Madri: paixão à primeira vista. Perambulando pela Madri dos Bourbon & outras dicas

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Vista da praça Cibeles, Banco de Espanha e rua Alcalá. Foto: Restaurante Palacio Cibeles

No artigo anterior, relatei minhas impressões sobre Madri e sugeri um roteiro de visita à Madrid de los Austrias. Desta vez, o passeio é pela Madrid de los Borbones. Recordando, a Casa Real de Bourbon é de origem francesa. O reinado, na Espanha, começou com Felipe V, em 1700. Entre os reis dessa dinastia cabe destacar Carlos III, que, no século XVIII, operou melhorias no saneamento, construiu fontes, praças e jardins. Devido a essas obras, foi alcunhado de “O Melhor Prefeito de Madri”. Felipe VI, da Casa de Bourbon, é o atual rei da Espanha. Com essas informações em mente, vamos  adiante com nossa jornada.

Está no roteiro de qualquer turista uma caminhada pela chamada Madrid de los Borbones. O ideal é percorrê-la em, pelo menos, três dias. Nela, estão as avenidas: Paseo de la Castellana, Paseo de Recoletos e Paseo del Prado. É onde ficam as lindíssimas praças Cibeles e Neptuno e os principais museus do Paseo del Arte (Prado, Thyssen e Rainha Sofia). Os museus são grandes e, para que se possa apreciar as obras, sem se afobar, é melhor dedicar um dia para cada um deles. Ao fim do Paseo del Prado, na direção sul, está a estação de trem de Atocha.   

Entre o Passeio do Prado e a rua Alcalá, encontra-se a Praça Cibeles, um dos lugares mais representativos de Madri, não só pela beleza de sua fonte, mas também pelos edifícios que a rodeiam: Palácio de Cibeles, Palácio de Buenavista, Banco de Espanha e Palácio de Linares (atual Casa de América). Para os fãs de futebol, é nela que os torcedores do Real Madri comemoram a vitória do time.

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Fonte e Palácio Cibeles. Foto: Madrid Destino

Inaugurado em 1909, o majestoso Palácio de Cibeles, antigo Palácio de Comunicações e sede dos Correios, desde 2007 abriga escritórios da Prefeitura de Madri. Do mirante ou do terraço do Restaurante Palacio Cibeles, a vista da cidade é esplêndida. Uma das imagens mais fascinantes – e fotografadas – de Madri é a do Edifício Metrópolis, na bifurcação da rua Alcalá com a Gran Via, que é a rua mais conhecida da capital, uma espécie de Broadway espanhola.

Seguindo pelo Passeio do Prado, você chegará ao Museu Thyssen-Bornemisza, localizado no Palácio de Villahermosa, edifício de fins do século XVIII. A coleção permanente percorre a história da pintura europeia desde a Idade Média até ao fim do século XX. O acervo conta com mais de 1000 obras, portanto é aconselhável começar pela coleção que lhe despertar mais interesse. O neoclássico – ou Trecento – italiano (séc. XIV), o renascimento alemão, a pintura americana do século XIX, o impressionismo, o expressionismo alemão e o construtivismo russo são as escolas e os movimentos mais amplamente representados no museu.

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Fachada do Museu Thyssen-Bornemisza. Foto: Madrid Destino

Passada a neoclássica Fonte de Neptuno, onde os torcedores do Atlético de Madri celebram suas vitórias, você chegará ao Museu do Prado, cuja visita é imprescindível. Inaugurado em 1819, é o mais importante museu da Espanha e um dos mais importantes do mundo. Você poderá apreciar obras-primas das escolas espanhola, italiana e flamenga, como as dos renomados: Bosch ou El Bosco (1450-1516), Tiziano (1490-1546); El Greco (1541-1614), Rubens (1577-1640), Velázquez (1599-1660), Murillo (1617-1682) e Goya (1746-1828). Caso não disponha de muito tempo, certifique-se de que viu, pelo menos, as principais obras. De El Greco, por exemplo, são indispensáveis, na sala 8B: “Uma fábula” e “O cavaleiro da mão no peito”; na sala 10B: “Adoração dos Pastores”. Deleite-se junto à célebre pintura “As meninas”, de Velázquez, na sala 12. Na sala 25, não lhe passará despercebida a obra “Adão e Eva”, de Tiziano. Na sala 29, detenha-se diante de “As três graças”, de Rubens. Examine atentamente o “Tríptico do jardim das delícias”, de El Bosco (sala 56A). De Goya, não deixe de ver, na sala 64: “O três de maio em Madri ou Os fuzilamentos”, “O dois de maio em Madri ou A luta com os mamelucos” e “O colosso”; na sala 67, “Saturno”.  

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As Meninas, 1656. Velázquez, Diego Rodríguez de Silva y. Banco de imágens Museu do Prado.

O centro cultural Caixa Forum, cujas portas se abriram no ano de 2007, também merece uma visita, nem que seja para fotografar o jardim vertical externo.

Outra parada mandatória para os amantes da arte contemporânea é o Museu Rainha Sofia. A coleção se divide em três: A irrupção do século XX: utopias e conflitos (1900-1945); A guerra terminou? Arte em um mundo dividido (1945-1968); e Da revolta à pós-modernidade (1962-1982). Embora o carro-chefe do museu seja o quadro Guernica, de Picasso, pode-se apreciar várias outras obras de prestígio, como as dos pintores Juan Gris, Juan Miró ou Salvador Dalí.

