Travelling alone: the pleasure of your own company

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Norway

You can have much fun in a family trip. Travelling with close friends is usually amazing. A romantic escape is great. But sometimes it is difficult to get your relative together, your partner just can’t join you, friends are broke or have other plans. So what to do? Give up on that trip to Italy, take a tour or have an adventure by yourself?

I understand that, for some people, the idea of travelling alone is a little bit scary, but, after the first experience, others will come. I am sure about it. It’s not so easy to find a companion and that wonderful ticket price promotion will not last forever. If you never tried, you should. The feeling that you didn’t give up doing something because you haven’t found company is just great. And soon you will find out that, yes, you have a very pleasant travel companion: yourself. You will have as much fun as if you were with a group of friends.

And there’s no excuse if you are a solo female traveller. I acknowledge  a woman by herself needs to be more careful. But choosing safe destinations, cities where you feel free to come and go, places where you can walk at any time fearless of any kind of violence, is enough.  There will always be risks, wherever you go. Some places and some hours of the day, however, are more dangerous. Why should you take the risk then?

I’ve been travelling on my own for a long time. And I really like it for a plenty of different reasons. The most important is I love travelling. I consider it a therapy and, of my hobbies, it is my favourite. I’m the kind of person that enjoys looking maps. I always think about where I’ve never been to. By the way, the other day I read this quote by the new yorker writer and activist Susan Sontag (1933-2004). She said: I haven’t been everywhere, but it’s on my list”. It’s so me.

From the moment I choose a destination, I feel more cheerful. When I arrive there, I enjoy every second. I love the sensation of discovery, feeling lost somewhere and, after a while, moving around the city confidently.

Besides, when you are on your own, you can control your schedule. You can spend, for example, all the time you want in a museum. If you like to wake up early and get dressed quickly, you can enjoy the day to the fullest. If, on the contrary, you like to sleep late, you don’t need to set the alarm clock. If you like walking, you only need to pick up a map and delve into the city. If you don’t want to waste time walking, you take a Hop on Hop off bus.  If you don’t want to spend time eating, you can take a sandwich. If you want to go to a five star Michelin restaurant, it’s your money. The choices you make are ultimately your own responsibility.  And this is fantastic!

Travelling alone also helps overcome insecurities. Take myself for example. I used to feel embarrassed going alone to a restaurant. Nowadays I have too much pride saying in a restaurant: “A table for one, please”. If I feel like it, I order a beer or a wine. It’s not because I’m alone I have to go to a fast food.

The other positive aspect of travelling alone is being forced to leave the comfort zone. The first time I rented a car in a strange city I felt very satisfied. It was in Greece. I was in Nafplio and I really wanted to visit Epidaurus and Mycenae. There’s no tour to the ruins. The option was to rent a car. I will not say I didn’t think twice because I did it! To be honest, I thought  more than twice! But I overcame the insecurity. It was one of the most liberating feelings in my life. I went everywhere I wanted. I felt like the own Artemis!

And I always make myself understood wherever I go. It doesn’t matter. It can be Greece, Japan or China. When people notice you are making an effort to communicate, they will also try hard to make themselves understood. In a worst-case scenario, you can always make use of the sign language. I learned this from my father. Without any knowledge of English, he went to New Zealand in a business trip. And he handled it just fine. I will never forgive the way he managed to buy a dandruff shampoo in a pharmacy. His confidence helped him succeed. He went straight to the attendant and, with signs, he scratched his head and he made the gesture of taking dandruff off his shoulders… As simple as this.  

People say that when you travel alone it is easy to make friends. In my opinion, it is simply the easiest way to meet people. It depends however on each one’s personality. Those who are outgoing will start a conversation with anybody who is in the boarding queue. Introverts otherwise prefer the company of a good book. A clever choice to anyone who wants to socialize is to join a city tour. Several of them are free. Besides being in a group, there is always someone you feel affinity to and you can talk with a little bit. On one occasion, in Krakow, I had the pleasure to meet two very nice Brazilians  with whom, at the end of the tour, I had lunch.

It is not because you are travelling alone that you need to give up some habits. They are even easier to keep. If you like to stay awake reading, you don’t have to bother because the light is on. If you like to meditate, you can sit in your lotus posture the time you want. If you smoke, you just have to worry about your lungs. In my case, I like to run, so I often take the sneakers in my backpack. It’s cool running along the city to have a first impression and, afterwards,  go back on foot to the places that draw my attention, ready to take photos.

