pagas más, recibirás una nota con el importe y vas a tener que buscar el cambio no se sabe dónde!

Ciudades cercanas a Dublín para visitar en un día:

Howth: A esa ciudad de pescadores se puede llegar en tren (DART) en 30 minutos o en el autobús 31A, cuya parada está en la calle Talbot. Vale la pena ir, aunque sea para dar un paseo por el puerto, por el mercado o para comer pescado fresco. También se puede ir hasta el pico de Howth (Howth Summit), que tiene 171 metros de altura. Para aquellos que les gusta el senderismo, recomiendo el recorrido de esta colina rodeada de acantilados. Desde el punto más alto, se puede ver la bahía de Dublín y el Condado de Wicklow.

Malahide: Aunque ofrezca amplia oferta de restaurantes y cafés, la mayoría de los turistas van a esa ciudad a visitar el castillo, uno de los más antiguos de Irlanda. Desde el siglo XII, fue residencia de la familia Talbot por casi 800 años. Para aquellos que quieran hacer la visita guiada al castillo e ir a los jardines, hay que pagar entrada. A Malahide se llega en DART o en autobús de la ruta 42. En el recinto del castillo, hay restaurante, cafetería, tienda de conveniencia y de productos irlandeses.

Bray: De fácil acceso con el DART, lo que recomiendo es ir andando de Bray a Greystones. El recorrido se hace en aproximadamente una hora y media. Mejor ponerte las zapatillas de senderismo, ¡porque seguro que se van a ensuciar! El paisaje es muy bonito. En Greystones, una opción muy saludable de restaurante es The Happy Pear.

Excursiones de un día:

Varios sitios web, como Visit Dublin o Tourist Office Dublin, ofrecen opciones de excursiones de un día, incluso en español. Recomiendo el viaje al Condado de  Wicklow y a los acantilados de Moher (Cliffs of Moher). En Irlanda del Norte, vale la pena ir a Belfast, la capital, y a la Calzada del Gigante (Giant’s Causeway).

Condado de Wicklow: Considerado el Jardín de Irlanda. A menos que alquiles un coche, la mejor manera de visitar esa región es en un tour de un día.  Empresas que ofrecen este servicio: HillTop Trecks, Wicklow Mountains Tour, Wild Wicklow Tour, Paddywagon Tours, etc. Fui con los de Hilltop Trecks. Ellos te dejan elegir a una de estas actividades: visita con descuento a los jardines de Powerscourt (Powerscourt Gardens), rutas de montaña o montar a caballo. Como ya había estado en los jardines de Powerscourt, preferí ir a las montañas. Me gustó.

Cliffs of Moher: Acantilados que se extienden por 8 km a lo largo de la costa atlántica del condado de Clare, en el oeste de Irlanda. En su punto más alto miden 214m. En un día claro, desde los acantilados de Moher se pueden ver las islas de Aran y la bahía de Galway. La torre O’Brien ha servido como un punto de observación para los visitantes durante cientos de años. Es importante ir bien abrigado porque hace mucho viento. Algunas empresas que prestan el servicio: Wild Rover Tours, Irish Day Tours, Paddywagon Tours, etc.

Belfast: La capital de Irlanda del Norte está incluida en varios recorridos que parten de Dublín. Puedes ir por tu cuenta en tren (Irish Rail) o en autobús (Expressway). Una vez allí, dependiendo de la disposición, se pueden visitar los principales lugares de interés a pie o en el autobús City Sightseeing Belfast. Hay varias atracciones: el Museo Titanic, ya que el barco fue construido en Belfast; el Museo Ulster; un recorrido en el taxi negro (black cab), para ver a los famosos murales y entender mejor el conflicto entre católicos y protestantes (hice ese paseo y me encantó, es muy enriquecedor culturalmente!). Algunas compañías que ofrecen este servicio: Paddy Campbell’s Belfast Black Taxi Tours, Belfast Black Taxi Tours, NL Black Taxi Tours, Belfast City Black Cab, etc. Es importante reservar online.