Pela proximidade, vale a pena ir até a Estação de Atocha. Em seu interior,  encontra-se um jardim tropical formado por mais de 7000 plantas de 260 espécies diferentes.

Para os que têm mais tempo na cidade, abaixo indico outras atrações turísticas interessantes:

Praça de Espanha. Uma das maiores praças do país, bem como uma das mais frequentadas tanto por turistas como locais. Está localizada entre a Gran Vía e a Calle Princesa. Como lembrança, não deixe de tirar uma foto no Monumento a Miguel de Cervantes, junto a seus célebres personagens Dom Quixote e Sancho Pança. Um projeto de reabilitação da praça começará no final deste ano (2017).

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Praça de Espanha. Foto: Martin Kapoun

Templo de Debod. Construído no século II a.C, foi um presente do governo egípcio à Espanha,  um dos países que mais contribuiu econômica e cientificamente no projeto de salvação dos templos de Núbia, evitando que fossem submergidos ao se construir a barragem de Assuã.  Além da contribuição econômica para salvar os templos de Abu Simbel e de Filas, a missão arqueológica espanhola trabalhou entre 1960 e 1965 escavando vários sítios arqueológicos em ambos lados da segunda catarata do Nilo. O templo é precioso, principalmente iluminado. É possível visitar gratuitamente seu interior. Há informação sobre a mitologia, a sociedade egípcia e explicações sobre os hieróglifos. No segundo andar, em uma maquete, estão representados todos os templos que havia em Núbia. Como o templo está rodeado de jardins, há quem aproveite para fazer piquenique, ler ou ver o pôr-do-sol. De lá, tem-se uma vista linda do Palácio Real.

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Templo de Debot. Foto: Andréa Milhomem

Monasterio de las Descalzas Reales. Fundado por Joana de Áustria (1535-1573), irmã de Felipe II e princesa de Portugal em 1559. Embora seja um monastério de clausura, graças a uma permissão especial do Vaticano, datada de 1960, é possível fazer visitas guiadas. As monjas franciscanas que o habitam se retiram a uma parte do recinto. O convento conta com uma impressionante coleção de arte e relíquias, como uma série de esculturas de mármore e obras de Tiziano, Sánchez Coello e Luini. Outras coleções importantes são os tapetes tecidos em Bruxelas (baseados em desenhos de Rubens), que representam a Apoteose da Eucaristia.

Jardins de Sabatini e o Campo del Moro. Os Jardins de Sabatini foram criados nos anos 30 em estilo clássico. Estão situados em frente à fachada norte do Palácio Real. Os terrenos do Campo del Moro, localizados entre o Palácio Real e o Rio Manzanares, antes utilizados para caça, justas e torneios, foram ajardinados, em estilo inglês, no século XIX, por decisão da rainha Maria Cristina. O Campo del Moro é bonito, bem cuidado e tranquilo.

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Campo del Moro. Foto:Martin Kapoun

Madrid Río. Às margens do Rio Manzanares, é uma grande área recreativa e cultural, construída entre 2006 e 2011, onde se pode correr, caminhar, andar de bicicleta ou simplesmente passar o tempo. Há quem percorre os seis quilômetros, mas, se não quer demorar-se, vale a pena conhecer pelo menos o trecho que vai desde a ponte de Toledo, de estilo barroco, até o Matadero Madrid, antigo matadouro, que, hoje em dia, abriga um conjunto de pavilhões de estilo neomudéjar, construído no início do século XX, dedicado à cultura.

El Rastro. Desde 1740, aos domingos e feriados, das 9h às 15h, ganha vida, no centro histórico, no bairro La Latina, esse alegre e popular mercado ao ar livre. Encontra-se de tudo, desde objetos de segunda mão até elegantes lojas de decoração, como bem descreve o músico Joaquín Sabina (1949 –  ), na canção Con la Frente Marchita: “Ia todos os domingos a teu posto do Rastro para comprar bonecos de migalhas de pão, cavalinhos de lata” (tradução minha) .

Museu Arqueológico Nacional. Fundado em 1897 por Isabel II,  seu numeroso acervo  arqueológico e artístico conta, em sua maioria, de objetos encontrados na Península Ibéria ao largo da história  (da pré-história ao século XIX). Sua coleção possui também objetos da Grécia, Antigo Oriente Próximo, Egito e Núbia.

Museu Sorolla.  Está localizado onde, a partir de 1911, foi a residência de Joaquín Sorolla e de sua família. As coleções estão distribuídas pelas áreas visitáveis ​​da casa, que tem conservado quase intacta a decoração de quando ainda ali residia o pintor valenciano. A coleção de pintura convive, portanto, com o mobiliário e os objetos originais da casa. O museu foi criado por desejo de sua viúva, Clotilde García del Castillo, e concentra a maioria dos objetos que Sorolla reuniu em vida.

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Sala III Museu Sorolla. Foto: © Ministerio de Educación, Cultura y Deporte – Gobierno de España

Museu Lázaro Galdiano. Localizado no palacete de Parque Florido, na elegante Calle Serrano, no bairro de Salamanca, o museu exibe, desde 1951, obras de Goya, Murillo, Velázquez, El Greco, El Bosco, Zurbarán, entre outros, além de variados objetos artísticos de extraordinário valor, que o colecionista e editor da revista literária La España Moderna  Lázaro Galdiano reuniu durante mais de sessenta anos.