Being alone is good not only for glamorous reasons. If you snore, you won’t bother anyone. Nobody will overhead you using the restroom. It’s a win-win situation.

At the end of the trip, have a beer – or whatever you like – to celebrate another achievement. Toast to yourself. You deserve it. Until next time.

“The achievement of one goal should be the starting point of another”.

 Alexander Graham Bell

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Xian

brasil Viajar sozinho: o prazer de estar na própria companhia

Uma viagem com a família pode ser muito divertida. Viajar com amigos com os quais se têm afinidades é uma maravilha. Uma escapulida com o parceiro, em geral, é uma delícia. Mas, às vezes, não há como reunir a família, o parceiro não pode, os amigos estão sem grana ou têm outros compromissos. Então, o que fazer? Desistir daquela esperada viagem à Itália, pegar uma excursão ou partir para a aventura sozinho?

Sei que, para alguns, a idéia de viajar só deve ser meio assustadora, mas, depois da primeira vez, outras virão. Tenha certeza disso. Nem sempre se consegue companhia, e aquele preço maravilhoso de passagem não espera. Quem ainda não experimentou deveria tentar. O melhor é a sensação de que não se deixou de fazer algo por não ter companhia. E, com o tempo, você verá que, sim, tem uma companhia maravilhosa: a sua própria. Dará risadas e se emocionará como se estivesse com um grupo de amigos.

E não tem essa de que por ser mulher não se viaja só! Reconheço que, sim, mulher sozinha tem de ter mais cuidados. Mas basta escolher destinos que transmitam segurança, cidades onde se sinta livre para ir e vir, que se possa andar a qualquer hora, sem medo de nenhum tipo de violência. Riscos sempre existem, em qualquer lugar do mundo, mas há regiões e horários mais perigosos. Expor-se para quê?

Há bastante tempo viajo sozinha e gosto, por variadas razões. A mais importante é que amo viajar. Considero uma terapia e, dos meus hobbies, é o favorito. Sou das que se diverte olhando mapas. Fico pensando em aonde ainda não fui. Outro dia, li uma citação da escritora e ativista novaiorquina Susan Sontag (1933-2004) que dizia mais ou menos isso: “Eu ainda não estive em todos os lugares, mas está na minha lista”. Achei a minha cara.

Desde o momento em que escolho um destino, sinto-me mais alegre. Não importa se a viagem terá duração de uma hora ou de vinte. Ao chegar ao local, disfruto de cada segundo. Adoro a sensação da descoberta, de sentir-me meio perdida e, em seguida, dominando cada uma das ruas.

Além disso, quando se viaja só, pode-se controlar melhor a programação, os horários. Não é bom pensar que se tem o tempo que quiser num museu? Se gosta de acordar cedo, é animador se arrumar rapidamente e aproveitar o dia ao máximo, não é verdade?  Ou se, ao contrário, é dos que dorme até mais tarde, colocar o relógio para despertar na hora em que bem entende é tudo de bom. Se gosta de andar, é só pegar um mapa e desbravar a cidade. Se não quer perder muito tempo caminhando, pega um ônibus de turismo. Se quer comer um sanduíche rapidamente, ninguém estará lá para reclamar. Se quer ir a um restaurante cinco estrelas Michelin, só tem de se  preocupar com seu bolso. Você é um único responsável por suas escolhas. E isso é fantástico!

Viajar sozinho também ajuda a vencer as inseguranças. Eu, por exemplo, me sentia constrangida de ir a um restaurante sozinha. Hoje, peço mesa para uma pessoa, com muito orgulho. Se sinto vontade, peço cerveja ou vinho de acompanhamento. Não é porque estou só que tenho de ir a um fast food.

Outro aspecto positivo de quando se está só é se ver forçado a sair da zona de conforto. Na primeira vez em que aluguei um carro em uma cidade estranha, me senti muito realizada. Foi na Grécia. Eu estava em Náuplia e queria muito visitar Epidauro e Micenas. Não havia a possibilidade de excursão. A opção era alugar carro. Não digo que não pensei duas vezes porque pensei! Acho que até mais de duas! Mas venci a insegurança. Foi uma das sensações mais libertadoras da minha vida. Fui a todos os lugares que queria. Me senti a própria deusa Artêmis!