Giant’s Causeway (Condado de Antrim, Irlanda del Norte): La Calzada del Gigante es uno de los lugares más fascinantes donde he estado. Mito y realidad se encuentran. Es difícil decir dónde empieza uno y termina el otro. Alrededor de 40.000 columnas prismáticas de basalto, forman un enorme rompecabezas de piedras hexagonales gigantes resultantes de una erupción volcánica cerca de 60 millones de años. Fue declarada Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO en 1986 bajo el nombre de “Calzada de los Gigantes y su Costa”, y como Reserva Natural en 1987. En esa excursión, también está incluida la visita al impresionante puente colgante Carrick-a-Rede. El paisaje es espectacular. No aconsejo para aquellos que tienen vértigo. Fui con la empresa Finn McCools Tours y quedé muy satisfecha con el trato recibido.

Connemara: En el Condado de Galway, es uno de estos viajes que la belleza está en el paisaje. Algunos de los pueblos más visitados son: Clifden, Spiddal y Leenane. Vas a ver incluso a un fiordo, Killary Fjord. Por lo general, está incluida en el tour la visita a la hermosa abadía Kylemore Abbey. Algunas empresas que prestan el servicio: Irish Day Tours, Paddywagon Tours, Connemaratours etc.

Sugestión de bares y restaurantes:

Bares. Aparte de los ya mencionados, me gusta Toners Pub, en Baggot Street Lower. The Ferryman Pub, junto al Puente de Samuel Beckett, diseñado por el español Santiago Calatrava, también es muy bueno. En Bernard Shaw, en 11-12 Richmond Street, encontrarás un ambiente muy desenfadado, encima puedes comer pizza dentro de un autobús! Para escuchar a bandas de rock, vaya a Whelans, bar donde se rodaron escenas de la película Postdata: Te Quiero (2007). Otra buena opción céntrica: The Bleeding Horse. Blackbird, en Rathmines, es excelente y está fuera del circuito turístico.

Restaurantes. Soy sospechosa porque me encanta la cocina italiana. He experimentado muy buenas pastas y pizzas en los siguientes restaurantes: Osteria Lucio (más sofisticado) y Restaurante Manifiesto, ambos fuera del circuito turístico. Ciao Bella Roma es más céntrico. Para la comida japonesa, me encanta el Zakura. Si te gustan los bistrôs,  una excelente opción es el Camden Kitchen. Para la comida mediterránea, sugiero Coppinger Row. La ubicación es excelente. A los carnívoros y a los vegetarianos les gustarán Farm Restaurants. Para los veganos, sugiero el Cornucopia. Si estás en el centro y prefiere una comida rápida, el restaurante de Marks and Spencer es bastante razonable.

Cafeterías. Me encanta el Keoghs Café. La especialidad son los bollos y magdalenas. Recomiendo dejar la dieta un poco de lado y darte ese placer. Otro lugar muy agradable es el Caffè Nero. Hay varios alrededor de la ciudad. Como tiene wi-fi, es un buen lugar para descansar y planificar el resto del día. Parada obligatoria para los amantes del chocolate es el Café Chocolate Butlers.

Cervezas irlandesas. La preferencia nacional es la Guinness. Si no eres fan de la cerveza negra, tienes muchas otras opciones como la tostada o la rubia de la marca Smithwick’s. Otras marcas irlandesas: O’Haras, Murphy (la más popular en Cork y considerada por sus residentes la cerveza nacional), The Porterhouse, Franciscan Well, Kilkenny, Harp, etc. Las cervezas irlandesas que se están volviendo populares son las artesanales Galway Hooker y McGargles.

Si eres cervecero no te lo pienses dos veces, Dublín es tu ciudad, entra en un pub, acércate a la barra y sorpréndete de la multitud de cervezas en tirador, un ejemplo de ello es The Beer Market (13, High St. Merchants Quay, D8) o Against the Grain (11, Wexford St, D2).