Casa Museu Lope de Vega. Situada no centro histórico de Madri, serve não só de homenagem ao ilustre escritor e de estímulo ao conhecimento de sua pessoa e de sua obra, mas também para chamar a atenção para o Século de Ouro espanhol e para a Madri do século XVII, suas casas, sua sociedade, sua história, religião e cultura. Entre 1610 e 1635 foi ali onde viveu, escreveu alguns de seus textos mais notáveis e onde sofreu algumas de suas maiores perdas. 

El Retiro (Parque del Buen Retiro). Você escolhe se quer quietude e recolhimento, cultura, lazer, praticar esporte ou até fazer tudo ao mesmo tempo. Esse maravilhoso parque no centro da cidade oferece opções para todos os gostos e idades. Independentemente do que decida fazer, dê atenção especial aos seguintes lugares: o lago, onde se pode praticar remo, andar de barco ou, simplesmente, tirar fotos com o Monumento a Alfonso XII ao fundo; as salas de exposição do Palácio de Velázquez e as do Palácio de Cristal; o jardim de rosas (Rosaleda); e a estátua do Anjo Caído, a única escultura no mundo que representa o Diabo. Bateu fome? Há restaurantes espalhados pelo parque, como o Florida Retiro, que apresenta diferentes propostas para todos os públicos: o a la carte Pabellón; o bar de tapas Galería; quiosques; e a terraza, termo muito comum na Espanha que significa área ao ar livre onde se pode consumir bebidas e comidas. As terrazas são muito concorridas em dias ensolarados.

Casa de Campo. Com uma extensão de 1.722 hectares de pura área verde, é muito comum ver, nos finais de semana, famílias fazendo piquenique. Há um parque de diversões, zoológico, teleférico e um grande lago.

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Casa de Campo. Foto: Martin Kapoun

Parque El Capricho. Está longe do centro, portanto só vale a pena ir se tiver muitos dias livres. Eu estive uma vez e achei muito bonito. Está situado na Alameda de Osuna. Ainda é bastante desconhecido, embora tenha sido criado em 1784 pelos Duques de Osuna.

Não se pode ir à Espanha e não experimentar a paella. A paella, como a maioria sabe, nada mais é que arroz preparado em um recipiente apropriado no qual podem ser acrescentados diversos tipos de ingrediente. Portanto, haverá sempre alguma de seu agrado, até mesmo se for vegetariano (a). Pronuncia-se paelha ou paêia; paeja se diz na Argentina e em alguns países latino-americanos. A paella é originária da cidade espanhola de Valência, mas a iguaria pode ser saboreada por todo o país. Em Madri, os restaurantes que conheço e recomendo são: La Casa de Valencia ; Arrocería Mediterraneo; e Arrocería Daniela.

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Paella de Marisco. Foto: Arrocería Daniela

Ir de cañas. Se está na Espanha e gosta de cerveja, você não pode deixar de “ir de cañas”, ou seja, ir tomar umas cervejas. A “caña” especificamente é o que chamamos de chope. As cervejarias estão espalhadas por toda a cidade. Há várias em La Latina, bairro citado no artigo Perambulando pela Madrid de los Austrias. Outra boa opção são as cervejarias da Plaza de Santa Ana (onde está o Teatro Espanhol, as estátuas de Calderón de la Barca e Federico García Lorca, e bem próxima da agitadíssima Calle Huertas), como a Naturbier e a Cervecería Alemana.  Entretanto, a rua em que, hoje em dia, se encontra a maioria das cervejarias é a Calle Cardenal Cisneros, no bairro de Chamberrí.  Sugestões: Oldenburg, The Beer Garden, L’Europe, Madriz Hop Republic, Cervecería Kloster.  

Para ficar por dentro do que está acontecendo na cidade, dê uma olhada no site Guia del Ocio. A página oficial de Turismo de Madri é a: https://www.esmadrid.com/pt. Um site também interessante sobre a cidade é: http://www.descubremadrid.com/.

Segundo Ernest Hemingway: Madri transborda literatura, poesia e música por todas as partes, tanto que ela mesma é um personagem literário” (tradução minha). Portanto, aprecie, sem moderação, sua literatura, poesia, música, dança e culinária. Estou certa de que não se arrependerá. Até a próxima.

Este artigo contou com a valiosa colaboração de Elena Blanco, auxiliar administrativa na Embaixada do Brasil em Madri, e do jornalista Luciano Milhomem, autor de  “O Blog Menos Lido do Mundo“.

espanha Madrid y yo: un flechazo

Deambulando por el Madrid de los Borbones y otras sugerencias

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Paseo del Arte. Museo del Prado. Foto: © Madrid Destino

En el artículo anterior relaté mis impresiones sobre Madrid y sugerí un itinerario de visita por el Madrid de los Austrias. Ahora nos toca el Madrid de los Borbones. Recordando, la Casa de Borbón es la casa real de origen francés, cuyo reinado en España comenzó con Felipe V en 1700. Entre los Borbones cabe destacar la figura de Carlos III, que en el siglo XVIII emprendió obras de mejoras en saneamientos, fuentes, plazas y jardines. Por todas estas acciones, a este rey se le dio el sobrenombre de “Mejor Alcalde de Madrid”. Felipe VI, de la Casa de Borbón, es el actual rey de España. Con esta información en mente, seguimos adelante con nuestro tour.