E sempre me faço entender, seja na França, seja no Japão, seja na China. Quando as pessoas notam seu esforço por se comunicar, elas também se desdobram para se fazer compreender. E, na pior das hipóteses, sempre resta a maravilhosa linguagem dos sinais. Isso aprendi com meu pai. Sem nenhum conhecimento de inglês, ele foi enviado a trabalho à Nova Zelândia. E se virou! Nunca me esquecerei de como ele conseguiu comprar um shampoo anticaspa em uma farmácia. Sem nenhum constrangimento, ele foi direto à atendente e, com gestos, coçou a cabeça e fez como se estivesse retirando as caspas do ombro… Simples assim.

Dizem que, quando se viaja sozinho, é mais fácil fazer amigos. Eu diria que é simplesmente mais fácil conhecer pessoas, mas isso depende muito da personalidade de cada um. Os mais extrovertidos, serão capazes de bater papo com quem estiver na fila do embarque. Já os introvertidos, optarão pela companhia de um bom livro. Acho que o que vale para qualquer um que queira socializar é se juntar a um tour pela cidade. Há vários gratuitos. Além de estar acompanhado, há sempre alguém com quem se sente afinidade e se pode conversar um pouquinho. Em uma ocasião, na Cracóvia, tive o prazer de conhecer duas brasileiras muito simpáticas, com as quais acabei indo almoçar.

Não é porque se está viajando sozinho que você precisa abandonar alguns hábitos. Chega a ser mais fácil mantê-los. Se gosta de ler até mais tarde, não tem de se preocupar por ficar com a luz acesa. Se medita, pode ficar na sua posição de lótus pelo tempo que quiser. Se é fumante, sua única preocupação é o seu pulmão. No meu caso, como gosto de correr, muitas vezes levo os tênis na mochila. É legal dar uma geral pela cidade correndo e, depois, voltar aos lugares que chamaram mais a atenção, andando, e pronta para tirar fotos.

Estar sozinho é bom até por motivos não tão glamorosos, como: se ronca, não vai incomodar ninguém. Também pode usar o banheiro sem constrangimentos. Só vantagens!

Uma cerveja no fim do dia para comemorar mais uma conquista é tudo de bom! Faça um brinde a si mesmo. Você fez por merecer. E até a próxima!

“Pior que não terminar uma viagem é nunca partir.” Amyr Klink

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Beijing

espanha Viajar solo: el placer de estar en tu propia compañía

Un viaje en familia puede ser muy entretenido. Viajar con amigos con los cuales se tienen afinidades es una maravilla.Una escapada romántica con la pareja, en general, es una delicia. Pero a veces, no hay manera de reunir a la familia, la pareja no puede, los amigos están sin pasta o tienen otros compromisos. Entonces, ¿qué hacer? ¿Renunciar a ese esperado viaje a Italia, coger un paquete turístico o ir a la aventura solo?

Sé que para algunos, la idea de viajar solo es aterradora, pero después de la primera vez, otras vendrán. Estoy segura de eso. No siempre se consigue acompañante, y el billete a buen precio no espera. Los que todavía no lo han experimentado deberían intentarlo. Lo mejor es la sensación de que no se ha dejado de hacer algo por no tener compañía. Y con el tiempo, verás que, sí, tienes una compañía estupenda: la tuya propia. Te reirás y te emocionarás como si estuvieras con un grupo de amigos.

¡Y no vale eso de que por ser mujer no se viaja sola! Reconozco que una mujer sola tiene que tener más cuidado. Pero basta con que elija destinos que transmitan seguridad, ciudades donde se sienta libre de ir y venir, por las que se pueda caminar en cualquier momento, sin temor a cualquier tipo de violencia. Los riesgos siempre existen en cualquier parte del mundo, pero hay regiones y horarios más peligrosos. ¿Exponerse por qué?

Hace mucho que viajo sola y me gusta, por diversas razones. La más importante es que me encanta viajar. Lo considero una terapia y, entre mis aficiones, es la favorita. Soy del tipo de persona que disfruta mirando los mapas. Siempre me pregunto donde no he estado aún… El otro día, leí algo que dijo la escritora y activista neoyorquina Susan Sontag (1933-2004): “No he estado en todas partes, pero está en mi lista.” Soy tal cual.