En la ruta de cualquier turista hay que pasar por el llamado Madrid de los Borbones. Lo ideal es recorrerlo por lo menos en tres días. Pasarás por el paseo de la Castellana, el paseo de Recoletos y el paseo del Prado. Verás las hermosísimas plazas de Cibeles y Neptuno y los principales museos del “Paseo del Arte” (Prado, Thyssen y Reina Sofía). Los museos son grandes y, para que puedas apreciar las obras sin ahogarte, mejor que le dediques un día a cada uno de ellos. Al final del paseo del Prado, en dirección sur, está la estación de trenes de Atocha.

Entre el paseo del Prado y la calle Alcalá, se encuentra la plaza de Cibeles, uno de los lugares más representativos de Madrid, no sólo por la belleza de su fuente, sino también por los edificios que la rodean: Palacio de Cibeles, Palacio de Buenavista, Banco de España y Palacio de Linares (actual Casa de América). Para los aficionados al fútbol, en ella los seguidores del Real Madrid celebran la victoria de su equipo.

Inaugurado en 1909, el majestuoso Palacio de Cibeles, antiguo Palacio de Comunicaciones y sede de Correos, desde 2007 está ocupado por oficinas del Ayuntamiento de Madrid. Desde el mirador o de la terraza del restaurante, las vistas de la ciudad son espléndidas. Una de las imágenes más fascinantes -y fotografiadas- de Madrid es la del Edificio Metrópolis, en la bifurcación de la calle Alcalá con la Gran Vía, que es la calle más conocida de la capital, una especie de Broadway española.

Siguiendo por el paseo del Prado, llegarás al Museo Thyssen-Bornemisza, ubicado en el Palacio de Villahermosa, edificio de finales del siglo XVIII. La colección permanente recorre la historia de la pintura europea desde la Edad Media hasta el final del siglo XX. Su fondo cuenta con más 1000 obras, por lo que es aconsejable comenzar por la colección que te resulte de mayor interés. El neoclásico – o Trecento – italiano (siglo XIV), el renacimiento alemán, la pintura americana del siglo XIX, el impresionismo, el expresionismo alemán y el constructivismo ruso son las escuelas y los movimientos más ampliamente representados en el museo.

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Fuente de Neptuno. Foto: Martin Kapoun

Pasada la neoclásica Fuente de Neptuno, donde los aficionados del Atlético de Madrid celebran sus victorias, llegarás al Museo del Prado, cuya visita es imprescindible. Inaugurado en 1819, es el museo más importante de España y uno de los más importantes del mundo. Podrás apreciar obras maestras de las escuelas española, italiana y flamenca, como las de los renombrados: El Bosco (1450-1516), Tiziano (1490-1546); El Greco (1541-1614), Rubens (1577-1640), Velázquez (1599-1660), Murillo (1617-1682) y Goya (1746-1828). Si no dispones de mucho tiempo, asegúrate de ver al menos las principales obras. De El Greco, por ejemplo, son indispensables, en la sala 8B: “Una fábula” y “El caballero de la mano en el pecho”; En la sala 10B: “Adoración de los pastores”. Deléitate ante la célebre pintura “Las meninas”, de Velázquez, en la sala 12. En la sala 25, no dejes pasar por alto la obra “Adán y Eva”, de Tiziano. En la sala 29, detente delante de “Las tres gracias”, de Rubens. Examina atentamente el “Tríptico del jardín de las delicias”, de El Bosco (sala 56A). De Goya, no te pierdas, en la sala 64: “El tres de mayo en Madrid o Los fusilamientos”, “El dos de mayo en Madrid o La lucha con los mamelucos” y “El coloso”; en la sala 67, “Saturno”.

También merece una visita el centro cultural CaixaForum, cuyas puertas se abrieron en el año 2007, aunque sea para fotografiar el jardín vertical.

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CaixaForum. Foto: Madrid Destino

Otra parada obligada para los amantes del arte contemporáneo es el Museo Reina Sofía. La colección permanente se divide en tres: La irrupción del siglo XX: utopías y conflictos (1900-1945); ¿La guerra ha terminado? Arte en un mundo dividido (1945-1968); y De la revuelta a la posmodernidad (1962-1982). Aunque el plato fuerte del museo es el cuadro Guernica, de Picasso, se pueden apreciar varias otras obras de prestigio, como las de los pintores Juan Gris, Joan Miró o Salvador Dalí.

Por su proximidad, vale la pena acercarse a la estación de Atocha. En su interior se encuentra un jardín tropical formado por más de 7000 plantas de 260 especies diferentes.

Para los que tienen más tiempo libre en la ciudad, abajo indico otras atracciones turísticas interesantes:

Plaza de España. Una de las mayores y más frecuentadas plazas del país, tanto por turistas como por la gente del lugar. Está ubicada entre la Gran Vía y la calle Princesa. Como recuerdo, no dejes de hacerte una foto en el Monumento a Miguel de Cervantes, junto a sus célebres personajes Don Quijote y Sancho Panza. Un proyecto de rehabilitación de la plaza comenzará a finales de este año 2017.

Templo de Debod. Construido en el siglo II a. C., el templo fue donado a España por el gobierno egipcio, uno de los países que más contribuyó economica y científicamente al Plan de Salvación de los Templos de Nubia, evitando que se vieran sumergidos bajo las aguas al construirse la presa de Asuan. Además de la aportación económica de España para salvar los templos de Abu Simbel y Filé, la Misión Arqueológica Española trabajó entre 1960 y 1965 excavando varios sitios a ambos lados de la Segunda Catarata del Nilo. El Templo de Debod es precioso, principalmente iluminado. Es posible visitar gratuitamente su interior. Hay información sobre la mitología, la sociedad egipcia y explicaciones sobre los jeroglíficos. En el segundo piso, en una maqueta, están representados todos los templos que había en Nubia. Como está rodeado de jardines, se puede ver gente de picnic, leyendo o viendo la puesta de sol. Desde allí hay una hermosa vista del Palacio Real.

Monasterio de las Descalzas Reales. Fundado, en 1559, por Juana de Austria (1535-1573), hermana de Felipe II y princesa de Portugal. Aunque es un monasterio de clausura, gracias a un permiso especial del Vaticano de 1960, es posible hacer visitas guiadas. Las monjas franciscanas que lo habitan se retiran a una parte del recinto. El convento cuenta con una impresionante colección de arte y reliquias, como una serie de esculturas en mármol y obras de Tiziano, Sánchez Coello y Luini. Otra colección importante es la de tapices tejidos en Bruselas (basados en dibujos de Rubens), que representan la Apoteosis de la Eucaristía.

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Monasterio de las Descalzas Reales. Foto: Patrimonio Nacional

Jardines de Sabatini y el Campo del Moro. Los Jardines de Sabatini se crearon en los años 30 en estilo clásico. Están situados frente a la fachada norte del Palacio Real. Los terrenos del Campo del Moro, ubicados entre el Palacio Real y el Río Manzanares, antes utilizados para caza, justas y torneos, fueron ajardinados, en estilo inglés, en el siglo XIX, por decisión de la reina María Cristina. El Campo del Moro es hermoso, bien cuidado y tranquilo.

Madrid Río. A orillas del río Manzanares, es una gran área recreativa y cultural, construida entre 2006 y 2011, donde se puede correr, caminar, andar en bicicleta o simplemente pasar el tiempo. Si no quieres recorrer los seis kilómetros,  por lo menos merece la pena conocer el tramo que va desde el puente de Toledo, de estilo barroco, hasta el Matadero Madrid,  un conjunto de pabellones de estilo neomudéjar, construido a principios del siglo XX, dedicado a la cultura.

El Rastro. Desde 1740, los domingos, de las 9h a las 15h, cobra vida, en el barrio de La Latina, ese alegre y popular mercado al aire libre. En él se encuentran desde objetos de segunda mano hasta elegantes tiendas de decoración. Como bien describe el músico Joaquín Sabina (1949 –   ), en la canción “Con la Frente Marchita”: “Iba cada domingo a tu puesto del Rastro a comprarte monigotes de migas de pan, caballitos de lata”.

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El Rastro 1940. Foto: Madrid Antigo

Museo Arqueológico Nacional. Fundado en 1897 por Isabel II, en la colección encuentras más de 13.000 objetos arqueológicos y artísticos de la historia de España, desde la Prehistoria hasta el siglo XIX. Se completa con colección de objetos procedentes de Grecia, Oriente Próximo Antiguo, Egipto y Nubia.

Museo Sorolla. Está ubicado en la casa donde, desde 1911, fue vivienda del pintor Joaquín Sorolla (Valencia, 1863 – Cercedilla, 1923) y su familia. Las colecciones se distribuyen por todas las zonas visitables de la casa, que ha conservado casi intacta la decoración que tuvo en vida el pintor. La colección de pintura convive, por tanto, con el mobiliario y los objetos originales de la vivienda.  El museo fue creado por deseo de su viuda, Clotilde García del Castillo, y concentra la mayoría de los objetos que Sorolla reunió en vida.

Museo Lázaro Galdiano. Ubicado en el palacio de Parque Florido, en la elegante calle Serrano, en el barrio de Salamanca, el Museo exhibe desde 1951 obras de Goya, Murillo, Velázquez, El Greco, El Bosco, Zurbarán, y otros, así como variados objectos de notable valor artístico, que el coleccionista y editor de la revista literaria “La España Moderna” reunió durante más de sesenta años.

Casa Museo Lope de Vega.  Situada en el centro histórico de Madrid, sirve no solo de homenaje merecido al grandísimo escritor y de estímulo al conocimiento de su figura y de su obra, sino también como tentadora puerta de entrada al Siglo de Oro español y al interesante Madrid del XVII, a sus viviendas, su sociedad, su historia, religión y cultura. Entre 1610 y hasta su muerte en 1635, allí vivió, escribió algunos de sus textos más notables y sufrió algunas de sus mayores pérdidas.