Desde el momento en que elijo un destino, me siento más alegre. No importa si la duración del viaje es de una hora o veinte. Al llegar al sitio, disfruto de cada segundo plenamente. Me encanta la sensación de descubrimiento, de sentirme un poco perdida y, en seguida, dominar cada una de las calles.

Además, cuando se viaja solo, se puede controlar mejor la programación, los horarios. ¿No es bueno pensar que tienes el tiempo que desees en un museo? Si te gusta despertarte temprano, es alentador arreglarte rápidamente y disfrutar del día al máximo, ¿verdad? O si, por el contrario, eres de los que duerme hasta tarde, despertarte a la hora que te dé la gana es genial. Si te gusta caminar, con un mapa ya puedes salir a recorrer la ciudad. Si no deseas perder demasiado tiempo, coges un bus turístico. Si deseas tomar un bocadillo rápido, nadie estará allí para quejarse. Si quieres ir a un restaurante de cinco estrellas Michelin, sólo tienes que preocuparte por tu bolsillo. Eres el único responsable de tus decisiones. ¡Y eso es fantástico!

Viajar solo también ayuda a superar las inseguridades. A mí, por ejemplo, me avergonzaba ir a un restaurante sola. Hoy en día, pido contenta mesa para una persona. Si me entran ganas, pido cerveza o vino de acompañamiento. No por estar sola tengo que ir a un fast food.

Otro aspecto positivo de cuando estás solo es que te ves obligado a salir de la zona de confort. La primera vez que alquilé un coche en una ciudad extraña, me sentí muy contenta. Fue en Grecia. Yo estaba en Nauplia y quería visitar Epidauro y Micenas. No existía la posibilidad de excursión organizada. La opción era alquilar un coche. No digo que no lo pensé dos veces porque ¡sí lo hice! ¡Creo que incluso más de dos veces! Pero superé la inseguridad. Fue una de las sensaciones más liberadoras de mi vida. Fui a todos los sitios que había planeado. ¡Me sentí la mismísima diosa Artemisa!

Y siempre me hago entender, ya sea en Francia, en Japón, o en China. Cuando las personas notan tu esfuerzo por comunicarte, ellas también despliegan sus dotes para hacerse entender. Y, en el peor de los casos, se puede hacer uso del maravilloso lenguaje de signos. Esto lo aprendí de mi padre. Sin ningún conocimiento de inglés, fue enviado a trabajar a Nueva Zelanda. ¡Eso no le supuso un freno para expresarse! Nunca olvidaré cómo se las arregló para comprar un champú anticaspa en una farmacia. Sin encogimiento, se fue directamente a la dependienta. Con gestos, se rascó la cabeza y hizo como si estuviera tirando la caspa del hombro … Así de sencillo.

Dicen que cuando se viaja solo, es más fácil hacer amigos. Yo diría que es simplemente más fácil conocer gente, aunque depende de la personalidad de cada uno. El más extrovertido podrá charlar con cualquiera en la cola de embarque. En cambio los introvertidos optarán por la compañía de un buen libro. Creo que lo que vale para todos los que quieran socializar es unirse a una ruta guiada por la ciudad. Hay varias gratis. Además de tener compañía, hay siempre alguien con quien se siente afinidad y se puede entablar conversación. En una ocasión, en Cracovia, tuve el placer de conocer a dos brasileñas muy simpáticas con las cuales me fui a comer.

No porque viajes solo debes abandonar algunos hábitos. Incluso se hace más fácil mantenerlos. Si te gusta leer hasta muy entrada la noche, no tienes que preocuparte por mantener la luz encendida. Si meditas, puedes permanecer en la posición de loto el tiempo que desees. Si eres fumador, tu única preocupación es tu pulmón. En mi caso, como me encanta correr, a menudo llevo las zapatillas en la mochila. Me gusta recorrer la ciudad corriendo y luego volver a los lugares que me han llamado la atención, caminando y lista para tomar fotos.

Estar solo es bueno incluso por razones no tan glamorosas, como, por ejemplo, si roncas, no vas a molestar a nadie. También puedes ir al excusado sin preocuparte por el olor o el ruido… ¡Son todo ventajas!

Al final del viaje, bebe una cerveza – o lo que más te guste – y celebra tu victoria! ¡Salud! Te lo has ganado. ¡Y hasta la próxima!

“¿Acaso es tiempo mal gastado el que se emplea en vagar por el mundo?”

Don Quijote

 

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