Parque de El Retiro (Parque del Buen Retiro). Tú eliges si quieres quietud y recogimiento, cultura, ocio, practicar deporte o incluso todo a la vez. Este maravilloso parque en el centro de la ciudad ofrece opciones para todos los gustos y edades. Independientemente de lo que decidas hacer, llamo la atención sobre los siguientes lugares: el estanque, donde se puede pasear en barco, practicar remo o simplemente tomar fotos con el Monumento a Alfonso XII al fondo; las salas de exposición del Palacio de Velázquez y las del Palacio de Cristal; la Rosaleda; y la estatua del Ángel Caído, la única escultura en el mundo que representa al diablo. ¿Tienes hambre? Hay restaurantes repartidos por el parque, como el Florida Retiro, que presenta diferentes propuestas para todos los públicos: Pabellón, a la carta; el bar de tapas Galería; kioscos; y la terraza.

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Parque de El Retiro. Monumento a Alfonso II. Foto: Deborah Carvalho de Souza

Casa de Campo. Con una extensión de 1.722 hectáreas de área verde, es muy común ver, los fines de semana, familias haciendo picnic. Hay un parque de atracciones, zoológico, teleférico y un gran lago.

Jardín El Capricho. Está lejos del centro, así que sólo vale la pena ir si tiene muchos días libres. He estado una vez y me pareció muy bonito. Está situado en la Alameda de Osuna. Todavía es bastante desconocido, aunque fue creado en 1784 por los Duques de Osuna.

No se puede ir a España y no probar la paella, incluso si eres vegetariano (a). La paella es originaria de la ciudad española de Valencia, pero este manjar puede saborearse por todo el país. En Madrid, los restaurantes que conozco y recomiendo son: La Casa de Valencia; Arrocería Mediterraneo ; y Arrocería Daniela .

Ir de cañas. Si estás en España y te gusta la cerveza, hay que ir de cañas, o sea, ir a tomar unas cervezas. Las cervecerías se extienden por toda la ciudad. Hay varias en el barrio de La Latina. Otra buena opción son las cervecerías de la plaza de Santa Ana (donde está el Teatro Español, estatuas de Calderón de la Barca y Federico García Lorca, y muy cerca de la bulliciosa calle Huertas), como Naturbier y la Cervecería Alemana. Sin embargo, donde hoy en día se encuentra la mayoría de las cervecerías es en la calle Cardenal Cisneros, en Chamberí.  Algunas sugerencias: Oldenburg, The Beer Garden, L’Europe, Madriz Hop Republic, Cervecería Kloster.

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Foto: Cervecería Alemana

Para estar al día con lo que está pasando en la ciudad, echa un vistazo a la página web de la Guía del Ocio. La página oficial de Turismo de Madrid es: https://www.esmadrid.com/es. Un sitio también interesante sobre la ciudad es: http://www.descubremadrid.com/.

Para moverte por la ciudad, puedes utilizar el metro. En la página metromadrid.es encontrarás toda la información de que necesite.

Según Ernest Hemingway: “Madrid rebosa literatura, poesía y música por sus cuatro costados, tanto, que ella misma es un personaje literario”. Por lo tanto, aprecia sin moderación, su literatura, poesía, música, danza y gastronomía. Estoy segura de que no te arrepentirás. Hasta la próxima.

Este artículo contó con la preciosa colaboración de Elena Blanco, Auxiliar Administrativa en la Embajada de Brasil en Madrid, y del periodista Luciano Milhomem, autor de  “O Blog Menos Lido do Mundo“.

bandeiras Madrid: Passion at First Sight

Wandering through Madrid de los Borbones & other tips

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Gran Vía. Photo: Madrid Antiguo

In my previous article, I reported my impressions on the Spanish capital and suggested a visit to the Madrid de los Austrias. This time, I will walk you through the Madrid de los Borbones. Just a brief reminder: the House of Bourbon is the royal dynasty of French origin, whose reign in Spain began with Philip V, in 1700. Among its kings, it is noteworthy Carlos III, who, in the 18th century, operated improvements in sanitation, built fountains, squares and gardens. Due to these works, he was nicknamed “The Best Mayor of Madrid”. Felipe VI, of the House of Bourbon, is the present king of Spain. With this information in mind, let’s start our journey.

Walking by the so-called Madrid of the Bourbons is a must-do to any tourist. Ideally, you should cover it for at least three days. You will pass through the following avenues: Paseo de la Castellana, Paseo de Recoletos and Paseo del Prado. You will see the beautiful squares Cibeles and Neptuno and the main museums of the Golden Triangle of Art (Prado, Thyssen and Reina Sofia). These museums are huge. If you want to enjoy the art works without feeling anxious, you’d better reserve a day to each one of them. At the end of the Paseo del Prado, in the south direction, is the Atocha Railway Station.

Between Paseo del Prado and Alcalá Street, you will find Plaza Cibeles, one of the most representative places in Madrid, not only for the beauty of its fountain, but also for the buildings that surround it: Cibeles Palace, Buenavista Palace, Bank of Spain and Linares Palace (the current Casa de America). For football fans, it is worth mentioning that in this square the Real Madrid’s supporters celebrate the victories of their team.

Inaugurated in 1909, the majestic Cibeles Palace, former Communications Palace and headquarters of the Post Office, it has housed the offices of the Madrid City Council since 2007. The terrace of the Palacio Cibeles Restaurant give us a stunning panorama of one of the most fascinating – and photographed – images of Madrid: the Metropolis Building, at the fork of the Alcalá and Gran Via streets.

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Plaza Cibeles. Photo: Palacio de Cibeles Restaurant

Following the Paseo del Prado, you will get to the Thyssen-Bornemisza Museum,  in the Villahermosa Palace, a building from  the late 18th century. The permanent collection goes through the history of European painting from the Middle Ages until the end of the 20th century. The collection has more than 1000 works, so it is advisable to begin your visit by the collection that interests you most. The Italian Neoclassical – or Trecento – (14th century), German Renaissance, 19th century American painting, Impressionism, German Expressionism and Russian Constructivism are the most widely represented art schools and movements in the museum.

Later you will pass by the Neoclassical Fountain of Neptune, where the Atletico de Madrid fans celebrate when they win an important match. After that, you will get to the Prado Museum, a must-go. Opened in 1819, it is the most important museum in Spain and one of the most  relevant in the world. You will be able to enjoy masterpieces of the Spanish, Italian and Flemish art schools, such as the renowned artists Bosch (1450-1516), Titian (1490-1546); El Greco (1541-1614), Rubens (1577-1640), Velázquez (1599-1660), Murillo (1617-1682) and Goya (1746-1828). If you don’t have much time, make sure you see at least the highlights. From El Greco, for example, there are some must-see paintings in the room 8B, such as: “The fable” and “The gentleman with his hand on his breast”; in the room 10B: “The Adoration of the Shepherds”. Delight yourself with the painting “Las Meninas” or “The family of Philip IV” by Velázquez, in the room 12. In the room 25, do not miss the work “Adam and Eve”, by Titian. In the room 29, observe “The Three Graces”, by Rubens. Carefully examine “The Garden of the Early Delights”, by Bosch (Room 56A). By Goya, do not forget to see, in the room 64: “The 3rd of May 1808”, “The 2nd of May 1808” and “The colossus”; in the room 67, “Saturn” is also worth seeing.

The Caixa Forum Cultural Centre, whose doors opened in 2007, is also worth a visit, even if it is at least to take some pictures of the vertical garden.

Another mandatory stop for lovers of contemporary art is the Reina Sofia Museum. The collection is divided into three sections: The irruption of the 20th century: utopias and conflicts (1900-1945); Is the war over? Art in a divided world (1945-1968); and From revolt to postmodernity (1962-1982). Although the most known painting of the museum is Picasso’s Guernica, one can admire many more prestigious works, such as those of the painters Juan Gris, Juan Miró or Salvador Dali.

As Atocha Railway Station is near the Reina Sofía Museum, it is definitely worth a visit. Inside it, there is a tropical garden  which gathers more than 7000 plants of 260 different species.

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Atocha Railway Station. Photo: Madrid Destino

Those who can stay longer in Madrid, please find below some suggestions of other museums and tourist attractions that I find particularly interesting:

Plaza de España. One of the largest squares in the country, as well as one of the most visited both by tourists and locals, it is located at the intersection of Gran Vía and Princesa streets. As a souvenir, be sure to take a picture of the Cervantes Monument, with his famous characters Don Quijote and Sancho Panza. A square restoration project is supposed to begin late this year (2017).

Temple of Debod. Built in the 2nd century BC, this temple was a gift from the Egyptian government to Spain, one of the countries that contributed economically and scientifically in the project of salvation of the temples of Nubia from floods during the construction of the great Aswan Dam. In addition to the economic contribution to save the temples of Abu Simbel and Philae, the Spanish archaeological mission worked between 1960 and 1965 excavating several archaeological sites on both sides of the second cataract of the Nile. It is very beautiful, especially when illuminated. You can visit its interior free of charge. There is information on mythology, Egyptian society and explanations about the hieroglyphs; in addition to it, on the second floor, there is a model in which all the temples that were in Nubia are represented. As the temple is surrounded by gardens, there are those who enjoy picnicking, reading or watching the sunset. Not to mention the fact that you have a beautiful view of the Royal Palace from there.

Monastery of Las Descalzas Reales. It was founded in 1559 by Juana of Austria (1535-1573), sister of Philip II and princess of Portugal. Although it is a cloistered monastery, thanks to a special permission from the Vatican, back in1960, it is possible to take a guided tour. The Franciscan nuns who still  live there hide themselves inside the convent. The monastery boasts an impressive collection of art and relics. Amongst its attractions are an array of marble sculptures, and works by Titian, Sánchez Coello and Luini.  Other important collections are the tapestries woven in Brussels (inspired by Rubens’s drawings), which represent the Apotheosis of the Eucharist.

Sabatini Gardens and Campo del Moro Park. The Sabatini Gardens were created in the 1930’s in Classic-style. They are located in front of the north façade of the Royal Palace. The Campo del Moro is between the Royal Palace and the Manzanares River. It was previously used for hunting parties, jousts and tournaments. By decision of Queen Maria Cristina it was converted into a 19th century English-style garden. Campo del Moro is beautiful, well maintained and quiet.

Madrid Río. On the banks of the Manzanares River, it is a large recreational and cultural area, built between 2006 and 2011, where you can run, walk, bike or just spend some free time. If you don’t want to go on a 6 km walk, at least go from the Baroque-style Puente de Toledo bridge to the Matadero Madrid, the old Madrid slaughterhouse, a set of neo-Mudejar style pavilions, built in the early 20th century, devoted to culture.

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Madrid Río. Photo: Madrid Destino

El Rastro. Since 1740, on Sundays and holidays, from 9 am to 3 pm, this lively and popular flea market takes place in the area of La Latina, one of the oldest neighbourhoods in Madrid. A great variety of products (new and used) can be found at el Rastro, as described by the musician Joaquín Sabina (1949 –    ), in the song Con la Frente Marchita: “Every Sunday, I would stop by your kiosk at el Rastro to buy dolls made of bread crumbs   tin horses” (my translation).

National Archaeological Museum. The rich collection of this institution founded in 1897 by Isabel II has more than 13,000 archaeological and artistic objects mainly found in the Iberian Peninsula, from Prehistory to the 19th century. The collection includes objects from Egypt, Nubia, Ancient Near East and Greece.

Sorolla Museum. It is located in the house where the painter Joaquín Sorolla (Valencia, 1863 – Cercedilla, 1923) lived with his family from 1911. The collections are displayed in all areas of the place open to the public. The house has been preserved almost intact, with the decoration it had during the artist’s lifetime. The collection of paintings stands alongside the furniture and objects as they were originally displayed . The museum was created at the request of its widow, Clotilde García del Castillo, and exhibits most of the objects Sorolla gathered throughout his life.

Lázaro Galdiano Museum. Located in the palace of Parque Florido, in the Salamanca district, on the elegant Serrano street, the Museum has exhibited since 1951 works by Goya, Murillo, Velázquez, El Greco, Bosch, Zurbarán and others, as well as many objects of artistic value the collector and editor of the literary magazine La España Moderna gathered for over sixty years.

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Lázaro Galdiano Museum. Photo: Fundación Lázaro Galdiano

House-Museum Lope de Vega. Located in Madrid’s historical centre, this institution not only pays well-deserved tribute to the great writer and stimulates the knowledge of his figure and his work, but it is also a tempting entrance into the Golden Age of Spain and the interesting Madrid of the 17th century, its houses, its society, its history, religion and culture. Between 1610 and 1635, it was where Lope de Vega lived, wrote some of the most notable works and where he lost some members of his family.

El Retiro Park. You choose whether you want lethargy and peacefulness, culture, leisure, playing sports or even doing all this at the same time. This wonderful park in the city centre offers options that suits all tastes and ages. Regardless what you decide to do, pay special attention to the following places: the pond where you can enjoy a boat trip, canoeing, or simply take photos with the Monument to Alfonso XII in the background; the exhibition halls of the Velázquez and Glass palaces; the Rose Garden; and the statue of the Fallen Angel, the only sculpture in the world that represents the Devil. Hungry? There are many restaurants in the park, such as the Florida Retiro, which offers different options for all types of clients: the elegant restaurant Pabellón; or the tapas bar Galería; several kiosks; and the Terraza (outdoor area where you can also consume drinks and food).

Casa de Campo Park. With 1,722.60 hectares of natural space, there are many facilities inside the premises, such as the amusement park, the zoo, the cable car, many popular sports facilities, a lake and a great common area for family picnics.

Capricho Park. It is far from the city centre. It is worth going if you have time to burn. I have been there once and I found it very nice. It is located in the Alameda de Osuna. It’s quite unknown, although it was created in 1784 by the Dukes of Osuna.

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Capricho Park. Photo: Martin Kapoun

You cannot go to Spain and do not taste the famous paella.  This is a saffron-flavored dish containing rice, meat, seafood, or vegetables. This Valencian rice dish can be savored throughout the country. In Madrid, the restaurants I know and recommend are: La Casa de Valencia (Pintor Rosales Street, 58); Arrocería Mediterraneo (Paseo de la Habana, 33); and Arrocería Daniela (Calle Atocha, 12).

Ir de cañas. When you are in Spain, if you like beer, you should “ir de cañas”, that means, you should go out for some beer. Caña means a small draft beer. Breweries are scattered throughout Madrid. There are many in La Latina, the neighborhood I mentioned earlier. Other good options are the breweries of Plaza de Santa Ana (where you find the Spanish Theatre, the statues of Calderón de la Barca and Federico García Lorca, and it is very close to the busy Calle Huertas), like Naturbier and the Cervecería Alemana. However, nowadays the street that hosts most of the breweries is Calle Cardenal Cisneros, in the Chamberrí neighborhood Here are some suggestions: Oldenburg, The Beer Garden, L’Europe, Madriz Hop Republic, Cervecería Kloster.

Discover what’s on in Madrid on Guia del Ocio website. The official page of Tourism of Madrid is: https://www.esmadrid.com. An interesting website about the city is: http://www.descubremadrid.com.

According to Ernest Hemingway: Madrid abounds in literature, poetry and music everywhere, so much so that the city itself is a literary character” (my translation). Therefore, have a good time in the Spanish capital without moderation. Enjoy its literature, poetry, paintings, sculptures, music, dance, canãs and cuisine. I’m sure you will not regret it. Until next time!

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Photo: Cervecería Alemana

Elena Blanco, Administrative Assistant at the Embassy of Brazil in Madrid, and Luciano Milhomem, journalist and the author of the blog O Blog Menos Lido do Mundo, contributed to  this article. 

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3 thoughts on “Madri: paixão à primeira vista. Perambulando pela Madri dos Bourbon & outras dicas

  1. Ao ler este post, percebi o quanto falta para conhecer Madrid. Lugares interessantes que não vi descritos em nenhum guia. Valem mais visitas a essa cidade incrível.

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